Review Julbo Aerolite

Julbo Aerolite
A Julbo produz óculos há mais de um século. Costumam ser mais conhecidos nos círculos de montanhismo, mas estão ganhando destaque entre os trailrunners.


Como a versão do popular modelo Aero, o Aerolite é menor sendo projetado para mulheres, e qualquer corredor com um rosto menor. Ambos possuem as mesmas funções, dos quais foram projetados para maximizar o fluxo de ar e minimizar a nebulização, com uma peça de nariz altamente ajustável, fixa os óculos aos movimentos de corrida evitando que o mesmo se locomova ou caia.

O Aerolite vem em duas opções de lentes, a lente Spectron 3 (categoria 3) ou a lente fotocromática Zebra Light (categorias 1 a 3). Enquanto a lente Spectron 3 é uma lente mais escura, mais protetora, adequada para uma variedade de condições brilhantes durante o dia, a lente fotocromática Zebra Light acomoda quase todas as condições de luz desde o início até o anoitecer.

As lentes fotocromáticas oferecida pela Julbo, funcionam perfeitamente na sombra, quando entramos em trilhas fechadas, como protegem da mesma maneira quando saímos para ambientes super brilhantes. São as lentes perfeitamente indicadas para o TrailRunning, uma vez que oferece essa gama de proteção luminosa. A própria especificação técnica do produto indica um tempo máximo de 18 segundos para variação completa da lente. Além disso, a lente Zebra tem uma tonalidade marrom que torna uma lente de alto contraste para acentuar o terreno para que você possa ler os obstáculos mais seguros enquanto se movem rapidamente.

Já quando estamos mais expostos, como em travessias, a lente Spectron também é super indicada.
Todas as lentes possuem um revestimento anti-nevoeiro (anti-fog) no interior da mesma, protegem 100% os olhos dos raios UV-A, B e C, pesam somente 22 gramas, possuem revestimento hidrofóbico, anti lama e chuva e possuem ajuste para lentes de prescrição médica.

Testei ambas lentes.

Spectron



Zebra Light Red


No caso do óculos Aero/Aerolite edição limitada UTMB as lentes são do tipo Zebra Light Red, que variam da categoria 1 a 3 e suportam qualquer temperatura.

Neste ano, a UTMB foi acometida de grande variação térmica, incluindo neve. Houveram muitas desistências por conta de problemas nos olhos de alguns atletas. Digo que a mim os óculos protegeram de maneira perfeita.

Todas as lentes de desempenho são completamente à prova de quebra e altamente resistentes a arranhões. O material usado em cada lente é o mesmo material usado em pára-brisa do helicóptero.

Não há dúvidas da qualidade que a marca francesa oferece.

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Review Fenix 5X

Garmin Fenix 5X

O mais incorporado dos novos modelos Garmin, lançados neste ano de 2017, com a série 5, que inclui 3 modelos. O 5X ainda não está sendo comercializado no Brasil. Porém tem todos atributos do Fenix 5 e 5S, sua diferença é o acesso aos mapas TOPO U.S. próprio do Garmin, que podem ser facilmente carregados, para qualquer parte do mundo, inclusive para o Brasil.

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Ele é o maior e mais pesado dos 3 modelos, tendo 51mm, mesmo assim consegue ser mais leve que os modelos antecessores. É robusto, multi-esportes, disponível apenas com tela de safira.

Ele ainda traz as características dos antigos modelos, como Face It, que é a possibilidade de trocar o fundo de tela do relógio, como de outros modelos, e com o monitor cardíaco no pulso Elevate™².

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Foi incluída a possibilidade de troca de pulseira por encaixe chamada QuickFit™, ou seja, nada mais de pulseira arrebentada.

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O programa de configuração é super simples, especialmente se você já possui uma conta Garmin Connect. Baixe o aplicativo, conecte-se ao relógio via Bluetooth para instalação, ele irá perguntar quais esportes são seus favoritos, então você tem aqueles como seus favoritos na tela de dados do seu relógio. Você pode adicionar mais tarde outros, mas esta é uma maneira fácil de personalizar a sua experiência desde o início.

O acesso de dados de GPS no Fenix 5X é super rápida, uma vez que a antena e a caixa traseira é de aço inox, seu display também melhorou para 240 x 240 pixels, e também passou de 16 para 64 cores. A exibição do display também é reflexiva, o que significa que as condições de iluminação são mais brilhantes, mais fácil de ler, o oposto da maioria dos smartwatches.

Graças à mega bateria deste dispositivo é possível ter rastreamento de atividades durante o dia, e análise de sono à noite, tudo sem se preocupar com a falta de energia. Porém, é bom desliga-lo fora de uso, uma vez que consome mais que outros relógios, devido a alta funcionalidade, mesmo parado.

Mas o que eu mais gostei no relógio, foi o controle de músicas pelo pulso.

Uma vez que, conectado por bluetooth ao celular, você consegue comandar muitas atividades do seu celular através do Garmin, e o controle de músicas é uma delas.

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Para o ciclismo, há muitas opções – como usar o Strava Live Segments e conectar-se a sensores ANT + para cadência, energia e muito mais.

