Travessia Complexo Marumbi


A travessia passou por 5 picos:

-No primeiro dia:

  • Rochedinho

-No segundo dia:

  • Abrolhos
  • Ponta do tigre
  • Gigante
  • Olimpo

Conjunto Marumbi 2

Percorreu-se a trilha azul (Rochedinho), vermelha (Noroeste) e branca (Frontal).

No primeiro dia, descemos no aeroporto Afonso Pena em Curitiba, fomos com o translado até a rodoferroviária no centro da mesma capital paranaense, para então tomarmos o trem Curitiba-Paranaguá até a estação “MARUMBI”. Previsão de chegada é algo em torno de 10h, porém sofremos atrasos chegando às 11h.

Desde a vila Marumbi fizemos uma caminhada pelos trilhos, algo em torno de 500m até o viaduto famoso do Carvalho, em frente ao túnel 5; e na sequência realizamos nossa primeira caminhada para o Rochedinho, trilha de nível fácil que pode ser realizada em 1 hora, marcação azul. No topo da mesma se vê a formação do “cachorro”, trechos da linha férrea, bem como todo maciço famoso junto da Serra.

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Ao término, descemos uma trilha colonial até Engenheiro Lange e após uma outra estrada até Porto de Cima, onde estaria nosso pouso.

No dia seguinte acordamos às 4h, para sairmos e iniciarmos a caminhada às 5h. Partimos de  Porto de Cima, o que nos tomaria umas 2h de caminhada até estação Marumbi, aproximadamente 9km em subida leve. Chegamos a base do complexo ao amanhecer, o que proporcionou fotos lindas. Para se chegar a base, ou em trem, ou de carro 4×4 até Estação Eng Lange com mais 1km de trilha colonial até a Estação Marumbi, no resto, somente a pé mesmo.

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Chegando na estação Marumbi, base do complexo, as alternativas de trilhas liberadas durante nossa visita eram apenas duas (para os picos mais altos); ou a trilha vermelha (noroeste), ou a trilha branca (frontal). Resolvemos subir uma e descer a outra.

Subimos a noroeste de nível “pesado” (que a meu ver, era mais simples que a branca de nível “médio-pesado”). Eu tive mais dificuldade com o fator ferratas, em excesso na trilha branca, exatamente por não alcançá-las, uma vez que meço 1,50m.

Iniciando a Trilha Noroeste de cor vermelha, a mesma possui um acesso primário ao pico de Abrolhos, opcional, com uma bifuração de acesso. Chegava-se nessa bifurcação com aproximadamente 1h30, após aguardamos os amigos decidimos ir ao ataque deste primeiro cume, que levou mais 30 minutos e o encontro com as primeiras vias ferratas. Em 2 horas de trilhas chegavamos a 1280m, pico dos Abrolhos.

Quando chegamos no primeiro livro de cume, a vista estava 100% aberta. Céu totalmente limpo e claro, e a visão compensou muito, era um extra de 1h no bate e volta, mas realmente inigualável. Fiquei uns 10 minutos sozinha gritando Eco naquela imensidão. A vista é completa da via férrea (túneis e viadutos) e do desfiladeiros com a Torre dos Sinos. Fora o maciço do complexo justaposto às costas de Abrolhos.

Retornamos para a bifurcação e iniciamos o ataque a Ponta do Tigre, ali se inicia o Vale das Lágrimas ou Desfiladeiro das Lágrimas, vegetação bem verde que se assemelha a um escoamento pluvial (provável nas fortes chuvas). Com formação de um túnel rochoso, é um trecho bem técnico, íngreme com algumas descidas de água e novamente mais ferratas. Quando quase se chega ao topo, passamos por dentro de algumas pedras suspensas e paredões rochosos, que honestamente parecem ter sido desenhados a mão.

Cume da Ponta do Tigre (1400m), encontramos outros grupos também na travessia, até o 3G do celular funcionava,  e é o momento do primeiro êxtase e pausa lanche. Já conseguimos ver Paranaguá, Antonina, o Oceano e muita coisa indescritível.

O próximo ataque é Olimpo até lá se passa pelo Gigante com 1497m, entre algumas subidas e descidas, cordas e charco, a trilha se une a trilha branca/frontal atingindo nosso pico máximo “o Olimpo” com 1539m.

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Após o gozo do ponto máximo, estimamos entre 3h a 4h para a descida. Acabei realizando em 3h em um ritmo sem descanso. Porém com certa dificuldade para descer a trilha frontal, branca, em razão da minha estatura.

Conseguir alcançar as ferratas eram movimentos bem limitados no meu caso, dos quais necessitei de auxílio e orientação; algumas eram negativas, sem corda ou equipamento de segurança, o jeito era ter todo cuidado possível.

Quase no final da descida branca chegamos ao rio taquaral e cachoeira dos marumbistas com direito a um banho, antes do anoitecer. Com mais 45min finalizamos a trilha branca retornando a estação Marumbi. O desgaste era grande, mas não podíamos esquecer que haviam ainda os últimos 9km de descida em estrada até Porto de Cima.

Demoramos 15h em tempo bruto para realizar todo trajeto, com as pausas; tempo líquido ficou algo em torno de 12h saindo e retornando a Porto de cima. Conforme figura abaixo.

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E 8h de tempo líquido apenas de travessia Marumbi saindo e retornando a Eng Lange.

https://www.facebook.com/rzortea/videos/10210865797313864/
Fomos na páscoa, segunda semana de abril, e o tempo colaborou consideravelmente.

Marumbi vale muito! Aprovado e recomendado!

Agradeço especialmente ao Clunc e ao Sol de Indiada por nos ter proporcionado essa experiência incrível!

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P.s. Ainda deu para conhecer novos aventureiros amigos! Eu intrusa na foto da galera dos Sem Limites!


A mochila utilizada foi a REV6 da Osprey

Você sabia que o desejo por viajar, explorar está no nosso genoma? Gene 7R

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Há algumas pessoas que nunca se sentem à vontade para sair de casa. Depois, há o resto de nós, que adoram desfrutar de experiências extraordinárias. Como chamado pela língua alemã Wanderlust: que se traduz como “Strong desire to travel” ou “Grande desejo por viajar”, relacionam-se a exploradores que costumam gravitar em torno da alta-tensão.

De fato, há uma mutação que aparece frequentemente em tais discussões: uma variante de um gene chamado DRD4, que ajuda no controle da dopamina. Os pesquisadores têm citado a variante DRD4-7R que é encontrada em pelo menos 20% dos seres humanos. O próprio gene, DRD4-7R, tem sido apelidado de “gene wanderlust,” por causa de sua correlação com o aumento dos níveis de curiosidade e inquietude, para a maior parte.

Dezenas de estudos em humanos descobriram que 7R torna as pessoas mais propensas a correr riscos; explorar novos lugares, ideias, alimentos, relacionamentos; e geralmente abraçar movimento, mudança e aventura. Estudos em animais que simulam as ações de 7R indicam que aumenta a seu gosto para tanto movimento e novidade. Tanto que o 7R é mais comumente encontrado em atuais culturas migratórias que em assentadas.

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Então o 7R é o gene da aventura ou do explorador como alguns chamam?

O Geneticista evolutivo da Universidade de Yale Kenneth Kidd acha que muitos dos estudos que associam 7R a traços exploratórios sofrem de métodos piegas ou matemática. “Você simplesmente não pode reduzir algo tão complexo como a exploração humana a um único gene”, diz ele, rindo. “A genética não funciona dessa maneira.”

