Viajar Sozinho

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Hoje li uma coluna sobre viajar sozinho, e a visão como primeira experiência da blogueira Amanda Noventa que publica no Estadão, gostei da visão dela como pré-experiência, e resolvi colocar a minha pós-experiência também.

Sozinho e solidão não são sinônimos, não ao meu ver. Pelo contrário é se reencontrar consigo mesmo, é reconhecer sua própria companhia. Você planejou o seu roteiro, tem noção dos seus trajetos, não coloca tanta expectativa e tudo que acontece inesperadamente é lucro.

Deixe-se envolver, estar num hostel é vivenciar com o meio, conhecer novas pessoas e que pessoas! Já conheci praticamente todas nacionalidades possíveis, e desmistifiquei muitos preconceitos que eu tinha de certas nacionalidades, exatamente por não as conhecer pontualmente. Nada melhor que sentar num bar e falar em qualquer língua decifrável histórias na companhia de novos amigos e uma boa cerveja. Aliás, selfies já eram manjados por mim antes mesmo da moda surgir, afinal de contas cansava pedir a todo momento para tirarem uma foto sua. Mas a frase “você poderia tirar uma foto, por favor” eu devo saber em uns 50 idiomas.Recordo singularmente de todos gringos que conheci e de cada momento de risada que eles me proporcionaram, porque aquilo não foi planejado, foi simplesmente o inesperado! Aprender com um alemão que na ponte ao lado do East Side Galery há um jogo luminoso de pedra, papel e tesoura; com um americano em Lima que um dos melhores restaurantes de ceviche se chama (por uma piada local) de Mamilos; receber convite de um espanhol vestido de escocês em meio a Edinburgh (após uma foto curiosa com o traje) para uma festa de gala – se o Sr. não tivesse a idade do meu pai eu teria aceito; e ter um papo longo e interessante com dois prostitutos holandeses, com direito a várias histórias.Se você é brasileiro e convive com a violência local, pode ter certeza nenhum lugar turístico no mundo vai te surpreender em questões de insegurança. Pelo contrário, vivemos num dos países mais violentos do mundo, ou seja, já estamos malhados, e com orientações não sofremos riscos nenhum. Lugares turísticos possuem muita movimentação e Machu Picchu, por exemplo, surpreendeu-me, bem como Lima. É só saber por onde andar e se cuidar.

“Pare de se sentir vítima porque ninguém quer viajar com você”

Nunca deixe de realizar um desejo pessoal por falta de companhia, às vezes convencer uma pessoa que não está tão interessado quanto você no roteiro pode prejudicar sua viagem.

“Pare de se preocupar com o que os outros vão pensar de você”

Quem pensa na felicidade alheia, não dá atenção a sua. Pouco importa o que os outros pensam, basta satisfazer a você próprio.

“Tem mais gente viajando sozinho do que você imagina. Além disso, os que ficam e criticam, geralmente têm inveja da sua coragem.”

“Você não precisa ir para lugares desertos

Como será a sua primeira vez viajando sozinho, você não precisa escolher lugares difíceis. Comece pelo óbvio, lugares com grande número de turistas, de fácil acesso, onde se sinta mais confortável com o idioma. Depois que você aprender como se sente numa viagem dessas e como se organizar, pode começar a explorar lugares mais complicados.”

Exato, é como um vício e você se acostuma, daqui a pouco seus amigos vão te tirar para guia turístico! E as companhias aparecem conforme você se mostra autoconfiante.

“Se organize e faça um bom planejamento para se sentir mais seguro”

Tenha mapas, reservas, saiba as conversões, lugares que se pode circular, informe-se sobre bons restaurantes…Eu sempre tenho comigo os livros do viajante independente, as dicas são ótimas e resolvem sempre qualquer galho!

“Se você deixar de viajar porque não tem companhia, vai acabar gastando seu dinheiro em coisas que não valem a pena”

Cada um tem sua futilidade é certo, mas não dê ouvidos àqueles que criticam suas escolhas! Achar que ter o carro do ano é mais importante que uma bagagem cultural fica para seus amigos, não para você!

“O que acontece depois que você supera esse medo”

Você quer sempre mais! E como disse, se torna uma rotina, você se torna autoconfiante e começa a passar uma imagem de Expert turístico para seus amigos, daí conforme o tempo, eles é que se autoconvidam para seus programas de índio!