A orientação é realmente impressionante no Fenix 5X. Este, atualmente é o único relógio para oferecer mapas verdadeiros de pulso. Mapas coloridos aliás. Estes são incorporados, para que você possa alterar as telas de dados em uma corrida, e veja exatamente onde você está. Uma vez que os mapas são armazenados no relógio, isso é quase instantâneo e o detalhe é ótimo, é como um Maps de pulso. O sistema de Garmin conhece as ruas da cidade, bem como trilhas obscuras e riachos no meio do nada. Pode até ajudá-lo a encontrar pontos de interesse ao seu redor, como bancos e restaurantes. Além do back to start, fazendo o caminho reverso caso você se perca.

Contudo, o recurso de mapas não é perfeito. Panning e zoom em torno do mapa leva uma tonelada de diferentes botões para se pressionar e nos deixa desejando um touchscreen. Mas ainda assim, é um agregado incrível, e os mapas em cores são bem fáceis de ler.

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O relógio fēnix 5X dispõe também de recursos de treinamento sofisticados que ajudam a monitorar sua forma e seu desempenho. As leituras avançadas de status de treinamento e Training Effect mostram os benefícios aeróbicos e anaeróbicos do seu exercício – assim você pode ver como seus exercícios estão dando a resposta esperada. O estimador de VO2 máximo resume dados, incluindo velocidade de corrida, batimentos por minuto e variabilidade de frequência cardíaca, para estimar o volume máximo de oxigênio que você pode consumir por minuto. Outras métricas de condicionamento incluem ainda avisos de recuperação com temporizador e verificação de recuperação, além de um indicador de corrida que estima seu tempo de conclusão ideal com base em seu VO2 máximo atual.

Já nos recursos de treinamento que aproveitam as métricas fisiológicas estendidas e dinâmica de corrida avançada, estão incluídos:

  • Condição de desempenho: depois de correr por 6 a 20 minutos, o fēnix 5X compara sua condição em tempo real com seus níveis médios de condicionamento físico
  • Limiar de lactato: pela análise de seu ritmo e frequência cardíaca, o fēnix 5X estima o ponto em que seus músculos começam a fadigar mais rapidamente
  • Estimativa de VO2 máximo
  • Cadência – o número de passos por minuto
  • Comprimento do passo – mostra o comprimento do seu passo em tempo real

 

Outro fator é a rastreabilidade LiveTrack. Outros relógios, como o TomTom Spark 3, oferecem também essa funcionalidade. No entanto, vê-lo no mapa TOPO é sensacional.

O LiveTrack permite que seus amigos acompanhem suas aventuras em tempo real. E o mesmo já vem conectado com modo Beacon do Strava, ou seja, seus amigos via Strava podem lhe acompanhar. Com três contatos de emergência, o Strava Beacon se conecta ao LiveTrack de forma automática, onde os mesmo ao início da atividade recebem uma mensagem com link de acompanhamento.

Portanto, se você é um aventureiro que gosta de se perder na natureza, então o Fenix ​​5X é ideal para você. Os mapas incorporados, a longa duração da bateria e os alertas do sensor para tempestades tornam o parceiro ideal para uma aventura ao ar livre. Se você correr, andar de bicicleta, nadar, golf ou qualquer outro esporte, ele é bom para tudo.

Porém, se você estiver à procura de um relógio apenas para correr, digamos, talvez a série simples sejam melhores, uma vez que eles são mais leves no pulso e, portanto, mais confortáveis.

Fenix 5X foi o eleito o melhor dos relógios dos últimos tempos, então o investimento é alto.

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Relato CCC 2017 

Você quer, você pode. 

Sim, nem todos nasceram com a melhor genética da terra. Existem uns Kilian, outras Nuria. Mas existem pessoas como eu, normais, persistentes, teimosas. 

Há uns 6 anos eu vi meu irmão realizando uma prova que me encantou de todas formas. Ela se chamava La Mision. Eu estava morando fora e aprendendo o que era essa tal corrida, ultra trail eles chamavam. Sim, meu irmão sempre foi minha inspiração. Iniciando os treinamentos para o La Mision 80km, que realizei em 2015 conheci algumas pessoas que me explicaram o que seria a tal UTMB – Ultra Trail du Mont Blanc, e a partir dali em meados de 2014 eu decidi tentar atingir isso até onde meu corpo permitiria. Escolhi a CCC 101km, chamada Little Sister, que seria a meia volta final da UTMB. Em dezembro de 2016 fui sorteada, e decidi então realizá-la, que ocorreu em setembro de 2017. Se você notar até eu conseguir chegar nisso, passaram-se alguns anos. Eu não fui a melhor corredora, nem a melhor brasileira, nem a melhor gaúcha, talvez uma das mais jovens, mas isso não desmerece o trabalho envolvido.

Terminei quase semi-morta. Mas de alma lavada. Foi um trabalho árduo, exigiu dedicação, dinheiro, e acima de tudo muito esforço. No meio da prova a gente sempre pensa: “por quê?!.”

A largada da CCC ocorreu em pelotões, sai no 2o das 9h15, sozinha, logo encontrei duas brasileiras Manu Rios e Ana Osório que estavam também por lá. Ambas fizeram apoio importante em momento que nos cruzávamos, onde sempre nos incentivávamos.