Kidd sugere para se considerar como vários os grupos de genes que podem estabelecer uma base para tal comportamento. Por isso, ele e a maioria dos defensores 7R concordam: não é um gene ou conjunto de tais que podem nos conduzir para a exploração, mas provavelmente, diferentes grupos de genes que contribuem para as características múltiplas, algumas que nos permite explorar, e outras, no caso do 7R nos pressionando a fazê-lo. Ele ajuda, em suma, para pensar não apenas no desejo de explorar, mas na capacidade; não apenas na motivação, mas nos meios. Antes que você possa agir no impulso, você precisa das ferramentas ou traços que fazem a exploração possível.

Portanto, exploração é como um teste extremo que nos definem com um wanderlust gene aproveitado para a inovação, habilidade e desenvoltura.

Eu não tenho muita dúvida, mas se você quiser fazer o teste, a Land Rover lhe proporciona através desse link (não funciona via mobile e é um pouco pesado) para descobrir se você possui o gene 7R, o gene wanderlust.

https://adventuregenetest.landrover.com/?locale=en-int&_ga=1.243308620.853299413.1444753518

Fonte: http://ngm.nationalgeographic.com/2013/01/125-restless-genes/dobbs-text

Criando e Importando Rotas para o Relogio GPS

Inscrevi-me para uma prova que se realizará daqui umas semanas e entrando no site da prova reparei que eles estão disponibilizando o arquivo GPX com toda rota do percurso balizado.

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Aos que não sabem GPX é a extensão do GPS, importando para o relógio ele te guiara durante toda a corrida e se houver alguma dúvida de balizamento durante o percurso você saberá perfeitamente se está saindo ou não da rota.

Bom como ocorre, você baixa o GPX e importa a rota para o relógio, a maioria do relógios possuem essa função inclusive os modelos mais simples. No meu caso, o meu relógio é um Suunto, e o importei através do programa Movescount próprio da Suunto.

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Bom para não jogar no cego o que eu fiz… resolvi criar uma rota e testá-la! Como se faz!?

Primeiramente o melhor lugar para se criar rotas é o Google Earth. Hoje em dia o Google Earth Pro é free e possui mais recursos!

Inicie desenhando o seu percurso e salvando seu caminho no Google Earth. Após isso exporte ele! O Google Earth possui extensões como KML ou KMX assim você irá salvá-lo nessas extensões. Exporte e diante algum conversor transfira para a extensão GPX, será esta a ser importada pelo relógio. Apenas esta!

Um modo que eu realizo é através do aplicativo Wikiloc. No Wikiloc você pode fazer Upload de todas as suas rotas e manter seu diário ali online. Portanto, carregue na extensão KML para o Wikiloc, e uma vez dentro do mesmo Wikiloc ela pode ser novamente salva em GPX entre outras extensões através do download da rota ali disponível (outro modo de se encontrar rotas já prontas).

Entre no aplicativo do seu relógio, para o Garmin o Connect e para o Suunto o Movescount. Lá procure o modo import/upload e no movescount em plan&create routes. E carregue este GPX.

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Você pode também desenhar diretamente pelo Movescount no item Create New Route.

Em regra geral, vim colocar que sim, foi ótimo, realmente auxilia principalmente se é a primeira vez que você percorre a rota. Não tem erro: a bússola vai apontar para o destino correto. Quando você sair da rota perceberá que estará se encaminhando para um vazio.

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O relógio cria várias telas como um mapa global, a direção que você esta indo, uma escala de 500m da tela, uma escala de 100m, para qual direção esta o ponto final da rota, a distância deste ponto final. E você seleciona e troca mudando no “next” de tela. Tudo é útil.

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Como eu gostei estou baixando o GPX disponibilizado pela prova e irei correr com ele! Pois quem nunca se perdeu em uma prova de montanha?! Principalmente à noite depois do cansaço de várias horas correndo sem repouso?

Nossos relógios possuem diversos recursos e é importante saber utilizá-los, gealmente você nem conhece metade deles! Ninguém nasce sabendo, portanto ler manuais e fuçar são alternativas válidas.

No fim, resolvemos concluir por um caminho diferente da rota, mas o relógio em nenhum momento deixou de indicar qualquer item, principalmente onde era o ponto final/chegada. A rota que concluímos ficou assim:

http://www.movescount.com/moves/move77890640

Se interessou pela rota? Sim você pode salva-lá por GPX! Alias você pode salvar até as rotas do Kilian se você o segue no Movescount!

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Gostou? Possui dúvidas? No que eu puder auxiliar é só perguntar!

Visitando Bonito/MS

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Bonito é um destino que agrada gregos e troianos, sua beleza da mais selvagem, aventureira e familiar tem doses para todas as idades. Tem passeio para todo mundo. Outra coisa que impressiona é a quantidade de estrangeiro, aliás mais estrangeiro do que brasileiro. Conversando com um local este me citou que muitos vêm por Corumbá após visita pelo Peru e Bolívia. Também me explicaram que o mapeamento da área foi feito por um francês e por isso a fama difundida na Europa e a quantidade absurda de franceses pelas ruas.

Bom eu voei até Campo Grande pela Gol, no retorno utilizei o único voo sem mudança de aeronave até Porto Alegre, “apenas” com duas escalas, uma em Maringá e outra em Curitiba, o que evitou transtorno com conexões, mas confesso que foi talvez mais cansativo que da ida onde fui com conexão por SP.
Se você tiver mais sorte há também voos pela Azul até Bonito quartas e domingos. O que evita um transfer de 4 horas entre as mesmas cidades. Digo sorte pois os preços não são tão camaradas então é bom ficar de olho para encontrar algo viável. O transfer via Campo Grande também tem um custo de R$ 100,00 por trecho, portanto compute esse valor. Ainda mais econômico que o transfer é um ônibus semi-direto de apenas 6h!

Chegando em bonito eu fiquei no Bonito HI Hostel, muito bom mas com um porém, a distância. Fica uns 25 min a pé do centro – 15 quadras, sendo que há ainda outros dois hostels e diversas pousadas bem mais centrais. Mas honestamente conheci muitas pessoas por lá, e não tive do que reclamar. Uma francesa que conhecemos ficou no Papaya, 4 quadras do centro, o elogiou também. Há ainda o Ecological hostel umas 7 quadras do centro. Importante isso pois tudo é a pé dentro da cidade.

As reservas eu fechei com a Bonitour, excelente empresa aparentemente a mais forte da cidade, super organizada e totalmente pontual, até demais! Nosso motorista Junior era uma pessoa excelente, brincalhão e dizíamos que estávamos no Safari ecológico pois qualquer animal que ele avistava nos mostrava da van: tatu, tamanduá, seriema, etc. Inclusive como eles, os locais, já até sabem onde os animais estarão, comentava que já tinha até respondido o WhatsApp para o tamanduá nos encontrar. Acostume-se os locais são muito brincalhões, tudo é piada, crie o filtro e não saia acreditando a toa, porém se divirta.
A escolha da empresa é talvez gosto, pois os preços dos passeios são todos tabelados, não haverá mudanças, o máximo para se negociar é no transporte. Através desse link você pode consultar os preços da baixa temporada que está terminando agora dia 9 de julho.

https://bonitour.com.br/

Vou dizer que não errei em ir em junho, talvez tenha sido sorte, mas apesar dos preços mais baixos, os hotéis mais acessíveis, peguei ótimos dias e qualquer problema que eu havia, para trocar de passeios era tranquilo em encontrar vagas em outros horários. Sim a Bonitour cansou de modificar a minha agenda, todo dia a Raissa tinha alguma ideia genial! Todos já me conheciam: Duracell.
Ocorreu pois eu desconhecia alguns passeios por exemplo da Lagoa Misteriosa, esta que é aberta para visitação somente no inverno, uma vez que algas crescem no período do verão. Uma colega de tour me comentou e disse: vá sem falta! E lá fui eu.