 

Portanto, viajar sozinho eh dar-se oportunidade de conhecer mais e mais pessoas, que às vezes acompanhado você se fecha! Curta, aproveite, não desperdice! Pois minhas melhores viagens foram sozinhas. E sabe aquela frase? O que se faz na viagem fica na viagem? Pois é! Uma bagagem que só você guarda!
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Verzasca – Bungee Jump de 007 – Golden Eye

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Segundo pesquisas mundiais, foi a melhor cena com dublê da história do cinema: o salto de Bond da barragem Verzasca, de 220 metros de altura, no filme “GoldenEye”. E o pico de adrenalina proporcionado no Lago di Vogorno também é chamado de “salto 007” ou “Bungee Jump GoldenEye”.

Localização da Barragem na Suíça

Localização da Barragem na Suíça

No serviço de Sua Majestade, 007 (interpretado por Pierce Brosnan) mergulhou com uma corda de borracha nas profundezas em apenas 7,5 segundos de queda livre, numa altitude de 220 metros. Somente a barragem possui 380 metros de comprimento e 220 metros de altura, é chamada de Contador, sendo a quarto mais alta na Suíça. Está localizada 470 metros acima do nível do mar na saída para o Vale Verzasca.

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É claro, eu pulei!

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Na época eu era estudante e ganhei um desconto camada… meu acesso à região foi de carro.

Bom, ao me perguntar se eu gostei…eu simplesmente respondo que AMEI!

Ficou curioso? Veja o video:

Você é Dirtbag? Um crescente movimento social

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Um termo que vem assumindo espaço ultimamente, mas que ainda não é bem traduzido para o português: o Dirtbag. O que vem a ser isso?

Bom em 2014 realizei minha segunda trilha em menos de um ano, totalmente autossuficiente e completamente no meio da natureza, com infraestrutura zero. Isso significa sem toilettes, banhos apenas em córregos ou cascatas, o pouso sob a luz do luar e no caso de eletricidade, rede de telefonia ou wifi, nem sonhe.

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Então, antes de eu entrar em detalhes sobre Dirtbags , quero explicar um fenômeno que vejo crescer. Como qualquer grande movimento social, que sempre esteve lá à beira da sociedade. O movimento falo que vou chamar Dirtbaggery, ou como indivíduos, Dirtbags. Definidos no Urban Dictionary como:

Uma pessoa que está empenhada em um determinado (geralmente extremo) estilo de vida, a ponto de abandonar o emprego e outras normas sociais, a fim de perseguir esse estilo de vida. Dirtbags podem ser distinguidos dos hippies pelo fato de que dirtbags tem uma razão específica para a sua vida; dirtbags buscam gastar todos os seus momentos perseguindo seu estilo de vida.

Um empreendimento puramente egoísta, você pode pensar. Não é assim, e eu vou te dizer o porquê. Estes amantes da interminável trilhas de pista simples, de picos de grande altitude, e de sentir o sol em sua pele suada está apenas escolhendo uma vida diferente, não um egoísta, mas candidatos de novos filósofos do nosso tempo.

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Criatividade nasce de um espírito livre e ironicamente estes indivíduos são altamente criativos. Seu tipo de criatividade não pode se conformar com um trabalho moderno ou uma vida monótona. Na sua essência, a vida de um dirtbag é como uma jornada espiritual. Ela busca uma conexão, uma fusão com o exterior e com as mais profundas partes mais poderosas da natureza. A idéia da morte não abranda a busca de um dirtbag, e sim o alimenta. A vida sem viver a sua paixão é na realidade a verdadeira morte.

O que faz de alguém um Dirtbag?

Os principais pontos são:

-A falta de emprego “normal”, ou completa falta de trabalho

-Habitação alternativa

-Mudança de hábitos de mobilidade

-Escolha desse estilo de vida, a fim de gastar mais, ou todo o seu tempo perseguindo sua atividade ao ar livre

-Um extremo (de acordo com as normas sociais) compromisso com a sua perseguição ao ar livre de escolha

Não é necessário, mas comuns traços :

-Extraordinariamente talentoso em seu esporte

-Propensão espiritual para se conectar com outros dirtbags

-Atlético

-Adota visões sociais únicas

-Se eles são empregados são trabalhadores por conta própria ou trabalham em empregos que lhes permitem tempo para o seu estilo de vida escolhido.

-Muitas vezes se tornam mestres em seu esporte / estilo de vida.

-Muitos dos melhores montanhistas, corredores de trail e esquiadores foram ou são dirtbags.