Minha primeira metade da prova foi muito boa, fechei um dos meus melhores 50km com um acumulado positivo absurdo, mas logo viria a chuva e junto dela um frio bastante severo, e claro a noite. Quando cheguei na divisa da Itália e Suiça, chamada Col Ferret a neblina baixou muito. O corpo umideceu, e minha roupa, que não estava apropriada, encharcou. Decidi continuar para trocar mais tarde, mas cada vez era pior. Então a chuva iniciou. Mesmo com impermeável fiquei extremamente úmida e com muito frio. 


Estava chegando em Champex km56, lá encontraria a Nivea, esposa de um colega que também estava correndo, Luiz Facioli de SP. A Nivea foi essencial para mim. Sem sua ajuda acredito que eu não tivesse continuado, sabe anjos que Deus coloca no nosso caminho?! Ela me aqueceu, e me deu um apoio muito forte em um momento que eu passava por um estresse extremo. A chuva e a sensação térmica de uns -7 graus na montanha tinham definitivamente acabado comigo. Não só comigo, com muitas outras pessoas. Meus ouvidos já haviam estourado diversas vezes, e eu tremia de uma forma que perdia muita energia. Quando estávamos na montanha o vento era cortante e era impossível caminhar ou permanecer parado, aquilo de certa forma acelera a gente. Soube de um problema de cegueira tanto na Manu Villaseca quanto na Fernanda Maciel, onde ambas deixaram a UTMB principal. Saúde é tudo né?! 

Fiquei parada em Champex quase 2h, liguei para algumas pessoas, conversei com meu amigo Xandao que havia já saído da prova, e com o Gustavo que a realizou no ano anterior, com a Leo que tinha concluído a TDS; todos me deram um apoio importante para continuar. Após 2h resolvi deixar Champex junto de uma italiana: Enrica, que também foi um apoio importante e esteve comigo toda madrugada. Alguns perguntaram do tempo parada e do pace ter diminuído tanto. Às vezes uma prova exige coisas diversas. Exige psicológico, exige companhia, e o FairPlay é super significativo, você deve mudar seu pace para poder ter alguém perto de você, e eu estava precisando bastante. O clima severo mexeu com nosso psicológico e eu só estava buscando concluir a prova, mesmo no tempo limite. A partir de Trient km72 eu apenas caminhei, escutei outra vez que sabendo administrar a sobra dos cortes, o resultado é apenas cruzar a linha de chegada. Enrica dizia: eu só quero o colete, e não vou mentir que eu também só queria ele, indiferente resultados. UTMB me ensinou muitas coisas. Muitas. Ensinou quem nos valoriza em momentos extremos. Xandao e sua família estiveram comigo, Leonice também. A energia do pessoal estava demais! Aquilo te coloca para cima, boas companhias! Agradeço Família Moschen, inclusive o treinador Togumi e os colegas UPFIT presentes. Foi espetacular e uma das experiências mais incríveis da minha ainda pequena vida. Eu não tive minha melhor performance e talvez isso me incentive a retornar daqui alguns anos. Eu sei que economizei muito, o tempo inteiro, exatamente por nunca ter feito tal distância, depois você pensa se teria sido melhor acelerar, mas ao fim você atinge a meta e é isso que vale. Ao longo do percurso muitas pessoas torcem, tocam os sinos, gritam “Ale, andiamo”. Criancas correm conosco. O povo vê a bandeira no numeral e grita: Brasilll. Então, tudo isso te move, bastante!!! É realmente uma experiência ímpar.


Eu sei que essa é uma das provas mais significativas da terra. A vida é feita para almejarmos sempre mais, claro com humildade e dentro da nossa possibilidade. Talvez eu volve, talvez  não. Como citei, depois de tudo isso fiquei satisfeita com a CCC e não desejo nesse momento a UTMB, mas às vezes a vida toma rumos engraçados e não podemos prever nada.  Aliás, encontrei novamente meu maior ídolo Marco Olmo que nos visitou inclusive. 


Então, se eu recomendo? É óbvio! Você já deve ter escutado isso de diversas pessoas, como eu escutei. Mas é necessário viver para ver. Chamonix é abençoada. Acendi velas para São Bernardo protetor das montanhas do Mont Blanc e certeza que eu pude ser abençoada com essa maravilhosa oportunidade. 

Eu gostaria de agradecer especialmente aos apoiadores Osprey Brasil, Julbo Brasil, La Sportiva Brasil, UPFIT e Converge.

Eu sou Finisher! 

Psicologia Energética – EFT

Quando estamos sintonizados em um problema que nos aflige, despertamos o sistema elétrico, que começa a atuar de maneira negativa. É necessário, então, um procedimento para livrar-se desse bloqueio de energia.

A psicologia energética tenta equilibrar, restaurar e melhorar o funcionamento da pessoa. Essa técnica está sendo usada atualmente no mundo inteiro, trazendo rápidos resultados e podendo ser facilmente aplicada tanto com o auxílio de um profissional quanto por si mesmo.

A grande vantagem da psicologia energética é que, ao estimular pontos energéticos do corpo, juntamente com a invocação de frases, ela pode mudar rapidamente o sistema eletroquímico do cérebro.

Essa psicologia da energia, também conhecida como técnica de liberdade emocional (EFT), funciona através do sistema energético do corpo e ao toque (tapping) em seus pontos com os dedos (pontos de acupuntura) no rosto e no corpo em um padrão específico para liberar estresse, emoção negativa, respostas indesejadas e físicas dor. Semelhante à acupuntura, porém sem agulhas.