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O interessante é escolher um tour de cada tipo. Um de trilhas e cachoeiras, um de flutuação, um de boia ou arvorismo, etc. Caso goste repita, mas as opções são milhares!

A minha lista foi:

– Boca da onça trilhas e cachoeiras com rapel.
– Abismo anhumas, rapel e flutuação
– Rio da prata com flutuação
– Mergulho na lagoa misteriosa
– Pantanal – Fazenda San Francisco
– Observação da lagoa da gruta azul
– Passeio de bote

Consegui fazer um pouco de cada, e ver as diversas fazendas. Ainda muito elogiado é a flutuação no rio sucuri, trilha e cachoeiras da lagoa mimosa e o buraco das araras.
A maioria dos passeios são em propriedade privada, e algumas pertencem ao mesmo dono como rio da prata, lagoa misteriosa, buraco das araras e estância mimosa.
Alguns têm grau de dificuldade alto, como o abismo anhumas mas se você acha que consegue e por algum acaso algo lhe ocorra, não se preocupe, eles te rebocam rapel acima.
Então iniciei com a observação da gruta lago azul, uma das únicas áreas pertencentes ao município, lá você terá uma verdadeira aula de geologia, mas bastante interessante. A tarde fui no passeio de bote, bastante tranquilo, o interessante que como era inverno as sucuris estavam penduradas nos galhos das árvores, vimos 3. Uma filmei e está no vídeo a seguir.

No segundo dia fui até a boca da onça, tem esse nome pois na cachoeira, maior do estado do MS, está desenhada a face de uma onça, de boca aberta. Você pode fazer o rapel em conjunto, caso queira decidir na hora, pode se comprar lá mesmo. Senão, sem rapel, o custo do passeio se reduz consideravelmente.
Eu fiz, é legal, mas a desvantagem é que você precisa fazer em conjunto com alguém, se estas sozinho irá com um desconhecido, que talvez atrapalhe um pouco sua visão. O rapel pode ser observado no video a seguir.


Há diversas paradas para banho durante a trilha, primeiro na própria cachoeira da boca da onça, ponto de água mais gelada, depois em uma mini praia de cascalhos, seguindo outras diversas cascatas. Ponto alto para o buraco do macaco e poço da lontra. Ambas com passagens subterrâneas para cavernas. É uma surpresa, mergulhe.

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Para o terceiro dia eu tive abismo anhumas, esse é um dos carros chefes de bonito, meu irmão que visitou há mais dez anos atrás já havia feito esse passeio, quando bonito ainda não era essa Bonito. Você desce inicialmente um rapel de 73m, em uns 5 minutos você estará lá embaixo. Uma caverna com muitas formações geológicas, novamente estalactites e estalagmites, as pirâmides, cortinas entre outras formações que serão explicadas em um breve passeio de bote. Não há vida animal lá embaixo, porém encontram-se ossadas de animais que caíram. Após o bote, prepara-se para o mergulho. Se você possui curso de mergulho pode fazer o cilindro, mas não vejo vantagem, é bastante caro, um ambiente escuro e novamente sem vida animal. Eu fiz a flutuação que já lhe dá visão completa da gruta. Bom após toda visita devemos subir o rapel de volta, na realidade para mim esse foi o ponto alto do passeio. Sim, o esforço físico será o maior que irá realizar em todos os passeios. A subida dos 73m dura em média de 20 a 30 minutos. É uma sequência de legpress continua o que exige bastante da força abdominal. Cansa. Mas parece que por ser mais lento você curte mais o visual, presta mais atenção em detalhes e inclusive no reflexo da coloração do lago.

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Para o quarto dia tivemos flutuação do Rio da Prata e mergulho com cilindro na Lagoa Misteriosa, ambos ficam dentro da mesma fazenda, bem como o Buraco das Araras, portanto é fácil combinar esses passeios no mesmo dia.
Sobre o Rio da Prata, bom: espetacular. Flutuação naquela água cristalina com temperatura de 25 graus. Vi dois cardumes sendo um de pacu e outro de curimba. Fora isso você verá muitas piraputangas, dourados, piau das três pintas, lambaris, etc.

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Pela tarde mergulhei na Lagoa Misteriosa, misteriosa pois até hoje se desconhece a profundidade dela. Um mergulhador entrou na gruta e chegou ao máximo de 220m de profundidade.
Bom e lá vamos nós naquele azul profundo, de novo sob o mesmo efeito do magnésio e cálcio que precipitam a matéria orgânica e mantém a água cristalina. Além o espectro azul ser a onda curta primeira a ser refletiva pelas moléculas de água. No fim, a sensação é que ao flutuar você esteja voado se observares de dentro da lagoa.
Por lá verás também o peixe muçum que parece ser uma cobra.

Confira no video.


Ao fim encerrei com um último passeio pelo pantanal sul-mato-grossense. Apesar de ser 2 horas longe de Bonito, as atividades fogem do padrão e são bastante divertidas. Pela manhã há um passeio para registro fotográfico dos animais. Gaviões (belo, fumaça, carijó), garças, tuiuiús, soco-boi, curicaca, tucanos, araras, sucuri, cervo do pantanal, capivaras, jacarés e ainda tivemos a sorte de ver uma ave rara a garça azul, coitada sendo perseguida por um gavião. Resumindo, um currículo enorme de animais. E sem cansar a tarde ainda vimos uma família de ariranhas. Pois bem, à tarde o passeio foi em uma chalana no rio Miranda. Lá realizamos a pesca de piranhas, acredite eu consegui pesca, com uma vara artesanal, e após perder uns vários peixes consegui fisgar a piranha. Essa com outras pescadas por nós, realizamos uma atividade para atrair outros animais, como o Gavião belo que comeu duas, uma garça é um jacaré. Realmente bastante interessante, uma vez que a garça nos circulava há horas já sabendo do seu prêmio.

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No video a seguir, a brincadeira do jacaré com a piranha.

Fora isso fomos também na fábrica de cachaça Taboa experimentar os 20 tipos de cachaça da marca. Mas, sem dúvida a melhor é o tradicional que pode ser encontrada também no bar na avenida principal, onde ao som de uma musica ao vivo ha janta e petiscos. O interessante da fábrica foi ver o artesanato por eles produzidos, mas a um custo de visita de R$ 35,00.

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Eles te darão um pedaço de argila para fazer sua própria arte e então pendurá-la na parede como marca da sua visita, no bar as pessoas assinam por tudo ao invés, na parede,  nas cadeiras inclusive, no chão.

Nossa marca:

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Outro restaurante recomendável é a Casa do João, eleito o melhor do centro-oeste, com comidas típicas também oferece cerveja artesanal de mandioca.
O que dizer, sai de Bonito totalmente satisfeita.

O que faltou fazer? Bom, faltou eu tomar a tal de Tubaína que me prometeram no Abismo rsrs, fica para próxima visita ao Mato Grosso do Sul ou por onde existir…

Bom não poupe energia por lá, é compensador. Se abra para conhecer as pessoas, a oportunidade é fácil e fiz amizades maravilhosas.

Bonito é beleza, é Brasil.

Cascata Boca da Onça

Cascata Boca da Onça

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Relato Half Mision Brasil

O que dizer do Half Mision Brasil? Prova dura, duríssima. Corro há uns 10 anos e nunca tinha me emocionado ao completar uma prova. Nem quando realizei minha primeira maratona ou primeira ultra ou quando voltei da lesão do joelho. Nada fez eu me emocionar como nesse final de semana. Chorei por uma vitória do corpo e da alma, transcendi. Talvez seja exagero, mas vencer a si mesmo é uma das maiores felicidades que conseguimos assumir em vida. Infelizmente a prova pecou em alguns sentidos, mas mesmo assim nada abalou, não a mim.