-Não costumam tomar banhos regulares ou seguir outros procedimentos higiênicos normais, enquanto pelo menos estão nas montanhas.

Dirtbags, são os indivíduos que optam por gastar seu tempo em explorar o exterior. Dirtbags vivem o momento presente e encontram formas de passar a maioria dos dias fazendo o que ama. Dirtbags podem ter empregos, e se eles o fazem, o projetam para maximizar o seu tempo ao ar livre.

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Você se identifica?

Eu talvez esteja apenas em um modo de transição, que venho aderindo aos poucos. Acredito que depois de mais e mais aventuras vou aprender sobre essa essência. Mas não sou suspeita em falar que abrir mão de certos benefícios, às vezes, vale muito a pena. Porém, nem todo mundo vai entender este estilo de vida, e isso é OK.

Fonte: Candice Burt

Escandinávia + Hamburg (Trecho 1)

Escandinávia + Hamburg (Trecho 1)

A Escandinávia é uma região geográfica e histórica do norte da Europa e que abrange, no sentido mais estrito, a Dinamarca, a Suécia e a Noruega.

No roteiro da Escandinávia (ou Skåne), deverei dividir por trechos de destino, em razão de ter espaço suficiente para explicar como se deslocar de uma cidade para a outra. Então, nessa primeira publicação irei citar a saída de Hamburg na Alemanha com a travessia do mar báltico e a cidade de Copenhagen (ou Kobenhaven).

Hamburg é a segunda maior cidade alemã, com um dos maiores portos do mundo. Hamburg tem importantes exemplos de arquitetura em prédios de variados estilos. Há apenas uns poucos arranha-céus, Igrejas como a de São Nicolau, o mais alto edifício do século XIX, e outros importantes marcos como o órgão com maior tubaria tocado por Bach e o edifício Chilehaus, de 1922 tem a forma de um navio transatlântico. A prefeitura é um edifício neo-renascentista ricamente decorado e concluído em 1896. Com sua torre de 112 metros de altura, é o mais alto edifício-sede de prefeitura da Europa.

Os muitos canais de Hamburgo são cruzados por mais de 2500 pontes, mais do que Amsterdam e Veneza somadas. Hamburgo tem mais pontes em seu perímetro urbano que qualquer outra cidade no mundo. Durante a Segunda Guerra Mundial, Hamburgo sofreu uma série de bombardeios devastadores, ainda se consegue ver os escombros de alguns monumentos atingidos, como a igreja São Nicolau já citada.

Canais de Hamburg

Canais de Hamburg

Para os mochileiros na Europa recomendo o free walking tour, que é oferecido tanto em Hamburg quanto em Kobenhaven, e se chama NewEurope, encontrado no site http://www.neweuropetours.eu/ . Não incluído no tour principal, também recomendo uma visita na região de St. Pauli ou Zona Vermelha. Chega-se com o Metrô U3 (St. Pauli) ou S1 e S3 (Reeperbahn). Apresenta o melhor e o pior da putaria européia, para alemães e turistas, com shows, cabarés, salas de cinema e vídeo, tudo para homens, mulheres, gays, sados e todas as perversões possíveis.

De Hamburg para Kobenhaven recomendo o deslocamento por ônibus Eurolines, com acesso livre todo trajeto ao wifi, é mais barato que o trem e possui praticamente a mesma duração de viagem. Isso em razão de ambos ficarem a bordo na travessia do mar báltico, aproveite esse tempo para ver os dutyfree no barco.

Prepare-se! Pois a partir de agora você estará entrando na Dinamarca (DK), um dos países mais caros da Europa, junto com os restantes países escandinavos. Faça a conversão para coroas dinamarquesas e boa sorte.

Pequena Sereia

Pequena Sereia

Você desembarcará próximo a estação central,

Kobenhavn, havn = porto e Koben = trocas, sendo então o porto das trocas. Originalmente o primeiro porto comercial movimentado da cidade foi Nyhavn, onde navios de todo o mundo atracavam. A área era cheia de marinheiros, senhoras de prazer, pubs e cervejarias. Hoje as belas casas pertencentes do antigo porto foram renovadas em restaurantes elegantes, que mantém atualmente uma atmosfera relaxada pelo canal com jazz e boa comida. Muitas das casas que revestem os cais de Nyhavn foram as casas de artistas proeminentes . como Hans Christian Andersen antigo morador de Nyhavn 9, a mais antiga casa na região que remonta a 1681.