Como funciona?

A energia flui através dos meridianos em nossos corpos, da mesma forma que o sangue flui através das nossas veias. Quando uma pessoa recebe uma lesão física ou choque emocional, ocorre um bloqueio no sistema do meridiano e uma ruptura nos resultados do fluxo de energia. As emoções negativas não são criadas pelo próprio evento, elas são criadas pela interrupção no sistema de energia que ocorre como resultado do evento.

A emoção negativa é então reeditada sempre que esse evento vem à mente. Se o bloqueio não for removido ou rebalanceado, isso pode resultar em depressão, estresse entre outros problemas emocionais além de físicos, como tensão muscular e dores.

O EFT trabalha liberando o bloqueio. Sem o bloqueio no sistema de energia, o evento original ainda ocorrerá, mas não há mais um sentimento negativo associado a ele. Ele só se torna uma memória, o que aconteceu, mas já não afeta os sistemas de mente e corpo. Esta técnica pode ser usada tanto em questões emocionais quanto físicas.

Há muitos pontos potenciais para a aplicação de EFT para melhorar o desempenho no esporte. Esses incluem:

Liberar a tensão/ansiedade associada com o desempenho – quando o atleta visualizar a situação de antemão pode aplicar EFT a qualquer ansiedade que venha à tona.
Liberar as emoções negativas e os efeitos de falhas do passado, também podem ser sistematicamente identificados e tratados com EFT.

É importante também buscar quaisquer crenças negativas que podem ter se desenvolvido fora dessas falhas e resolvê-las também. Dirige-se a identidade do atleta, e elimina-se qualquer auto crenças negativas que pode dificultar o desempenho de pico.
 

Como aplicar?

O primeiro passo para fazermos EFT, ou qualquer outra técnica de libertação emocional, é identificar a emoção. Depois, temos sempre a opção de nos mantermos agarrados e amarrados a ela ou, por outro lado, decidirmos se libertar. Quando decidimos ser livres, estamos prontos a usar a EFT para dissolver as emoções que nos limitam.

Fazer EFT é muito simples. Apenas exige de nós o reconhecimento das emoções que estamos sentindo e a vontade de libertar tais emoções tocando nos pontos de EFT.

Alguns pontos que são trabalhados estão na figura e todos correspondem ao trabalho da emoção.

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Ser Específico

Se não conseguires resultados imediatos com EFT, isso não significa que a EFT não funciona. Significa apenas que não está sendo específico na emoção que está a sentir. Muitas vezes achamos que sentimos uma coisa, mas, na realidade, existem outras emoções associadas que não gostamos de aceitar ou não conseguimos “olhar” para elas de frente por serem dolorosas demais. Com a prática, aprende a reconhecer o que está acontecendo e aprende a encontrar as verdadeiras emoções.

Quer aprender mais? A Dra. Wania Sierra da Nihumana é especializada na aplicação em EFT e possui um núcleo de psicologia em São Paulo que atende a atletas de trail running para o controle de ansiedade, desempenho, etc.

Confere a página no face:

https://fb.com/nihumana

LA SPORTIVA AKASHA REVIEW

Conforto, respirabilidade e proteção é o que este sapato oferece, facilmente um tênis que eu consigo utilizar em diversas corridas. Para aqueles que não tiveram sorte com a La Sportiva no passado, devido ao ajuste mais estreito e mais rígido, vale a pena testar o novo conceito.

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O Akasha está chegando no mercado brasileiro no próximo mês de agosto. E promete muito.

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A parte superior do Akasha é uma malha de ar respirável (airmesh) que se encaixa ao pé e elimina qualquer desconforto. Existem tiras de poliuretano finas que se sobrepõem à malha através do antepé proporcionando um pouco de estrutura e evitando o colapso da parte superior. Mantém o pé firmemente em cima da plataforma enquanto se corre e se realiza trail (inclusive sobre rochas!). O entalhe do calcanhar e do tornozelo são acolchoados na medida necessária, e possuem um loop de nylon para pendurá-los.

Na parte da frente, temos o Dynamic ProTechTion, que são estas são as tiras de PU (poliuretano) que foram soldadas no airmesh. Isso, de acordo com a La Sportiva, “oferece proteção e estrutura seguindo o pé de forma dinâmica e sem constrições”. Que significa que os dedos do pé ficam sem dor, não importa quantas vezes se chute pedras, em nenhum momento, para mim Raissa, criou-se feridas, bolhas, roxos ou eu perdi unhas. Este “rand” protege todos os dedos do pé de medial para lateral e se envolve para fornecer uma saliência ligeiramente protetora.

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Realizei Transgrancaria 82km com ele e meus pés terminaram intactos como começaram. Sem absolutamente nenhuma lesão, bolhas ou unhas perdidas; diferente de outros tênis na minha humilde experiência.

A língua é uma das línguas acolchoadas mais espessas que encontrei no mercado de sapato, mas o preenchimento é denso e firme. Não notei o excesso de absorção de água nesta área enquanto usava os tênis em terrenos úmidos e/ou enlameados. Mas depois de lavados demoraram um pouco mais para secarem que outros modelos do mercado.