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Largamos com um percurso em mente e no fim por alguma distração dos staff realizamos outro, o que colocou meu planejamento de água literalmente na catástrofe. Isso ocorre pois é uma prova de semi-suficiência e temos que administrar tudo que necessitamos como a coleta de água nos córregos, alimentos, etc. Tudo deve ser bem planejado para poupar peso. E com a mudança brusca de trajeto, descoberta durante a corrida, não me duraria água a partir da bifurcação modificada. Poupei o máximo possível e por sorte do clima fresco consegui fazer durar o máximo possível.
Enfim, largamos sentindo Refúgio por uma estrada de chão por 12k até entrar no parque, a partir dali subimos o parque do refúgio Serra Fina em meio a um bosque e um digno lamaçal. Havia chovido muito nos dias anteriores então atrito definitivamente não teríamos pela frente. Já no bosque se iniciou as dificuldades, pois as trilhas começaram a trancar e a galera patinava ao subir. Presenciei alguns strikes. Desde ali notamos que os pés ficariam encharcados toda prova. Meus pés terminaram destruídos.

Mais em frente chegávamos ao capim amarelo com algumas cordas para “escalarmos”. Essa coisa de corda definitivamente não é a minha praia. Subir não era tanto o problemas mas mais pela frente eu saberia que teria que descer…
Então no pico do capim amarelo finalmente vimos o famoso capim amarelo, oh praga! Elevava todo lençol freático e transformava o solo num banhado. Era um banho de lama e obviamente depois de alguns tropeços eu virei marrom de sujeira, uma hora não vi um buraco e fui totalmente engolida. A trilha continuava em meio dele como um labirinto, era tão alto que eu ficava totalmente tapada, era uma caça às bruxas, e encontrar o trajeto manuseando o capim era corte das mãos na certa, portanto eu parecia uma cega tateando a trilha com os trekking poles. Baixei o ritmo e comecei a ter atenção na trilha, lama, capim, marcações…muita concentração. A partir da travessia da serra ainda se via gente, juntei-me a uma série de pessoas, conversávamos, trocávamos experiências, fotos, clima extremamente gostoso e que vista! Estou até agora tentando descobrir quem eram aliás. Notei que algumas pessoas retornavam naquele momento, eram do trajeto dos 40K que haviam entrado na nossa rota e errado caminho, que pecado!

Perto das 17h percebi que estava próxima do pico da pedra da mina e iria conseguir realizar o desejo de ver o pôr do sol lá do alto aos 2.800m, 4a montanha mais alta do Brasil!
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Alimentei-me, abasteci-me e segui ao ataque da montanha. Não podia ser mais perfeito, cheguei lá em cima bem no momento onde o sol coloria o céu!

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Assinei o caderno do cume registrei mais alguns momentos.

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Continuei seguindo a descida brusca até o paiolinho, já partir dali sozinha, estava bem e extremamente empolgada, acelerei meu pace e ritmo caindo mais uns bons tombos. Encontrei muitas pedras soltas, grandes, inclinadas, beiral abaixo e imaginava se eu conseguiria subir aquilo no sentido inverso, mal imaginava o que viria pela frente.

Chegando ao paiolinho encontrei muitas pessoas, tomei alguns sustos com as fotos no escuro, socializei com alguns dogs, eram 11h de prova e 32k percorridos, deu para se abastecer, relaxar e seguir adiante.

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No trajeto do paiolinho para o Ibama tínhamos outra estrada de terra agradável para corrermos, e segui forte.

Bom estávamos em Minas Gerais no mês de junho no fim de semana de São João. Adivinha? Avistei de longe uma festança! Cavalos estacionados, povo vestido de caipira, música, bebidas, fogos… Já era 23h e a vontade era de parar e ficar por ali mesmo, calibrando, mas me foquei e segui adiante. Passei pelo Ibama e subi a mata sozinha, já um cenário diferente, mata fechada algo um pouco sombrio. De repente vejo ao longe uma luz piscando forte me chamando. Era um grupo de jovens que acampava pela estrada e me auxiliaram indicando a rota. Aplaudiram, elogiaram e deram mais força para prosseguir! Só que me disseram que em 30 minutos encontraria o próximo PC (casa de pedra), encontraria de carro de certo, porque levei 1h30!

Na casa de pedra esperançosa por uma companhia encontrei um cara passando mal e vomitando, triste ilusão, aguardei um pouco e resolvi continuar sozinha seguindo as orientações do staff.
Então até a subida do tijuco preto eu ainda estava muito bem obrigada. As pessoas começaram a desistir em peso desde o paiolinho e Ibama (metade da prova), já que ali era a última saída, ou vai ou racha, e não se via mais uma viva alma por perto. Sim a desistência foi de 40% no geral, no feminino de 50% bem como no nosso grupo de amigos.
Iniciei minha subida, forever alone, realmente complicada mas até ali palpável. O staff da casa de pedra havia me dito, atenção lá em cima as pessoas estão se perdendo e me indicou o que fazer mas parecia uma prova de orientação. Em vista disso acabei perdendo muito tempo em um ponto pois faltavam indicações, eu não sabia para onde ir e o staff do tijuco não estava na sua barraca, eu urrava para as montanhas “alguemmm” e não recebia nem um assobio do vento de volta. Vi uma corda para descer no meio da lama toda embarrada e minhas pernas e mãos pequenas me indicavam suicídio ali, era umas 2h da manhã e pensei em parar e aguardar alguém, mas por sorte outro perdido apareceu do além, ele também não sabia se estava no local correto, sorte minha que já há horas estava aflita, mas teimosa em aguardar. Queria agradecer muito ao Gabriel que me aguentou por muito tempo inclusive quando comecei a pirar. Eu estava delirando tanto que insistia que não queria ir para São Paulo, que eu iria ficar por ali. Bom não tinha para onde voltar, para o meio da montanha novamente!? E sim o filo da montanha era a divisa entre estados, querendo ou não tinha que ir até SP. Ele insistia, vamos Raissa. Crucial, devo a ele também. Quando chegávamos nas pirambeiras, escarpas lisas de 4 metros no meio da lama lisa eu ficava muito agoniada pois era extremamente complicado de subir e descer, se ele alto esguio sofreu imagina o tanquinho aqui. Meus joelhos estão roxos porque minha alternativa era ínfima, eu acabava me agarrando em galhos arrastando o corpo pedra acima, e na maioria das vezes me apoiando nos joelhos. Ainda inseguros do caminho que estávamos seguindo, madrugada a dentro, eu e Gabriel víamos as luzes ao longe dos outros corredores seguindo nossa trilha. O jeito era continuar, se por acaso estivéssemos errados carregaríamos um povo conosco! Que maravilha hein. Sabíamos que deveríamos ir ao capim amarelo e este estava a 2.400m e nós nos encontrávamos a certa altura em 2.200m continuando a descer se iludindo que estávamos seguindo algum filo. Segundo o mapa deveríamos seguir uma mesma cota, mas não, era pirambeira abaixo e acima em várias sequências. Quando chegamos novamente ao capim amarelo, fechando o giro, e eu vi finalmente o staff dei um grito de felicidade, sabíamos que tínhamos ali concluído a prova, por outra benção divina presenciei o nascer do sol de lá.

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A partir daquele momento eram “somente” mais 15k de decidas, com algumas surpresas, mas tudo superável. Até porque depois da conexão do tijuco preto ao capim amarelo no meio da madrugada depois de ter completado 60k com quase 6mil de desnível positivo, eu topava tudo, ou quase tudo. Vieram as cordas novamente mas estas estavam secas e já amanhecia, alivio! Disse ao Gabriel seguir, pois coitado na madrugada correndo com essa louca é demais para uma pessoa. Descida abaixo iniciei um choro de desabafo.
Que experiência!