Toda área central de Copenhagen é facilmente circulada por vias pedonais, a partir da estação central, a frente se encontra o parque e jardins Tivoli. Seguindo pela via Vesterbrogade chega-se à praça da prefeitura Radhuspladsen, dali já pode se ver a via pedonal Frederiksberggade conhecida como Stroget no seu conjunto (uma via de aproximadamente 1km), entra-se na malha de pedestres, a partir dali é possível conhecer todo o centro e principais pontos da cidade, comércio, pubs, artistas de rua, etc. Para quem não sabe o Lego é original de DK, e nessa mesma rua se encontra a loja oficial, não dá para perder. Por essa malha se chega até Nyhavn caminhando, e de lá se consegue observar a Opera House. Na ponta de Nyhavn existe um ponto de ônibus marítimo (pode ser pago com ticket de transporte público), que te leva até a opera (possível desembarque), passa por trás da pequena sereia, e também ao lado do palácio real.

Opera House

Opera House

Falando em pequena sereia, Hans Christian Andersen foi o autor do livro e personagem. O monumento se encontra no Langelinje Pier, até lá é uma pernadinha, por isso aconselho pegar o metro ate Osterport. Em 23 de agosto de 2013 ela completou 100 anos e foi um presente da cervejaria dinamarquesa Carl Jacobsen para a cidade. A escultura é feita de bronze e granito. A pequena sereia foi várias vezes já vítima de vandalismo. Duas vezes ela perdeu a cabeça, uma vez o braço foi serrado, e outras tantas ela teve de tinta derramada sobre ela.

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Falando em cervejaria a Carl Jacobsen é outro ponto para se conhecer na cidade, também fica um pouco afastada , mas aos cervejeiros de plantão, o tíquete da direito também a pints da cerveja Carlsberg e Tuborg. Caso você vá de metro, cuidado com os tíquetes de zona.

Se você gosta de parques de diversão, jardins e shows, Tivoli também é uma boa pedida, mas você deve reservar um dia inteiro para ele, ahh e só funciona em estações quentes. Na primavera os jardins são recheados de tulipas e o parque possui um personagem inusitado que passeia livremente por ele, um pavão.

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O que realmente você não deve perder é o bairro de Christiania, também reserve um dia para ele. Foi criado em 1971 por um grupo de hippies que ocuparam alguns quartéis abandonados no local e desenvolveram seu próprio conjunto de regras da sociedade, completamente independente do governo dinamarquês. Christiania existia sob condições especiais por 40 anos com constantes conflitos e confrontos com o Estado dinamarquês. Depois de muitos anos de incerteza, um acordo foi celebrado em 2011, o que significou a Fundação Cidade Livre de Christiania.

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Freetown Christiania é uma mistura caseira de casas, oficinas, galerias de arte, salas de música, restaurantes baratos e orgânicos, e bela natureza. Ele ainda é uma sociedade dentro da sociedade, um exemplo é que você não pode comprar uma casa em Christiania . Você tem que se candidatar para ele, e se for bem sucedido, ele é dado a você. A área é aberta ao público. Para sua própria segurança, os visitantes são aconselhados a não fotografar nem filmar nada em Christiania , especialmente na área e em torno de Pusher Street, principalmente devido ao tráfico de drogas, que é ilegal, mas é comercializada na região, fora isso o consumo é normal. Na entrada você encontrará placas indicando “o que fazer e não fazer ” na área. Aconselha-se a tomar a sério e seguir tudo para sua própria segurança. Com ônibus do centro ou o metro se chega facilmente a região, fora as ciclovias, que são praticamente o melhor meio de deslocamento na cidade.

Contagem em vermelho de quantas bicicletas passaram em um dia, e em azul em um ano.

Contagem em vermelho de quantas bicicletas passaram em um dia, e em azul em um ano.

Há também dentro de Christiania a igreja Vor Frelsers, que possui uma visita com vista panorâmica da cidade. Uma das melhores. Se estiver passando por ali, suba com certeza! E se ainda tiver um tempo e $, passeie pelos canais de Christiania e dos canais centrais.

Canais de Copenhagen

Canais de Copenhagen

Sobre os passeios de barcos existe o modo barato Harbour Bus, um tranporte público deles, barco amarelo, sai da ponta de Nyhavn e tem como custo um bilhete de ônibus deles, a diferença é que não passa dentro dos canais. E o turístico, azul, que sai do porto de Nyhavn, de 30 em 30 min com guia, você terá inclusive uma vista incrível do Black Diamond (biblioteca real).