No geral, esta parte superior é fantástica, simplesmente devido ao conforto e a respirabilidade que ela fornece, e ainda é durável.

No caso da entressola do Akasha, esta é um EVA injetado que permite que mantenha o amortecimento e elasticidade dentro do EVA ao longo do tempo inclusive sendo mais durável (versus o EVA moldado por compressão padrão). Juntamente com a plataforma de almofada La Sportiva, este sapato maximiza a absorção de choque, proteção contra rochas, ao mesmo tempo que elimina uma sensação de morbidez. O conforto e a proteção oferecidos pelo sapato são perfeitos para longas distâncias de até 160km. Tenho problemas de joelho e o retorno do tênis foi excelente em relação a isso.

A palmilha ergonômica Ortholite Mountain Running é antimicrobiana de 4mm sem retenção de umidade, mesmo através de lama e córregos.

Por fim, em relação à entressola, esses tênis desviaram todas as rochas pontudas, arredondadas e de ângulo estranho que eu poderia pisar diretamente sem problemas. Meu pé permaneceu estável até em ângulos estranhos. Excelente proteção e amortecimento em rocha, mantendo a flexibilidade e controle de torção.

O ponto mais alto do tênis é a sola exterior. O Akasha utiliza as solas de composto de borracha dupla densidade FriXion XT (XF + AT) que otimizam a resistência ao desgaste e a absorção de choque. Por mais molhado que esteja o solo ou rocha, ele se agarra da maneira mais perfeita. La Sportiva usa alças de direção reversa para ajudar a quebrar em downhills e também incorpora seu sistema “Trail Rocker” que ajuda com o rolamento natural do pé no nosso ciclo de marcha, toe transition.

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Impressões gerais

No geral, estou realmente impressionada com o La Sportiva Akasha. Bem satisfeita com o sapato de maior volume e suporte. Eu tenho cerca de 200 quilômetros já neles e não vejo sinais significativos de desgaste. Realizei três provas já com significativo resultado em todas.

Em suma, acho que o Akasha é um sapato digno de ultra distâncias, e se comporta de maneira perfeita para o meu tipo de pé. Sua pisada é neutra e o amortecimento dele é ótimo para quem gosta desse tipo de característica em tênis de trilhas. Não são minimalistas, pelo contrário apresentam conteúdo de proteção, porém não deixam de ser rápidos e responsivos.

Pontos negativos: dizem que a versão masculina é um pouco pesada: 330g, já para mim no meu número 34 ela pesa apenas 260g.

P.S.

– Se você tiver alguma dúvida sobre o sapato, pergunte.

– Se você teve a chance de correr no sapato,conte a todos o que você pensa!

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Vest Osprey Dyna Review 6L

Osprey, marca americana e famosa em mochilas cargueiras agora redefiniu sua linha de mochila para trailrunning com seus novos modelos de mochilas Duro (masculino) e Dyna (feminino) já disponíveis no mercado brasileiro. Em 3 tamanhos cada, tanto para homens como para mulheres, as mochilas vem em modelos de capacidade de 1,5 litros (reservatório 1,5L), 6 litros (reservatório 1,5L) e 15 litros (reservatório 2,5L). Algo para cada necessidade, desde corridas rápidas com apenas um pouco de água e um casaco de chuva, como para provas mais longas, ou de autossuficiência.

Em forma de colete “vest” se adapta perfeitamente ao corpo, em tamanhos variados P/M e M/L com cortes tanto masculino como feminino nos modelos indicados.

 

Testei a Dyna 6L cor cinza – modelo feminino.


No geral, a impressão é muito boa, na verdade, Osprey fez algo que nenhuma outra mochila fez, executou uma mochila que mantém tudo preso ao corpo sem balançar, sacudir, machucar os seios, ombros ou então esfaquear as costas.

Estes coletes não são ultralight, mas eles não devem ser. Eles oferecem recursos para pessoas que procuram conforto e estabilidade, juntamente com o conjunto usual de muitos bolsos da Osprey. Se você está atrás de mochilas super light, estas provavelmente não são para você. Por exemplo, a Dyna 6L, pesa 440 gramas. Em comparação ao líder de mercado que pesa 285 gramas. Na minha opinião, a mochila da Osprey é perfeita para corrida geral, conforto e durabilidade.

A Dyna 6 já me acompanhou em diversos treinos e foi a que utilizei na minha meia prova da Lavaredo onde executei apenas 48km. De qualquer maneira, ela agiu perfeitamente para mim. Acesso a inúmeros bolsos, onde guardei toda suplementação mais materiais obrigatórios, o bolso exterior mantinha minha jaqueta impermeável de fácil acesso sem abrir e fechar zíperes, somente preso no bolsão com fivelas. Nos bolsos frontais mantive gel, mariola e rapaduras. Nos dois flasks frontais mantive água e isotônico e mais 1,5L de água de coco no reservatório traseiro. Os materiais obrigatórios ficaram em um do bolso traseiro, no outro menor mantive lenços umedecidos mais outras comidas. Em dois bolsos diagonais das costas mantive os manguitos, luvas e bandana de fácil acesso (para certa elasticidade motora).

Adaptei meus trekking poles da maneira que mais gosto na mochila e ela aceitou perfeitamente. Não balançaram, não sacudiram, não incomodaram e não me machucaram.