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Resumindo, ganhei na categoria mas conseguiram dar minha medalha para a pessoa errada, prometeram que iam me enviar por correio (vamos torcer), a foto fizemos com a medalha do master, encontro-me desmedalhada, fazendo a pregação para o santo dos pés e por fim indo lavar muita mas muita roupa! Acredite, é incrível eu sei, mas vale a pena.

Estou procurando o Gabriel Kruschewsky pois devo um agradecimento mais são. Se alguém o conhece, por favor!

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No link, esta disponível o trajeto 3D criado pelo GPS do relógio. Infelizmente configurei errado os dados e ha apenas 60K salvos. Mas com todas montanhas! Confira.

Bom e se você está estudando os tempos, segundo as análises da engenheira aqui, que plotou e fez um cálculo de médias. De 2013 a 2014 os tempos aumentaram em média 3h. E de 2014 a 2015 eles também tiveram um ligeiro aumento em aproximadamente 1h. Ou seja, acredite sempre em murphy, tudo pode piorar.

Grand Canyon

Aos que não sabem o Grand Canyon possui diversas entradas, a mais comum e visitada pelos turistas passageiros é a West Rim por ser a mais próxima de Los Angeles e Las Vegas e é a mesma que possui o SkyWalk, aquela passarela de vidro suspensa.

Eu no caso fui ao South Rim, eleito o melhor segundo o Trip Advisor. Já os americanos elegem o North Rim como o melhor, dizendo que proporciona vistas únicas e foge da grande procura pelos turistas. O North Rim é o com maior altitude e se encontra fechado no período do inverno, meu próximo destino do Grand Canyon.

Bom, retornando ao foco deste post, no caso, o South Rim e suas trilhas. Resolvi escrever pois eu fiquei cheia de dúvidas quando comecei a procurar uma trilha para mim. As coisas não são bem específicas e não temos ideia do quanto é longe o Colorado River bem como a diferença altimétrica do Canyon, e sim se desce bastante, algo em torno de 1500m de diferença altimétrica.

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Eu acabei decidindo ir em Março pois queria visitar San Francisco sem fog, e sim obtive muita sorte. E para completar a sorte peguei neve no Grand Canyon! Digo-lhes que foi algo inédito e valeu a pena.

Para iniciar eu cheguei de avião a Flagstaff, o aeroporto mais próximo, voei vindo de SF e a passagem custou em torno de $100, ela não foi muito econômica, e também não permitia despachar bagagem, havia mais um custo de $25 para cada mala.

Meu voo chegou tarde, próximo da meia noite, e não haviam mais táxis ou sinal de vida. A minha sorte que conheci um casal onde a mulher era brasileira casada com um americano, bom ela me ofereceu uma carona o que salvou minha vida. Portanto, tome cuidado caso chegue depois das 21h porque depois do último transfer realmente não há mais nada no aeroporto.

Fiquei num hotel chamado Little America, muito bom e novamente com um preço bastante acessível, atenção apenas pois o breakfast é a parte.

Contratei um guia que me guiaria nas trilhas, a empresa me buscou em Flagstaff e me conduziu até o Grand Canyon, aproximadamente 2 horas de distância. Na realidade, existem transfer e um trem turístico que lhe porta ate lá, mas como a ideia era iniciar cedo a trilha ele me buscou no hotel às 7h, incluso no preço da trilha.

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O trem no caso se chama http://www.thetrain.com/ e parte de Willians uma cidade vizinha, 20 minutos de Flagstaff.

O transfer é o Shuttle Arizona, este que utilizei para o retorno http://arizonashuttle.com/cities/flagstaff/

Lhes digo que Março foi um mês bom, pois os preços não estavam tão onerosos e as trilhas não estavam cheias, contou-me o guia que na semana seguinte iniciaria o Spring Break e a partir daquela data todas trilhas não seriam mais como aquele momento de paz até a entrada do verão, portanto novamente, sorte. Sim no verão a procura baixa, pois as temperaturas chegam a 50 °C. E apesar de eu ter pego temperaturas no topo de 2°C durante o dia e negativas durante a noite, na caminhada, ao descer, as temperaturas chegaram a 12°C, ou seja, foi super bom.

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A trilha que realizamos se chama South Kaibab Trail, também eleita como a preferida pelos turistas pois desce sempre pelo espigão mantenho uma vista incrível a todo o momento. Porém, a trilha histórica e clássica se chama Bright Angel, ambas se unem no Phantom Ranch que é o acampamento junto ao Colorado River, portanto se você pretende passar alguma noite ou fazer trilhas de 2, 3 dias a ideia seria ir por uma e retornar pela outra. Ou então, seguir toda a própria Bright Angel do South ao North Rim e vice-versa sempre caminhando pelo Bright Angel Creek. Reserve o Phantom Ranch (acampamento) pois ele enche, há também cabanas lá.

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Bom eu acabei realizando a South Kaibab e pedi, implorei ao guia me levar o mais próximo possível do Colorado River, na realidade eu queria ir até a ponte, mas é longe acredite, uns 10km desde o início da trilha. Realizamos uns 8km de descida e consegui observar a ponte e o rio, antes de uma última descida brusca e travessia. As pessoas até se impressionavam que estávamos fazendo tudo em um dia só, a dica seria ir até o Phantom Ranch acampar e retornar no dia seguinte, porém os pacotes de guias não te proporcionam apenas 2 dias de trilha, o mínimo é 3. Mas não há nenhuma dificuldade em planejar sozinho essa trilha, é tudo muito bem marcado, há muitas outras pessoas também realizando, o parque te da um mapa com todas as trilhas, ônibus e informações na entrada. A partir daí depende de cada um, como estava sozinha contratei a empresa All-Star Grand Canyon Tours, o meu guia se chamava Nick e foi excelente pessoa do início ao fim. Fomos caminhando até um um pouco além do Tip Off Point, nossa trilha durou aproximadamente 6h com percurso de 15km incluindo ida e volta (observar mapa abaixo).

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Em anexo um vídeo gerado pelo meu GPS do nosso trajeto .

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Acabei dormindo em um lodge do South Rim chamado Maswik, mais econômico e próximo de tudo. Já o Lodge mais famoso e com o melhor restaurante se chama El Tovar, na realidade você poderá dormir em um e ir ao restaurante do outro, pois não há nenhuma refeição incluída. Todos podem ser encontrados nesse link inclusive o Phantom Ranch:

http://www.grandcanyonlodges.com/

No dia seguinte reservei a manhã para realizar o Rim Trail com a rota do ônibus vermelho, é um ônibus free que passa dentro do parque e te leva em todos pontos da borda do Canyon, reserve umas 3h para parar em todos pontos. Os ônibus passam de 10 em 10min então se você não quiser caminhar entre os trechos não há necessidade.

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Outra curiosidade da região são ou Mule Deer, que é uma mistura de mulas com veados, você os vê solto pelo parque.

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E falando em mulas, você vai os encontrar nas trilhas, cuidado pois eles se assustam! Às vezes estão carregando pessoas, outras vezes apenas equipamentos. Existem histórias de que alguns se atiram das trilhas apenas pelo susto mesmo, então quando os ver, de espaço e não faça movimentos bruscos.

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Respeite a fauna e a flora, e entre em harmonia com a natureza! Até vestígios pre-históricos você verá por lá.

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Grand Canyon é uma maravilhosa aula de Geologia, aproveite!!!

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La Mision – Relato da Prova

Neste último mês de fevereiro estive presente em uma da mais desafiadoras prova da minha vida, senão a mais (até agora). Foram 27 horas non stop em uma prova de semi-suficiência na montanha.