Barco público

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Barco privado

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Quem possuir outras dúvidas a respeito de como se deslocar para fora da cidade em visitas a castelos e palácios como: Frederiksborg Palace, Kronborg Castle, não se preocupem em questionar, pois procurarei responder o que sei, pois também conheci esses lugares.

E falando em palácio, encerramos com o palácio real e a catedral de mármore, assim chamada. Recomendo que realizem a visita ao meio-dia, pois neste horário há a troca de guardas com um desfile e banda. Após faça a visita àcatedral que é toda esculpida em mármore branco.  Se você olhar em direção contrária verá alinhado a Opera House construída propositalmente para agradar a rainha.

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Sobre deslocamento preste sempre atenção nos bilhetes de zona, se você sair da zona central deverá pagar um bilhete mais caro, eles o chamam de “klips”, e são caros. Pois a cada passagem um carimbo é feito (ou clip). Compre um klip de zona 2 que te da direito a 8 carimbos, e caso você saia do centro, faça dois clips (que significaria andar até a zona 4). Você raramente verá alguém controlando, pois o respeito é enorme, mas caso alguém lhe peça (sim eles existem) o rombo no bolso é grande. E sim duas pessoas podem usar o mesmo klip, basta carimbar pelas duas.

Sobre alimentação, é caro e ruim, ao menos que você goste muito de frutos do mar e curry. Se você não se importa em gastar e comer bem, aconselho comer em Nyhavn. Eu acabava comendo kebab, restaurantes chineses e gostava de um negocio chamado Joe and the Juice  com sucos e sanduíches naturais.

Qualquer duvida extra sobre a Dinamarca, visite o site http://www.visitcopenhagen.com/

Nosso próximo destino é a travessia do Oresund Bridge, que significa ponte do mar do leste da Suécia, destino para Malmo e Estocolmo locados claro na Suécia! Momento de trocar novamente as moedas para coroas suecas (com uma cotação melhorzinha)!

Circuito do Vale Europeu Catarinense

Bom dia aventureiros!

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Hoje o roteiro é o Circuito Vale Europeu Catarinense. Localizada no Vale do Itajaí, a região é famosa por eventos como a Oktoberfest de Blumenau e possui herança cultural dos colonizadores alemães, italianos, austríacos e poloneses. Além do turismo ecológico o Vale Europeu possui muitas outras atrações: da arquitetura típica à culinária.

Eu fui à região fazer o Circuito do Cicloturismo que tem como roteiro um total de 300km com início e término na cidade de Timbó-SC, a cerca de 30km de Blumenau. O percurso pode ser dividido em parte alta e parte baixa. Se você não quiser fazer o roteiro completo pode apenas pedalar pela parte baixa. Essa acompanha o vale dos rios, indo de Timbó até Rodeio. Possui subidas e descidas, retornando sempre a uma altitude pouco maior do que a do nível do mar. Por estas características de relevo, pode ser feito por pessoas que possuam um condicionamento físico razoável e uma certa experiência com bicicleta.

Já na parte alta, o Circuito sobe a serra em direção às represas, que ficam a cerca de 700m de altitude. É uma região um pouco mais isolada, onde a natureza está muito presente. São frequentes os trechos em que a estradinha estreita se embrenha na mata e permite que o cicloturista fique muito próximo dos pássaros e outros pequenos animais. O relevo é mais acentuado e exige um bom preparo físico para enfrentar alguns desafios como os longos trechos de subida, e uma certa experiência em cicloturismo, uma vez que o roteiro cruza locais menos habitados.

A região onde passa o Circuito possui belíssimas paisagens e uma natureza bem preservada, com muitas áreas de Mata Atlântica ainda intocadas. Nas partes mais altas há também as imponentes araucárias, típicas do Sul do Brasil. A presença da água é um dos destaques deste roteiro, além de ser uma das áreas com maior concentração de nascentes do país, são inúmeras cachoeiras, rios e riachos pelo caminho. Muito gostoso, pois realizamos o circuito em fevereiro durante o carnaval e à medida que sentíamos algum tipo de desgaste parávamos nas cachoeiras para nos refrescar.