Osprey têm qualidade personificada, excelente construção e longevidade. Eles oferecem uma “All Mighty Guarantee” e eles sempre preferem reparar produtos em vez de substituí-los.

 

Pontos Positivos

-Muito bem feito, estes coletes não se desmoronarão em breve. As vezes, acabamos investindo muito em materiais que começam a se desfazer em um ano ou dois….

-Bolsos extra grandes para soft flasks ou para celular/comidas.

-Sistema de fechos sólido e estável.

-Sistema de elásticos frontais seguros e adaptáveis onde desejar longitudinalmente. Eles simplesmente não saltam ou balançam graças à largura do projeto da tira do ombro e ao sistema de tensão. Eles abraçam o corpo.

-A opção de usar reservatório traseiro de água dentro da embalagem (sistema envelope) e/ou apenas transportando soft flasks frontais.

-Três tamanhos para três necessidades muito diferentes; colete de 1.5L para dias minimalistas, um modelo perfeito de 6L para “se você apenas vai comprar um”, e um forte 15L com uma adição de cinto muito apreciada para carregar cargas mais pesadas.

-As mochilas são todas de tamanho pequeno / médio ou médio / grande para ajustar o ajuste.

-Além do meu ponto favorito que é o imã na mangueira do reservatório.

-Reservatório da Hydrapak com mangueira superior à do concorrente.

-A opção de usar (comprando separadamente) os soft flasks (frascos frontais para água ou isotônico) da própria maca Osprey nas opções de 250ml e/ou 500ml.

Pontos Negativos

-Bolsos com zíper em material de malha. Eu aprendi que a malha permite que o suor se mova através dele deixando o sal atrás uma vez seco. Zippers podem aproveitar este sal, pelo que deve ser tomado cuidado para manter as zíperes limpas.

-Fivelas que precisam às vezes serem abertas para se acessar os bolsos traseiros da mochila.

 

Por fim, segundo os seguintes links a mochila foi indicada uma das melhores do mercado

 

http://www.irunfar.com/2016/11/best-trail-running-gear-of-summer-outdoor-retailer-2016.html

 

http://trailrunnermag.com/gear/hydration/womens-specific-running-vests.html

Ficou lindo né!?

Gostou?

Disponível no site da loja AltaMontanha com desconto especial com cupom de minha indicação 😀

https://lojaam.com.br/mochilas/mochilas-para-hidratacao.html?manufacturer=235

 

Confere lá, e me chama!

A Trilha é de Todos

Sem título

Por acreditar no esporte,

Apaixonados pelo mountain bike, vimos o esporte crescer de uma forma monstruosa nos últimos anos, ao mesmo tempo em que esse esporte crescia notávamos que aos poucos ele perdia sua essência, perdia o propósito criado por James F. Scott, pioneiro do esporte nos anos 50.

Iniciamos nossa caminhada nos eventos de Mountain Bike, criando a Bike Time Eventos. Tentando passar aos participantes, o que realmente o esporte representa, abusamos das trilhas, subidas e descidas, mantendo a natureza intacta, pois somos apenas convidados perante sua grandiosidade.

Nossa parceria com Rxplorer – Raissa Zortea se deu por acreditar nos mesmos princípios, entender que #aTrilhaédeTodos, unimos forças e ideologias e criamos o 1º Pedal + Trailrunning região das hortênsias, evento pioneiro no estado, que vai se realizar no dia 24 de setembro de 2017, na Fazenda Sonho Meu na cidade de Canela – RS.

Da mesma forma que o MTB o TrailRunning está atualmente tomando espaço notável no cenário nacional. Pois vimos o corredor Kilian Jornet atingir o cume do Everest sem ajuda de equipamentos e oxigênio, duas vezes em uma única semana. Através disso queremos apresentar que as trilhas são para todas as modalidades!

O Evento contará com apoiadores de ambos esportes, e terá percursos de até 40km dentro da Floresta Nacional de Canela (Flona/IBAMA) percorrendo muitas trilhas dentro apenas de mata nativa.

Contará com:

  • Loja especializada
  • Apoio de motos
  • Pontos de hidratação
  • Seguro do evento
  • Local amplo para toda a família com almoço no local
  • Estacionamento
  • Local para banho
  • Fotos e vídeos com drone
  • Sorteio de brindes (Osprey é uma das apoiadoras)

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Se interessou?

Site para inscrições:

https://www.sprinta.com.br/event/15438776tnHP3d

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Base do evento:

http://fazendasonhomeu.com.br/

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Não conhece Gramado? Pernoite na Pousada  Sonnenhof com preços promocionais aos atletas – 30% de desconto.

http://www.sonnenhof.com.br/

 

 

Travessia Complexo Marumbi


A travessia passou por 5 picos:

-No primeiro dia:

  • Rochedinho

-No segundo dia:

  • Abrolhos
  • Ponta do tigre
  • Gigante
  • Olimpo

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Percorreu-se a trilha azul (Rochedinho), vermelha (Noroeste) e branca (Frontal).

No primeiro dia, descemos no aeroporto Afonso Pena em Curitiba, fomos com o translado até a rodoferroviária no centro da mesma capital paranaense, para então tomarmos o trem Curitiba-Paranaguá até a estação “MARUMBI”. Previsão de chegada é algo em torno de 10h, porém sofremos atrasos chegando às 11h.