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A prova se chama La Mision é realizada em Vila la Angostura na Patagônia Argentina e tem como desafio a semi-suficiência, ou seja, carregarmos todos nossos equipamentos necessários e obrigatórios além de nossos alimentos e bebidas nessa ultratrail. Para ter uma noção minha mochila pesava em média de 5 a 6kg, dependendo de quanto eu estava carregando de líquidos. Isso porque eu não acampei pois se encontrava mochilas majestosas! Os líquidos eram reabastecidos nos rios, que de desgelo possuíam água potável.

Eu realizei a Half Mision de 80k, mas a prova principal era de 160k. Esta seria minha primeira ultramaratona após uma lesão que tive, portanto comecei com parcimônia!

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O clima estava bastante quente, diferente dos anos anteriores, o ar estava bastante seco e as cinzas vulcânicas estavam bastante dispersas. Ao longo do percurso vi muita gente passando mal, vomitando e desistindo em razão de respirar as cinzas. Uma menina me disse sentir ardência nos olhos já na metade do percurso e logo parou. Não vou negar que isso também tenha me feito um pouco mal, mas meu corpo talvez tenha reagido de uma maneira menos agressiva.
Ao iniciarem a chamada para o check in, na largada, conseguimos entrar rapidamente e nos posicionamos bem em frente! O legal é que aparecemos bastante nas fotos e no vídeo da contagem regressiva.

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Larguei junto com uma amiga que estava fazendo a prova de 160k, e que por sinal era mais forte que eu, mas consegui acompanhá-la nos primeiros quilômetros… quando chegamos ao topo da primeira montanha o Cerro Colorado eu ainda a avistava, mas decidi segurar um pouco o ritmo. Dali comecei a ajustar os equipamentos fazer minha primeira refeição além de  administrar melhor meu tempo, ao fundo se avistava o vulcão Tronador e uma paisagem lindíssima para se curtir uns minutinhos ao menos! Mais uns quilômetros chegavamos ao topo do Cerro Bayo, dali em diante eram só descidas. Quando entramos no bosque, já na base do Bayo, eu encontro um outro amigo meu que me acompanhou por mais alguns quilômetros até o topo do 3 nascientes. Já tinham se passado umas 5h e aproximadamente uns 25km, logo mais ao km 35 separariam os corredores dos 80km e dos 160km, mas até ali aquelas companhias já tinham me ajudado muito e me colocado em um ritmo muito bom.

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Quando separamos entrei no bosque novamente e percebi que de repente a quantidade de pessoas havia diminuído drasticamente, questiono minha posição no posto de controle (PC) e ele me indica que eu estava entre as primeiras posições. De repente eu tiro um gás e aumento meu ritmo até encontrar uma menina que seria a 4 colocada, era uma brasileira! Ela me disse já estar fatigada e que iria parar, insisti um pouco, mas ela já estava decidida, estávamos próximo do 1o posto de abastecimento (Camp), metade do nosso caminho, km43.

Ao chegar logo me disseram que eu estava em 4o e que as 3a e 2a colocadas não estavam longe. Acabei sendo bem rápida para o abastecimento, e enquanto as pessoas chegavam e resolviam deitar, descansar, trocar de roupa…eu segui a diante, “bom vou achá-las”! Era caminho para o monte (segundo eles) mais desafiador: o O’connors, este com maior altimetria acabei sendo avisava que passaria umas 5h sozinha nele, portanto era para me reabastecer bem. Já estava noite e notei dois meninos saindo um pouco à frente de mim, bom não me amedrontei e fui! Sozinha mas fui! Um dos equipamentos obrigatórios era a headlamp que iluminava as marcações como os olhos de gato que te iluminavam a trilha pela noite. Lembro de quando eu subia eu sempre avistava a luz dos meninos um pouco ao longe mas sabia que eles estavam ali… logo quando sai do bosque e olhei para trás vi toda a cidade iluminada, mas a subida mal tinha começado.

Neuquén

Ao subir toda vez que eu erguia a cabeça para procurar a trilha eu via aquela linha de pontos que se confundia com as estrelas, sim eram subidas íngremes que pareciam infinitas…e quando eu achava que tinha superado um pico lá vinha outro escondido atrás. Foram umas 5 vezes que acreditei ter chegado ao topo! Dai eu encontro uma placa! “Jesus te ama” obrigada Jesus então eu já cheguei!? Que nada! Lá vinha outra! Realmente eu demorei umas 3h só para chegar ao topo! Segundo os cálculos então seriam mais umas duas horas para descer. Nisso eu escuto um barulho de rádio, e já era 1h da manhã! Eu sortuda encontrei um controlador no meio da montanha, alguém havia informado que eu estava sozinha e ele então foi patrulhar, desceu comigo por aproximadamente 1h! Foi mais uma das minhas salvações! Conversar com aquela pessoa aquela hora foi maravilhoso! Ele disse que preferiu patrulhar para se manter acordado, além do que as marcações dentro do bosque eram bem mais complicadas de se ver a noite e no fim fiz uma amizade muito boa!
Ele logo me informou ao chegarmos no PC, você é a 3a colocada e a segunda está há uns 30min ela não está bem e você com esse ritmo alcança ela! Quando dizem isso até parece provocação, algo do tipo, corra mais, apesar de já estar 13h correndo, está fácil! Bom passei o resto da madrugada sozinha correndo dentro do bosque, eu só avistava de vez em quando aquela baita lua, minguante, mas enorme, e amarelona! Quando eu achava que estava perdida eu olhava para ela e sabia a direção certa novamente!

A partir daí começou a esfriar, tirei todos os casacos de dentro da mochila, além das luvas e me mantive aquecida até amanhecer! Todo PC que eu passava eu encontrava uma série de pessoas paradas em volta da fogueira, mas parar não era uma opção. Comecei a subir novamente o 3 nascientes e avistei o nascer do dia. As pernas já doíam e eu só pensava em chegar na última montanha para terminar. Quando atingi o Km 70 perguntei ao PC, quantos quilômetros faltam? E ele bem tranquilo me disse “só 12”, ai eu achei que era reta final, e que podia dispender todas minhas energias. Só que não. Quando eu olho eu vejo a última montanha, o famoso Buol. Pra que!? Pensava que só podia ser ignorância dos organizadores aquilo (no bom sentido). Como assim!? Isso não é corrida é escalada! Juro, era uma parede vertical, cheia de pedras soltas, eu nem queria olhar para baixo, minhas pernas estavam travadas, eu tinha quebrado um trekking pole e só tinha me restado o outro. Acabei achando um pau para substituir o segundo e a escalada começou, novamente a cada vez que eu achava que estava chegando, aparecia outra parte escondida dizendo “suba mais”, quando encontrei o PC lá em cima eu pensei, cheguei, mas a inocente sabe nada. Ele me responde “mas un ratito”. Questiono sobre a segunda colocada e ele responde que a segunda era eu! “Quanto mais falta!?” A resposta era foi mais uns 10km. Que!???? Faz mais de uma hora que estou escalando isso!!! Não era possível!!! E enfim continuei escalando! A água tinha terminado, era já meio dia e o calor totalmente escaldante! Pensei naquele momento, por que nenhuma viva alma me contou dessa montanha!? Eu estava já exausta, morrendo de sede e o O’connors parecia carrossel perto daquilo! As pedras continuavam soltas e quando você olhava para as beiradas você via precipícios! Dai pensei: “ah claro agora entendi a função do capacete!”. Claro que isso é uma ironia porque com aquela queda nem se brinca!