Cachoeira de zimbros

Cachoeira de zimbros

Outro aspecto interessante do Circuito é a marca da cultura europeia, que se manifesta fortemente nos hábitos e tradições da população. A imigração, inicialmente alemã, seguida da italiana, é visível em muitos aspectos como a arquitetura, a gastronomia, a música e os esportes. Fomos convidados a entrar na casa dos moradores locais para sentir e usufruir da cultura local.

Durante as pedaladas observamos a arquitetura Enxaimel, proveniente do sul da Alemanha. Provamos vinhos e queijos produzidos com a tradição italiana e tivemos contato com o modo de vida simples e tranquilo das pessoas do campo.

Mas definitivamente o mais legal foi que ao fim dos trajetos tanto em Timbó como em Pomerode, nos reunimos nas cervejarias artesanais locais para brindar mais um dia de desafio superado. Em Pomerode a cervejaria Schornstein é localizada em um charmoso prédio tombado pelo patrimônio histórico, que tem uma imponente chaminé de 30 metros de altura feita de tijolos maciços artesanais. Daí vem a origem do nome Schornstein, que, em alemão, significa chaminé. Existe ainda a possibilidade de fazer uma visita monitorada às instalações da cervejaria para conhecer todo o processo de fabricação da bebida e ainda degustar um chope tirado direto do tanque.

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O cicloturismo pode ser realizado a qualquer momento do ano, basta se cadastrar e ter acesso ao guia que é disponível online pelo site oficial http://cicloturismo.circuitovaleeuropeu.com.br/downloads/ tudo é muito bem indicado. Porém, todo ano durante o carnaval é realizado o evento oficial. O circuito é autossuficiente, portanto você deve carregar todos seus utensílios.

SUPER recomendo tanto pela integração cultural, ecológica e claro a gastronômica.

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Ferrovia do Trigo EF-491 Rio Grande do Sul

Bom dia aventureiros!

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A Ferrovia do Trigo foi inaugurada em 1978 pelo presidente Ernesto Geisel, e tinha uma linha regular de trem de passageiros entre Passo Fundo e Porto Alegre. A viagem era uma atração turística, pois o trem furava montanhas e saltava vales e canhadas da estrada de ferro, que possui 26 pontes e viadutos e 34 túneis. Desses, 21 estão entre Guaporé e Muçum – sendo que, neste trecho, está o Número 13, também conhecido como Viaduto do Exército. Com 509 metros de comprimento e 143 metros de altura, sendo o maior viaduto ferroviário da América Latina, e um dos mais altos do mundo.

Em janeiro desse ano (2014), realizei na companhia de uma amiga a travessia da ferrovia entre Guaporé (km61) e Muçum (km13), 48 km de distância de caminhada pelos trilhos, uma vez que o trem de passageiros foi desativado nos anos 80. Hoje em dia apenas circula trens de carga, a responsável pela via é a concessionária ALL. Legalmente é proibido circular pelos trilhos, mesmo assim pelo trajeto encontramos outros trilheiros em sentido contrário, bem como banhistas pelas cachoeiras e rapeleiros nas pontes. Talvez tenha se tornado um santuário para os apaixonados por aventura. E sim, encontramos um trem pelo caminho (ou ele nos encontrou)!

Nós partimos cedo de Porto Alegre em direção à Muçum e lá estacionamos o carro em frente à rodoviária localizada na praça central ao lado da igreja matriz. Compramos o bilhete na hora e pegamos o ônibus Expresso Azul às 8h30 em direção a Guaporé com duração de aproximadamente 30min. Pedimos ao motorista para descer próximo à BR, pois a mesma é paralela a via férrea e de lá já avistávamos os trilhos.

Quando você se insere na faixa de domínio percebe o descaso pela manutenção, as antigas estações estão depredadas ou invadidas. O único sinal de sobrevivência que encontramos pelo caminho foi no km 22, aproximadamente metade do caminho, o camping Recanto da Ferrovia, comandada pelo Clair. Uma ótima pessoa que te recebe super bem! Ele vive no local e graças a ele a ferrovia ainda tem vida. Foi lá que dormimos, na época ele tinha apenas duas camas, ele possui espaço para quem acampa e atualmente ele vem construindo e ampliando o camping. Sob o domínio das terras dele foi construído o viaduto pesseguinho. Achei super engraçado (ou desgraçado), ele contar que o viaduto é dele, uma vez que a desapropriação nunca foi feita! Pelo menos hoje em dia ele consegue ter um retorno, ao menos turístico, com a existência dos trilhos. No camping também tem uma cachoeira (mini praia) em meio à floresta que dá para curtir e relaxar no fim do primeiro dia de trilha. Aproveite que o Clair tem água para vender e se reabasteça BEM, pois depois disso vai ser complicado encontrar água inclusive não potável.