Desde a vila Marumbi fizemos uma caminhada pelos trilhos, algo em torno de 500m até o viaduto famoso do Carvalho, em frente ao túnel 5; e na sequência realizamos nossa primeira caminhada para o Rochedinho, trilha de nível fácil que pode ser realizada em 1 hora, marcação azul. No topo da mesma se vê a formação do “cachorro”, trechos da linha férrea, bem como todo maciço famoso junto da Serra.

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Ao término, descemos uma trilha colonial até Engenheiro Lange e após uma outra estrada até Porto de Cima, onde estaria nosso pouso.

No dia seguinte acordamos às 4h, para sairmos e iniciarmos a caminhada às 5h. Partimos de  Porto de Cima, o que nos tomaria umas 2h de caminhada até estação Marumbi, aproximadamente 9km em subida leve. Chegamos a base do complexo ao amanhecer, o que proporcionou fotos lindas. Para se chegar a base, ou em trem, ou de carro 4×4 até Estação Eng Lange com mais 1km de trilha colonial até a Estação Marumbi, no resto, somente a pé mesmo.

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Chegando na estação Marumbi, base do complexo, as alternativas de trilhas liberadas durante nossa visita eram apenas duas (para os picos mais altos); ou a trilha vermelha (noroeste), ou a trilha branca (frontal). Resolvemos subir uma e descer a outra.

Subimos a noroeste de nível “pesado” (que a meu ver, era mais simples que a branca de nível “médio-pesado”). Eu tive mais dificuldade com o fator ferratas, em excesso na trilha branca, exatamente por não alcançá-las, uma vez que meço 1,50m.

Iniciando a Trilha Noroeste de cor vermelha, a mesma possui um acesso primário ao pico de Abrolhos, opcional, com uma bifuração de acesso. Chegava-se nessa bifurcação com aproximadamente 1h30, após aguardamos os amigos decidimos ir ao ataque deste primeiro cume, que levou mais 30 minutos e o encontro com as primeiras vias ferratas. Em 2 horas de trilhas chegavamos a 1280m, pico dos Abrolhos.

Quando chegamos no primeiro livro de cume, a vista estava 100% aberta. Céu totalmente limpo e claro, e a visão compensou muito, era um extra de 1h no bate e volta, mas realmente inigualável. Fiquei uns 10 minutos sozinha gritando Eco naquela imensidão. A vista é completa da via férrea (túneis e viadutos) e do desfiladeiros com a Torre dos Sinos. Fora o maciço do complexo justaposto às costas de Abrolhos.

Retornamos para a bifurcação e iniciamos o ataque a Ponta do Tigre, ali se inicia o Vale das Lágrimas ou Desfiladeiro das Lágrimas, vegetação bem verde que se assemelha a um escoamento pluvial (provável nas fortes chuvas). Com formação de um túnel rochoso, é um trecho bem técnico, íngreme com algumas descidas de água e novamente mais ferratas. Quando quase se chega ao topo, passamos por dentro de algumas pedras suspensas e paredões rochosos, que honestamente parecem ter sido desenhados a mão.

Cume da Ponta do Tigre (1400m), encontramos outros grupos também na travessia, até o 3G do celular funcionava,  e é o momento do primeiro êxtase e pausa lanche. Já conseguimos ver Paranaguá, Antonina, o Oceano e muita coisa indescritível.

O próximo ataque é Olimpo até lá se passa pelo Gigante com 1497m, entre algumas subidas e descidas, cordas e charco, a trilha se une a trilha branca/frontal atingindo nosso pico máximo “o Olimpo” com 1539m.

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Após o gozo do ponto máximo, estimamos entre 3h a 4h para a descida. Acabei realizando em 3h em um ritmo sem descanso. Porém com certa dificuldade para descer a trilha frontal, branca, em razão da minha estatura.

Conseguir alcançar as ferratas eram movimentos bem limitados no meu caso, dos quais necessitei de auxílio e orientação; algumas eram negativas, sem corda ou equipamento de segurança, o jeito era ter todo cuidado possível.

Quase no final da descida branca chegamos ao rio taquaral e cachoeira dos marumbistas com direito a um banho, antes do anoitecer. Com mais 45min finalizamos a trilha branca retornando a estação Marumbi. O desgaste era grande, mas não podíamos esquecer que haviam ainda os últimos 9km de descida em estrada até Porto de Cima.

Demoramos 15h em tempo bruto para realizar todo trajeto, com as pausas; tempo líquido ficou algo em torno de 12h saindo e retornando a Porto de cima. Conforme figura abaixo.

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E 8h de tempo líquido apenas de travessia Marumbi saindo e retornando a Eng Lange.

https://www.facebook.com/rzortea/videos/10210865797313864/
Fomos na páscoa, segunda semana de abril, e o tempo colaborou consideravelmente.

Marumbi vale muito! Aprovado e recomendado!

Agradeço especialmente ao Clunc e ao Sol de Indiada por nos ter proporcionado essa experiência incrível!

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P.s. Ainda deu para conhecer novos aventureiros amigos! Eu intrusa na foto da galera dos Sem Limites!