Superado o Buol eu via de longe Vila La Angostura, e pessoas!!! Claro estávamos saindo já das montanhas e entrando nos parques, eu continuava a questionar a distância e parecia que ela nunca mudava! Dai a inteligente resolve se perder, nos 5km finais. Pois eu vi alguém se aproximando e não entendia quem era, logo, sem essa pessoa passar por mim eu escuto a sirene tocando… era o vencedor da prova dos 160k, ele chegava junto comigo. Mas espera ai, por onde ele passou? Como ele chegou? Onde eu estava? Perdida claro! Acabei dando um nó nas trilhas e cai na rota do outro lado da montanha, devo ter ganho uns 5km na conta. Se 80k era pouco…bom mas contam as más línguas (outro que se perdeu também) que fomos os únicos a ver uma cachoeira maravilhosa!

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Mas tudo bem quando cheguei meu segundo lugar estava lá me aguardando!!! O intervalo para a terceira era de mais 2h.
Outra vez não nego que me decepcionei na chegada pois achava que por ter me perdido nos quilômetros finais eu seria desclassificada… mas segundo a organização eu tinha passado por todos PC importantes então aquilo não importava.
Há quem questione porque os tempos aumentaram dos outros anos?
Bom eles inverteram a rota e todos tempos sofreram um acréscimo, há quem concorde que o Buol como surpresa final foi o ápice do exaustivo trabalho psicológico ao qual nos submetemos. E uma benção aos tombos na sua descida! Eu não nego que uma hora cai de bunda, sentei olhei para o céu e fiquei viajando…algo do tipo me busquem que daqui não levanto mais!
Mas tudo absolutamente tudo valeu muito a pena, e claro que eu voltarei para os 160k, É CLARO!
Quando eu falo que isso não é só experiência, é vida, é ter histórias para contar, continuam dizendo que não sou muito normal! Mas ao ver essas fotos você também tem vontade de estar lá, você tem!

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Monte Roraima – Versão Português

Monte Roraima

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Tepuy Roraima chamado em espanhol é o mais alto da cadeia Pakaraima de tepuys no planalto na América do Sul.

Tepuys são montanhas de mesa encontradas no planalto do norte da América do Sul, especialmente na Venezuela e Guiana ocidental. Tepuy significa “casa dos deuses” na língua nativa do Pemon, povo indígena que habita a Gran Sabana. A formação geológica é composta de blocos de arenito do pré-cambriano e quartzo arenito que se erguem abruptamente na selva, dando origem a um espetacular cenário natural.

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As montanhas de mesa do parque são consideradas algumas das mais antigas formações geológicas da Terra, que remonta a cerca de dois bilhões de anos atrás. A elevada precipitação promoveu a formação de pseudocarstes e inúmeras grutas, além do processo de lixiviação do solo. Muitas das espécies encontradas em Roraima são exclusivas no planalto. A flora adaptadas às condições climáticas e geológicas, com um alto grau de endemismo, apresentam várias plantas carnívoras, que buscam nos insetos os nutrientes que faltam no solo. A fauna também é marcada por um endemismo afiada, especialmente entre os répteis e anfíbios. Este ambiente é protegido em território venezuelano pelo Parque Nacional de Canaima e no Brasil pelo Parque Nacional do Monte Roraima.

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Seu nome “RORAIMA” consiste nas palavras do idioma Pemon “RORO”, que significa verde-azul e “IMA”, que significa grande, isso se traduziria “Grande verde-azul”, embora a maioria dos Pemones se referem ao Roraima, de nome feminino, como “a mãe de todas as águas” provavelmente devido ao declínio dramático em múltiplas cascatas para baixo das paredes inclusive com maior vazão quando há precipitação pluviométrica. O acesso é praticamente único e parte pelo território venezuelano, que possui 85 % da área superficial do tepuy Roraima. Apesar de você encontrar empresas turísticas nos três territórios, os mais famosos são venezuelanos, que tem como guias os nativos pemon. A diferença entre o tours venezuelano e brasileiro, é principalmente na quantidade de dias. Pois usualmente a venezuela tem 6D, e a brasileira 8D. Uma vez que a área de superfície do monte é enorme, há uma permanência maior em cima tepuy para chegar a lugares como a Proa e a tríplice fronteira.

Fui com uma empresa venezuelana e tive a oportunidade de estar no meio de um maravilhoso grupo de aventureiros. Também fui por território venezuelano. Fiz paradas em Caracas, Puerto Ordaz e de lá a transferência foi de 10 horas por estradas, atravessando toda a Gran Sabana. A travessia foi muito bonita, mas bastante cansativa (incluindo o regresso), mas necessário por este caminho. Se você por acaso for para a Angel Falls, parque canaima e foz do rio Orinoco, este seria o melhor acesso .Mas se você for apenas para o Monte Roraima, talvez o acesso pelo território brasileiro seja menos cansativo, com o aeroporto mais próximo em Boa Vista – 3 horas .

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Iniciando o trekking, no 1º dia saímos de Santa Elena cedo e fizemos uma parada em um duty free por recomendação do nosso guia para a compra de licores e destilados, que nos ajudaria nas noites frias (sim valeu a pena!). Após isso, tomamos a estrada, cerca de uma hora, até que a cidade de Paraitepuy (comunidade indígena) passando por outra comunidade de San Francisco de Yuruani. Chegando em Paraitepuy, ainda tivemos tempo para um pequeno almoço e para fazermos os últimos ajustes antes do início . Neste primeiro dia de caminhada iniciamos descendo de uma altitude de 1200 m para 1000 m no rio Tok, o passeio teve cerca de cinco horas com a travessia de alguns rios. À noite, jantar e pernoite pela primeira vez sob o céu estrelado de La Gran Sabana

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Segundo dia foi perfeito para desfrutar de um passeio pela Gran Savana, que oferece inúmeras oportunidades para apreciar a natureza e para os amantes da fotografia. Subimos até ao acampamento base a 1870 metros, onde tivemos tempo para nós refrescar em um córrego próximo, enquanto os nossos guias preparavam uma refeição quente. Novamente vistas incríveis, inclusive à noite.

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Dia 3: É, provavelmente, o dia mais difícil, mas com certeza o que dá mais satisfação. Começamos a subida passando por inúmeras cachoeiras. Muito importante é ter um bom café da manhã para haver energia para o trekking e então iniciar o ataque ao cume do Roraima. Você passará por debaixo de uma cachoeira chamada “Passo das Lagrimas” principalmente se houve precipitação recente, o cenário é lindíssimo!

Veja o video da cachoeira no link:

LA RUTA HACIA EL RORAIMA

Entramos em uma selva densa, com uma beleza esmagadora e habitat de várias espécies de aves que podem ser fotografadas no local. Ao chegar ao topo, podemos ver formações rochosas extraordinárias como “The Flying Turtle” entre outras. Finalmente, o guia nos  leva  até o nosso “hotel “, como é comumente chamada as cavernas usadas para estabelecer os acampamentos. O Roraima é uma compilação de opiniões surpreendentes e inesperadas (difícil de descrever), muitos se referem a ele como sendo de “outro planeta”, eu cito como um “cenário alienígena”. Além disso há muitos locais extraordinários e singulares, os melhores para se visitar são “The Maverick ” ou ” Chariot ” o ponto mais alto de Roraima, “Vale do Cristal”, a Jacuzzi, “La Cueva Guácharo”, a Janela (La Ventana), “La Catedral” ou ainda mais longe, quanto a tríplice fronteira “Triplo ponto ” entre a Guiana , Brasil e Venezuela e a Proa. No 5º dia, descemos por cerca de sete horas até os rios Tok ou Küken .

