Desabafo de uma corredora

Nao sou filha da montanha, nem nunca pertenci a ela, não treino “sem fingimento”, nem com brutalidade, pelo contrário, estou tentando sair de um processo de overtraining, não sou feia, nem diva, nasci em uma cidade situada ao nível do mar, cresci num apartamento e subia apenas algumas árvores do bairro, já era hiperativa e já enlouquecia meus pais querendo entrar mar a dentro a partir dos meus 3 anos. Treino conforme o meu corpo e minha experiência permitem, talvez eu tenha até ultrapassado algum limiar ultimamente. O ponto que quero chegar é que sou a pessoa mais normal desse mundo. 

Agora, há tantas futilidades que a rede social te faz acreditar. Ela expressa o ego e as desculpas de alguns, e não é porque aquela pessoa age daquela forma que você precise também agir. Siga seu coração, fuja de hashtags da modinha, de aplicativos ostentação. Você tem sua personalidade própria e é isso que te faz ser tão especial. Siga seu instinto! Não nos calemos para os nossos desejos! A vida é curta demais para tentar impressionar os outros. Já corri muito através dos olhos de uma câmera mas hoje em dia eu noto que vale muito mais a pena assistir a paisagem através dos meus olhos, porque essa memória ninguém apaga e não é necessário nenhum backup. 

Por fim, às vezes a cabeça é quem melhor devemos ter treinado para algumas competições, ela manda no corpo e é você quem manda nela!

Boa sorte e bons treinos! 

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4 pensamentos sobre “Desabafo de uma corredora

  1. As primeiras 3 linhas do texto resumem bem a timeline de qualquer mídia social ligada à corrida atualmente. Belíssima reflexão-desabafo! Eu corro para mim e por mim. Não para mostrar algo a quem quer que seja. Fico feliz em saber que já ‘inspirei’ alguns amigos a começar a praticar esporte ou mesmo se interessar pelo ‘mundo outdoor’ (palavras deles mesmos), mas meu objetivo é – acima de tudo – ser feliz com a minha prática. Por isso mesmo eu não ligo de “treinar fingindo”, de “querer ser feio”, de posar para fotos. Enquanto isso estiver me agradando, é isso que continuarei fazendo =)

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    • É isso Gabriel! Eu iniciei a corrida por questão de depressão, e o esporte me fez sentir alguém…eu lendo e assistindo o filme evereste vi que não deve haver disputa entre pessoas nas competições e sim entre você e a montanha! A montanha exige respeito e nada de ousadias devemos como os surfistas fazem ao entrar no mar, pedirmos permissão… O desafio é pessoal!

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