LaMision Race Brasil 2018

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Foto: Ney Evangelista @ngfotos

Estive presente em mais uma edição do LaMision, minha 4ª participação contando: 2 na Argentina (1 Villa la Angostura – 80km, 1 San Martin de los Andes – 110km) e 2 no Brasil (Serra Fina – 80km) e esta última edição, versão light 35km.

Ilusão minha pensar que realizando apenas os 35km, a prova seria “light”. Do contrário, foi bem difícil. A contar que subimos 2.600m nos 37km aferidos. O que gerou uma inclinação média de 7%.

Esta prova foi escolhida para ser um último pico de treino antes da minha prova alvo do ano, que ocorrerá em 3 semanas. Para prova alvo a inclinação média será de 8% em 130km. Ou seja, LaMision 35km simulou muito bem o que virá.

Esta prova é de um nível técnico mais alto que qualquer outra prova encontrada pelo Brasil, e eu digo que é a que melhor se assemelha das “Gringas”. Somente pelo nível de inclinação e dificuldade técnica.

Largamos às 10h da manhã de um bem dia quente (para quem saiu do freezer sulista), e como a prova diz Skyrunner, estivemos em subida até as 14h culminando no km 18 (pico 2.100m). Saímos da cidade de Passa Quatro e nos direcionamos para a Floresta Nacional  (FLONA), com algumas subidas bem chatinhas dentro da Floresta, realizamos um giro e retornamos para a estrada de chão que nos conduziria à casa de Pedra, para então a longa subida de 10km até o pico do Campo do Muro (2.100 m). Recordo-me de 2015, quando realizei os 80km, eu passei pela FLONA em torno da meia noite e realizei essa mesma subida até a casa de Pedra, na época a subida parecia eterna e me passou uma sensação que demoraria mais do que realmente foi, primeiro que naquela época realizei a noite e segundo que estava no km60. Dessa vez durante o dia e exposta ao calor, a sensação foi totalmente diferente. Naquele ano a subida ia ao Tijuco Preto (2.300 m), outro pico, mas o mais incrível é que eu me recordava do que eu tinha passado anteriormente, e já sabia que o ataque, mesmo sendo a outro pico, também seria duro. As subidas são bem desgastante, e a Serra Fina sempre surpreende.

Cheguei aos 2.100m com 4h de prova no quilômetro 18. Sentia-me muito bem, mesmo assim encontrei outros corredores passando mal. É importante saber que a prova é exigente. Sempre observando a velocidade equivalente de subida e mantendo a média desejada, no fim fiquei muito satisfeita com o resultado. A intenção agora seria descer, e descer bastante, desta vez tentando colocar mais ritmo, que novamente deu certo, onde até o Strava me deu o QOM do ano (kkk).

A prova continuou com mais outras duas subidas, sendo a última novamente dentro da FLONA, sempre desgastante principalmente para um final de prova. De brinde fiquei presa em um arame farpado, aguardando um resgaste que minha ansiedade impossibilitou. Mais um rasgo para a mochila bonita, afinal de contas, as cicatrizes são os melhores troféus. Em termos gerais, o percurso foi bem desafiador para 35km, e para os que pensaram (inclusive eu) que mesmo sendo 35km seria simples…não foi.

A organização estava muito bem estruturada, demonstrou muita evolução desde as primeiras edições, realmente superou todas as expectativas. Toda equipe, fotógrafos, staffs, todos estão de parabéns. E ainda, ao chegarmos, presente de finisher: uma cerveja personalizada, sensacional e mais um boné.

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Foto: Juan Santos

Para quem não conhece o Gûri, nem imagine, na realidade sempre gostei das provas do Gûri por não ter frescura nenhuma. Gûri não alimenta ego de ninguém, vai lá e faz. E exatamente por ser faca na bota as provas LaMision sempre me atraíram. E o lema do Gûri é Chegar é vencer, portanto, não importa sua performance, apenas siga! A prova lhe incentiva a continuar sempre!!! O Lamin deu aquele toque especial à prova e realmente ficou bem bonito de se ver!

Resumidamente, adorei ter participado desta edição que estava repleta de corredores de alto nível, profissionais de diferentes meios de comunicação, fotógrafos top das montanhas, ainda com a prova te oferecendo um percurso técnico e desafiador. É uma das grandes promessas para as corridas de Trail do Brasil. Fora que Passa Quatro é uma amor de cidade!

Gostaria de agradecer também a @thetrailrunclub por fabricar as melhores Tattoos  temporárias de prova, as RunTats, que são sempre muito precisas, que “baita”! Estão comigo em todas, para quem já reparou.

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Espero ano que vem poder participar da prova de 80km novamente, já que só de olhar este ano fiquei com maravilhosas memórias dos outros anos.

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Foto: Marcos Leite

Relatos de outros LaMision

Serra Fina 80km

https://rxplorer.wordpress.com/2015/06/23/relato-half-mission-brasil/

 

VLA 80km

https://rxplorer.wordpress.com/2015/03/14/la-mision-relato-da-prova/

 

SMA 110km

https://rxplorer.wordpress.com/2018/02/25/relato-la-mision-argentina-110km/

 

 

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