A mochila utilizada foi a REV6 da Osprey

46k CÂNIONS

A previsão era de frio, mas o dia amanheceu fresquinho e logo o sol tomou conta.  A geada refletia sobre os campos, aquela imagem que a gente mais gosta de ver nos aparados. A temperatura não podia estar melhor para a região. Aquela brisa gelada num um sol que aquecia. Seriam 16 competidoras femininas e disseram que eu tinha chance de pódio. Mesmo assim fui tranquila, pois minha prova alvo está próxima. O treinador nem sabia, nem tinha autorizado, mas aproveitei a prova para fazer um maravilhoso treino que vingou na classificação geral.

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Largamos dentro dos campos de charco, em 10 minutos os pés já estavam encharcados, lembrou-me muito as provas de aventura. Não existiam trilhas, eram apenas azimutes no meio de muitos campos. Muros de pedra coloniais que deveríamos pular algumas vezes, além de cercas de arame que me tiraram alguns nacos. Um trecho, que juro, assemelhava-se muito a Indomit Pedra do Baú, onde nesta última possuía vários avisos de cuidado com pontos de exclamação; porém nos cânions era apenas um tapinha no ombro e boa sorte. Um ponto negativo é que tive dificuldade em algumas marcações, elas eram um pouco espaçadas e eu míope me guiava por um colega que vestia laranja, usei o Antonio como meu marca trilha, acabei conhecendo ele ali na prova mesmo. Ponto positivo é que haviam staffs até a cavalo, primeira vez que vi isso, adorei!

Em um momento éramos 6 mulheres correndo juntas, mas ao chegar no cânion da Ronda eu continuei e acabei não tendo fotos espetaculares como das amigas que aproveitaram o momento e ficaram por lá. Segui e vinguei uma 3 colocação geral feminina, além de ter corrido com um certo estilo inusitado, no estilo do meu novo patrocinador La Sportiva, investi numa vestimenta a la Krupicka.

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Infelizmente por problemas com parque e comunidade, o Ronda foi o único cânion que passamos. Espero que tudo se ajuste para as próximas edições porque eu estou louca para voltar para ver o Funil e Laranjeiras.

No contexto geral, foi uma ótima prova para ritmar, não passamos por vales ou montanhas para subir, apenas o charco, campos, e o cenário dos aparados da serra; que me proporcionaram uma visão lindíssima da minha terra que raramente aproveito.

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Passamos por produtores de maça que nos ofereceram as frutas durante o caminho (eu fiquei encantada com os coloninhos), passamos por nascentes de rios – gelados, mas de uma riqueza inigualável, atravessamos também esses mesmos rios. E passamos uma boa quilometragem dentro do parque eólico que igualmente é de uma beleza particular.

A prova num contexto geral foi muito boa, claro que precisa ser melhorada como toda primeira edição. É preciso um acerto entre o município que quer o evento, a associação que pediu uma comunicação mais direta, tudo para poder se tornar o que se deseja; nós também desejamos. A própria associação me citou que gostaria de tentar melhorar, vamos torcer. Vou sugerir para o organizador também se aproximar dos jeeps e guias locais.

Agradeço a organização por estar investindo em maiores quilometragem dentro da nossa região, sim precisamos, e sim só crescemos juntos.

Deu ainda para curtir a fauna local e se divertir um pouco também.

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Na prova utilizei o tênis Ultra Raptor – LaSportiva, que não deixou a desejar, drenando bem e não escorregando nos limos e pedras.

Agora foco para meu maior desafio que vem em breve.

Meu Eu intransponível 

Por quê? Você já se perguntou? Estou lendo um livro e ele me questiona muitas coisas e uma delas é: “why?”
Por que correr? Por que tanto? É difícil às vezes explicar a razão dessas escolhas. Mas é apenas o momento, a busca de mim mesma. O prazer da liberdade, da vontade de desligar do mundo; é apenas respirar um ar fresco escutando os animais. Você se desconecta e transborda energias boas. Você sente a beleza da vida, da natureza. Ok, mas então perguntam: não bastaria 20k ou 2 horas para já se ter isso? Para alguns talvez sim, mas para mim não; não bastam. É preciso o sacrifício, a dor, a recompensa. O sentimento de surperação. De que você venceu uma barreira talvez intangível. 

Como eu sei que não sou boa o bastante para ganhar uma corrida eu me exijo na superação de distâncias cada vez maiores. 

Desejos de cada um. Quando o 42k me satisfez, fui para o 50 e para o 80 e assim por diante. Estou chegando nos 120 e não pretendo parar por aí. Também não quero extrapolar. Talvez eu esteja, mas apenas quero encontrar a mim mesma. 

Este final de semana vi muita gente top competindo e arrasando, desta forma penso: o que resta para mim? Um ser ínfimo! Apenas a ser certeza de estar fazendo algo que me realize e que me torne feliz. Nada a mais, nada para ninguém. Apenas para eu me sentir uma pessoa mais capaz. Sentir que vou ao encontro de algo, e não simplesmente vivo. Esse é o meu porquê, tentar atingir o meu intransponível. 

E os comentários não bastam: “mas você reclama, tendo tudo!” Infelizmente existem pessoas que não se satisfazem com o necessário. Eu sou uma delas, e tenho certeza que a maioria dos corredores de longas distâncias são assim também. 

Eu na busca do meu eu intransponível.