Existem outras duas cachoeiras para aproveitar para um banho entre os trilhos, a primeira: véu da noiva, e a segunda: garganta do diabo, que é uma passagem de drenagem por baixo do aterro (observar os mapas). Ambas cachoeiras são facilmente localizadas pelo barulho da água, mas estão localizadas no primeiro trecho da trilha, antes do pesseguinho. O primeiro trecho é mais denotado por túneis, era o que salvava a gente do calor, pois o frescor nos aliviava dos 40ºC do verão da serra. E um dos pontos ápices o viaduto Mula-Preta, o primeiro viaduto sem fundo (sem assentamento dos dormentes), com aproximadamente 100m de altura te dá arrepios, pois se vê totalmente o fundo quando o atravessa. Dica, olhe apenas para onde pisa, pois dá uma bela de uma tonteada quando começa a se observar o fundo!  É respirar fundo e curtir o vale. Já pelo segundo trecho se passa por outros dois viadutos sem fundo. Portanto, o mula-preta será apenas o aperitivo.

No segundo dia, encontramos o ápice da trilha. As janelas e o viaduto 13, do qual realizei o rapel negativo de 143m de altura. O restante da trilha se torna um pouco desgastante e é importante estar bem hidratado, esteja munido até o fim.

Nas figuras eu anexei os mapas que eu mesma criei, espero que ajude!

E recomendo a todos esse trajeto incrível que te surpreende a cada obra de arte, principalmente aos engenheiros como eu! Ahhh head-lamp é muito importante para os túneis que são longos, e procure entrar em contato com o Clair antes de ir!

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Uma singela homenagem ao meu pai que é original dessa região e torcedor dos Fortes Livres de Muçum.

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Trilha Inca – Inka Trail

Bom dia aventureiros!

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Para inaugurar este Blog começaremos com uma das minhas maiores aventuras! Senão a maior uma das mais bonitas com certeza!!

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A trilha inca é uma parte dos caminhos incas, que indicam todos os que se direcionavam a Cusco durante o Império Inca. O mais famoso e cobiçado pelos trilheiros, percorrido por mim e então relatado aqui, foi aquele que se encaminhava a Cidade Perdida: Machu Picchu ou então Montanha Velha. Ele inicia no km 82 (margem esquerda do rio Urubamba) e percorre 42km até chegar a porta do sol.

Resolvi encarar esse desafio mais por um prazer visual que qualquer outro. Aconselha-se chegar pelo menos com 2 dias de antecedência à Cusco e permanecer ali até se acostumar com a altitude. Sim, isso é normal, e a ele é dado o nome de “Soroche” ou Mal da Montanha. A trilha não pode ser realizada individualmente e é necessária a contratação de um guia local. Também se aconselha fazer esta reserva com certa antecedência, pois como a procura é alta e os postos são limitados, as vagas se esgotam rapidamente. Confira os guias autorizados e se sua reserva foi realizada com sucesso no site oficial de turismo.

Acabei realizando a trilha de 4 dias, a tradicional. E no 5º dia subi o monte Huayna Picchu (aquele que sempre vemos ao fundo das fotos tradicionais). Durante a trilha existem banheiros e duchas, mas a água é fria (praticamente um desgelo das montanhas), e como a noite esfria muito, aconselho tomar o banho antes que escureça, ou faça como os irlandeses que passaram os 5 dias sem nenhum banho. Se sentires frio, recorra ao chá de coca, eu viciei nele, pois tirava meus enjoos da montanha e ajudava muito a esquentar. Era servido a todo o momento. Como levantávamos muito cedo, e chegávamos bastante cansados, mal anoitecia e o sono dominava no acampamento. Numa das noites resolvi ir ao banheiro de madrugada, e quando olhei para o céu completamente estrelado tive uma das imagens mais lindas da minha vida. Curta cada instante, pois há tempo suficiente para isso. Haverão paradas, momentos para fotos, integração social. Fui sozinha e sai de lá repleta de amigos, o Peru ao meu ver foi super seguro.