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Se pode sempre olhar para trás para apreciar a vista do majestoso Roraima e Kukenan. Esta caminhada está dividida em duas partes, a descida da escarpa até o acampamento base, onde se faz uma pausa com um rápido almoço, e a segunda até o acampamento e travessia dos rios. Um nativo me disse que rio Küken (não Kukenan, transcrição errada) significa sujo devido ao forte fluxo que mistura os sedimentos, na foz do rio, e o monte Kukenan que inspirou o filme de animação Up , é referido o lugar como o monte Matawi-Kukenán (que significa “quer morrer” ou “ponto de suicídio”), um lugar sagrado, pois o monte guarda os espíritos dos guerreiros Pemón, que eram jogados do alto após a derrota para os índios Macuxis nas seculares batalhas pela posse das terras. Esses espíritos, ao serem molestados, desencadeiam sua ira e são os responsáveis pelo desaparecimento dos turistas que ousam enfrentá-lo.

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Sim, a caminhada é possível com disciplina, e capaz para qualquer um que quiser e tentar. Vi senhoras japonesas de 60 anos subindo também, elas me surpreenderam! Os guias aguardam os que chegam mais tarde e sempre possível umas paradinhas para descansar. Melhor cenário impossível! Parei duas vezes nas cachoeiras pelo caminho para um banhinho gostoso. Fora quando descobrimos uma acampamento com cerveja, daí literalmente estacionamos! Havia um menino com lesão e quando ele chegou foi um momento comemorado por todos (afinal de contas o resgate custa U$3000)! Sucesso, se você quiser, você pode!

Chegando ao final, finalmente se encontram bares e bodegas com cerveja bem gelada para se brindar e comemorar mais uma página escrita em nossa história!

Mais imagens podem ser encontradas no link:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.333201356866517.1073741831.328355864017733&type=1

E também a versão em inglês:

https://rxplorer.wordpress.com/2014/12/03/mount-roraima-tepuy-roraima/

P.S.1 Não, eu não encontrei o comendador, só japas em helicópteros. Não, a novela não foi gravada lá, e sim na chapada diamantina. A topografia e a geologia do monte é totalmente diferente de qualquer coisa que você tenha visto ou imaginado, parece que estamos entrando na lua ou marte enfim. Não há diamantes rosas, mas há muitos cristais brancos e transparentes, eles brotam da terra, formam rios, além do jacuzzi! A coisa mais linda! Confira nas fotos!

P.S.2 Para os que desejam, fui com a operadora Araguato Expeditions http://www.araguato.org/ indicada pelo Lonely Planet e Rough Guides eles utilizam os serviços de tour dos Backpackers.

P.S.3 Minha tia me questionou sobre os mini sapinhos… sim eles existem! E são muito pequenos e ficam camuflados na rocha preta, em razão de serem pretos também, todo o cuidado é pouco para não pisar neles, e não são venenosos rsrsrs

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P.S.4 O hostel que fiquei em Santa Elena é Los Pinos, o dono é um alemão, então da para imaginar o capricho!

Verzasca – Bungee Jump de 007 – Golden Eye

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Segundo pesquisas mundiais, foi a melhor cena com dublê da história do cinema: o salto de Bond da barragem Verzasca, de 220 metros de altura, no filme “GoldenEye”. E o pico de adrenalina proporcionado no Lago di Vogorno também é chamado de “salto 007” ou “Bungee Jump GoldenEye”.

Localização da Barragem na Suíça

Localização da Barragem na Suíça

No serviço de Sua Majestade, 007 (interpretado por Pierce Brosnan) mergulhou com uma corda de borracha nas profundezas em apenas 7,5 segundos de queda livre, numa altitude de 220 metros. Somente a barragem possui 380 metros de comprimento e 220 metros de altura, é chamada de Contador, sendo a quarto mais alta na Suíça. Está localizada 470 metros acima do nível do mar na saída para o Vale Verzasca.

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É claro, eu pulei!

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Na época eu era estudante e ganhei um desconto camada… meu acesso à região foi de carro.

Bom, ao me perguntar se eu gostei…eu simplesmente respondo que AMEI!

Ficou curioso? Veja o video:

Você é Dirtbag? Um crescente movimento social

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Um termo que vem assumindo espaço ultimamente, mas que ainda não é bem traduzido para o português: o Dirtbag. O que vem a ser isso?

Bom em 2014 realizei minha segunda trilha em menos de um ano, totalmente autossuficiente e completamente no meio da natureza, com infraestrutura zero. Isso significa sem toilettes, banhos apenas em córregos ou cascatas, o pouso sob a luz do luar e no caso de eletricidade, rede de telefonia ou wifi, nem sonhe.

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Então, antes de eu entrar em detalhes sobre Dirtbags , quero explicar um fenômeno que vejo crescer. Como qualquer grande movimento social, que sempre esteve lá à beira da sociedade. O movimento falo que vou chamar Dirtbaggery, ou como indivíduos, Dirtbags. Definidos no Urban Dictionary como:

Uma pessoa que está empenhada em um determinado (geralmente extremo) estilo de vida, a ponto de abandonar o emprego e outras normas sociais, a fim de perseguir esse estilo de vida. Dirtbags podem ser distinguidos dos hippies pelo fato de que dirtbags tem uma razão específica para a sua vida; dirtbags buscam gastar todos os seus momentos perseguindo seu estilo de vida.

Um empreendimento puramente egoísta, você pode pensar. Não é assim, e eu vou te dizer o porquê. Estes amantes da interminável trilhas de pista simples, de picos de grande altitude, e de sentir o sol em sua pele suada está apenas escolhendo uma vida diferente, não um egoísta, mas candidatos de novos filósofos do nosso tempo.

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Criatividade nasce de um espírito livre e ironicamente estes indivíduos são altamente criativos. Seu tipo de criatividade não pode se conformar com um trabalho moderno ou uma vida monótona. Na sua essência, a vida de um dirtbag é como uma jornada espiritual. Ela busca uma conexão, uma fusão com o exterior e com as mais profundas partes mais poderosas da natureza. A idéia da morte não abranda a busca de um dirtbag, e sim o alimenta. A vida sem viver a sua paixão é na realidade a verdadeira morte.

O que faz de alguém um Dirtbag?

Os principais pontos são:

-A falta de emprego “normal”, ou completa falta de trabalho

-Habitação alternativa

-Mudança de hábitos de mobilidade

-Escolha desse estilo de vida, a fim de gastar mais, ou todo o seu tempo perseguindo sua atividade ao ar livre

-Um extremo (de acordo com as normas sociais) compromisso com a sua perseguição ao ar livre de escolha

Não é necessário, mas comuns traços :

-Extraordinariamente talentoso em seu esporte

-Propensão espiritual para se conectar com outros dirtbags

-Atlético

-Adota visões sociais únicas

-Se eles são empregados são trabalhadores por conta própria ou trabalham em empregos que lhes permitem tempo para o seu estilo de vida escolhido.

-Muitas vezes se tornam mestres em seu esporte / estilo de vida.

-Muitos dos melhores montanhistas, corredores de trail e esquiadores foram ou são dirtbags.

-Não costumam tomar banhos regulares ou seguir outros procedimentos higiênicos normais, enquanto pelo menos estão nas montanhas.

Dirtbags, são os indivíduos que optam por gastar seu tempo em explorar o exterior. Dirtbags vivem o momento presente e encontram formas de passar a maioria dos dias fazendo o que ama. Dirtbags podem ter empregos, e se eles o fazem, o projetam para maximizar o seu tempo ao ar livre.

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Você se identifica?

Eu talvez esteja apenas em um modo de transição, que venho aderindo aos poucos. Acredito que depois de mais e mais aventuras vou aprender sobre essa essência. Mas não sou suspeita em falar que abrir mão de certos benefícios, às vezes, vale muito a pena. Porém, nem todo mundo vai entender este estilo de vida, e isso é OK.

Fonte: Candice Burt