Encerrando Temporada, novos desafios 2018.

Próxima semana, encerro uma temporada árdua que teve início não sei quando, com algumas vitórias, alguns problemas, porque todos somos humanos. Lembro-me de iniciar com meu treinador em agosto do ano passado, onde montamos uma base, e em setembro faria minha primeira prova pós-reset.

Desafio das Serras foi a prova inicial, onde conclui dentro do esperado, de lá para cá perdi 8% de gordura, melhorei performance, passei por muitas provas, como Costa Esmeralda, 48K Summer, Maratona do Vinho, e então a primeira prova fora do país: a Advanced TransGranCanaria com 83K, que conclui com 15h. Seria a primeira de muitas felicidades que meu treinador me fez ter.

Retornei, e mesmo ele me questionando descanso, continuei com Cânions 46K, Indomit Pedra do Baú. E a hiperatividade não parava. Então, tinha a Lavaredo 120K, onde ocorreu a primeira baixa. Infelizmente tive uma infecção no colo do útero, que só consegui diagnosticar quando retornei ao Brasil. O mesmo foi causado por uma baixa na imunidade, talvez pelo exagero frenético. Portanto, sim, é importante nosso descanso entre temporadas. Mesmo assim, continuei meus treinamentos, pois vinha o maior dos meus desafios.

Em agosto, então, encaminhei-me para a CCC prova secundária da UTMB com 101km e 6100m de desnível positivo. Até o km56 eu estava muito bem obrigada, meu tempo era ótimo, bem classificada, foi quando peguei muito frio, chuva e senti que tudo estava explodindo dentro de mim, foi um envolvimento tanto de corpo quanto de mente. É aí que nossa cabeça entra. Ela pode te derrubar por completo se você não souber o que realmente quer ou busca. Conversando com uma italiana sentada perto de mim, perguntei-lhe se podia a acompanhar, Conversar é comigo né, fomos juntas, e soubemos nos administrar, contando várias histórias. Conclui a CCC, não dentro do esperado, mas conclui. Então, não parei, ainda. Semana que vem realizo a última prova da temporada. Vou a Indomit Costa Esmeralda ainda com dúvidas para qual distância largar, já que o compromisso é de me divertir. Pois, no fim, esquecemos que corremos para isso.

A intenção é só retornar em 2018. Sim! Meu descanso chegou!!! É bom também fazermos festas, assumir nosso compromisso social, curtir a família, tudo sem exageros. Irei dar uma passeada com caminhadas e travessias pelo Sul do país, quem quiser vir, está convidado, agora é o momento! Ano novo montarei uma sequência de treinos pelos cânions no RS.

Contudo, imagina que eu já não estaria me inscrevendo para o primeiro desafio? Fevereiro 2018 La Mision em San Martin de los Andes.

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La Mision foi a minha primeira ultra “wild” da vida. Fiz 80km em 2015, e atingi o 2º lugar geral dessa prova. Então imagina, estarei agarrando com tudo essa nova oportunidade!

Estou muito feliz pelo ano que passou, e pelo crescimento que adquiri, que 2018 venha com mais bagagem ainda!!!!

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Review Julbo Aerolite

Julbo Aerolite
A Julbo produz óculos há mais de um século. Costumam ser mais conhecidos nos círculos de montanhismo, mas estão ganhando destaque entre os trailrunners.


Como a versão do popular modelo Aero, o Aerolite é menor sendo projetado para mulheres, e qualquer corredor com um rosto menor. Ambos possuem as mesmas funções, dos quais foram projetados para maximizar o fluxo de ar e minimizar a nebulização, com uma peça de nariz altamente ajustável, fixa os óculos aos movimentos de corrida evitando que o mesmo se locomova ou caia.

O Aerolite vem em duas opções de lentes, a lente Spectron 3 (categoria 3) ou a lente fotocromática Zebra Light (categorias 1 a 3). Enquanto a lente Spectron 3 é uma lente mais escura, mais protetora, adequada para uma variedade de condições brilhantes durante o dia, a lente fotocromática Zebra Light acomoda quase todas as condições de luz desde o início até o anoitecer.

As lentes fotocromáticas oferecida pela Julbo, funcionam perfeitamente na sombra, quando entramos em trilhas fechadas, como protegem da mesma maneira quando saímos para ambientes super brilhantes. São as lentes perfeitamente indicadas para o TrailRunning, uma vez que oferece essa gama de proteção luminosa. A própria especificação técnica do produto indica um tempo máximo de 18 segundos para variação completa da lente. Além disso, a lente Zebra tem uma tonalidade marrom que torna uma lente de alto contraste para acentuar o terreno para que você possa ler os obstáculos mais seguros enquanto se movem rapidamente.

Já quando estamos mais expostos, como em travessias, a lente Spectron também é super indicada.
Todas as lentes possuem um revestimento anti-nevoeiro (anti-fog) no interior da mesma, protegem 100% os olhos dos raios UV-A, B e C, pesam somente 22 gramas, possuem revestimento hidrofóbico, anti lama e chuva e possuem ajuste para lentes de prescrição médica.

Testei ambas lentes.

Spectron



Zebra Light Red


No caso do óculos Aero/Aerolite edição limitada UTMB as lentes são do tipo Zebra Light Red, que variam da categoria 1 a 3 e suportam qualquer temperatura.

Neste ano, a UTMB foi acometida de grande variação térmica, incluindo neve. Houveram muitas desistências por conta de problemas nos olhos de alguns atletas. Digo que a mim os óculos protegeram de maneira perfeita.

Todas as lentes de desempenho são completamente à prova de quebra e altamente resistentes a arranhões. O material usado em cada lente é o mesmo material usado em pára-brisa do helicóptero.

Não há dúvidas da qualidade que a marca francesa oferece.