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A trilha é muito gostosa, existem os porters que carregam praticamente tudo para você, menos seu equipamento pessoal (saco de dormir, isolante e roupas), de resto: barracas, comidas… tudo com eles. É importante reconhecer o esforço dessa gente e saber que a gorjeta que deixamos ao final é de extrema relevância ao seu trabalho, portanto: guarde uma quantia digna para o grupo de trabalho. Se lhe faltar algo pelo caminho, na primeira metade ainda você encontrará algumas vendas com água e petiscos (pelo dobro do preço). Portanto, planeje-se bem. De qualquer maneira seu guia irá lhe avisar de tudo.

No último dia de trilha, acordamos 3h da manhã para ficar a posto na entrada do parque. Todos querem ser os primeiros a entrar, pois as portas abrem somente as 5h (para os caminhantes), e por volta das 6h é o momento do nascer do sol. Sim somente quem realiza a trilha é abençoado por esse momento. Em razão disso há gente que sai em largada, correndo desesperadamente para terminar cedo a trilha e chegar ao pico para avistar (de uma santa vez) Machu Picchu – sim eu fui uma. Quando você chegar na porta do sol, é então aguardado o amanhecer, um silencio toma conta de todos, o momento tão aguardado quando o sol iluminará perfeitamente a cidade perdida (dependendo do solstício). A luminosidade passa perfeitamente entre as colunas de rocha, famosa porta do sol, e ilumina com perfeição as curvas de Machu Picchu. Incrível e perfeito. Após aquele momento você se sentirá abençoado e entenderá a religiosidade cultivada pelos deuses Incas.

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Aconselho permanecer uma noite no pueblo após a trilha e curtir as águas calientes (entrada custa 10 dolares). Lá encontrei todo mundo que chegava da trilha, foi onde fiz mais amizades, bebendo cerveja nas aguas termais e jogando papo fora! Por isso, deixei Huayna Picchu para o 5º dia antes de retornar a Cusco. Se você é bem treinado consegue fazer a subida em menos de 30 min, apesar de ser calculado 1h. Então curta e faça a volta completa!

A subida e descida de van em Macchu Pichu (pueblo-cidade histórica) custa entre 20-30 doláres, mas também há a possibilidade de se fazer a pé (2hrs). Portanto, se quiseres poupar um pouco.. desça ao menos a pé.

Você pode fazer a ida e volta em trechos fracionados de Cusco a Macchu Pichu, metade ônibus e metade trem (mais rápido), sendo trem até a hidrelétrica ou até Ollanta e o restante em ônibus, consulte guias locais. Mas eu adoro trem e fiz todo trecho no mesmo, por mais demorado, comprei diretamente no PeruRail.

Na volta então voltei com o trem VISTADOME, ele tem janelas panorâmicas e refeições a bordo, a diferença de preço é pequena, mas ele lhe deixará mais próximo de Cusco, e é mais confortável, uma vez que a viagem é cansativa (os trens vão a 40 km/h), mas não dá para negar que o visual do vale e do rio são incríveis! Sim vale a pena!!
E não se preocupe, se você não fala espanhol muito bem, os peruanos são tão agradecidos por sua presença, e tão felizes por sua visita que tratam de entender seu portunhol e ainda lhe elogiam por ele. E ainda querem aulas de português!

Todo mundo respeita o tempo do outro, portanto não se preocupe, é turismo não competição. Aproveite para conhecer também Cusco e Lima! Em Cusco há o city tour histórico, faça, ele te leva até as comunidades protegidas vizinhas. E quando estive em Lima, fui inclusive a Paracas (ida e volta no mesmo dia), sensacional!

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O aeroporto de Lima possui muitos vôos inclusive diretos pela Avianca para o Brasil. Consulte tanto pelo site da Taca quanto pelo da Avianca que às vezes possuem preços diferenciados e é o mesmo serviço. Existem passagem multicidades que te permite permanecer na conexão por certo tempo. Parei em Lima e fiquei lá 4 dias, pelo mesmo preço da passagem. Vale muito a pena, procure um hostel no bairro Miraflores. Eu fiquei no Dragonfly, eles possuem até a cerveja artesanal deles! Os BRTs funcionam muito bem lá, e eles chamam de metro e te levam até o centro com segurança, fora isso existe umas mini-kombi estranhissimas mas que funcionam bem dentro do bairro.

Experimente Inca Kola, eu adoro! E Pisco Sour também. Cuy são os porquinhos da índia e é um prato tradicional por lá.

Confira mais fotos no link:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.337178603135459.1073741832.328355864017733&type=3&uploaded=74

E a versão inglês em:

https://rxplorer.wordpress.com/2014/12/04/inka-trail-english-version