Vest Osprey Dyna Review 6L

Osprey, marca americana e famosa em mochilas cargueiras agora redefiniu sua linha de mochila para trailrunning com seus novos modelos de mochilas Duro (masculino) e Dyna (feminino) já disponíveis no mercado brasileiro. Em 3 tamanhos cada, tanto para homens como para mulheres, as mochilas vem em modelos de capacidade de 1,5 litros (reservatório 1,5L), 6 litros (reservatório 1,5L) e 15 litros (reservatório 2,5L). Algo para cada necessidade, desde corridas rápidas com apenas um pouco de água e um casaco de chuva, como para provas mais longas, ou de autossuficiência.

Em forma de colete “vest” se adapta perfeitamente ao corpo, em tamanhos variados P/M e M/L com cortes tanto masculino como feminino nos modelos indicados.

 

Testei a Dyna 6L cor cinza – modelo feminino.


No geral, a impressão é muito boa, na verdade, Osprey fez algo que nenhuma outra mochila fez, executou uma mochila que mantém tudo preso ao corpo sem balançar, sacudir, machucar os seios, ombros ou então esfaquear as costas.

Estes coletes não são ultralight, mas eles não devem ser. Eles oferecem recursos para pessoas que procuram conforto e estabilidade, juntamente com o conjunto usual de muitos bolsos da Osprey. Se você está atrás de mochilas super light, estas provavelmente não são para você. Por exemplo, a Dyna 6L, pesa 440 gramas. Em comparação ao líder de mercado que pesa 285 gramas. Na minha opinião, a mochila da Osprey é perfeita para corrida geral, conforto e durabilidade.

A Dyna 6 já me acompanhou em diversos treinos e foi a que utilizei na minha meia prova da Lavaredo onde executei apenas 48km. De qualquer maneira, ela agiu perfeitamente para mim. Acesso a inúmeros bolsos, onde guardei toda suplementação mais materiais obrigatórios, o bolso exterior mantinha minha jaqueta impermeável de fácil acesso sem abrir e fechar zíperes, somente preso no bolsão com fivelas. Nos bolsos frontais mantive gel, mariola e rapaduras. Nos dois flasks frontais mantive água e isotônico e mais 1,5L de água de coco no reservatório traseiro. Os materiais obrigatórios ficaram em um do bolso traseiro, no outro menor mantive lenços umedecidos mais outras comidas. Em dois bolsos diagonais das costas mantive os manguitos, luvas e bandana de fácil acesso (para certa elasticidade motora).

Adaptei meus trekking poles da maneira que mais gosto na mochila e ela aceitou perfeitamente. Não balançaram, não sacudiram, não incomodaram e não me machucaram.

Osprey têm qualidade personificada, excelente construção e longevidade. Eles oferecem uma “All Mighty Guarantee” e eles sempre preferem reparar produtos em vez de substituí-los.

 

Pontos Positivos

-Muito bem feito, estes coletes não se desmoronarão em breve. As vezes, acabamos investindo muito em materiais que começam a se desfazer em um ano ou dois….

-Bolsos extra grandes para soft flasks ou para celular/comidas.

-Sistema de fechos sólido e estável.

-Sistema de elásticos frontais seguros e adaptáveis onde desejar longitudinalmente. Eles simplesmente não saltam ou balançam graças à largura do projeto da tira do ombro e ao sistema de tensão. Eles abraçam o corpo.

-A opção de usar reservatório traseiro de água dentro da embalagem (sistema envelope) e/ou apenas transportando soft flasks frontais.

-Três tamanhos para três necessidades muito diferentes; colete de 1.5L para dias minimalistas, um modelo perfeito de 6L para “se você apenas vai comprar um”, e um forte 15L com uma adição de cinto muito apreciada para carregar cargas mais pesadas.

-As mochilas são todas de tamanho pequeno / médio ou médio / grande para ajustar o ajuste.

-Além do meu ponto favorito que é o imã na mangueira do reservatório.

-Reservatório da Hydrapak com mangueira superior à do concorrente.

-A opção de usar (comprando separadamente) os soft flasks (frascos frontais para água ou isotônico) da própria maca Osprey nas opções de 250ml e/ou 500ml.

Pontos Negativos

-Bolsos com zíper em material de malha. Eu aprendi que a malha permite que o suor se mova através dele deixando o sal atrás uma vez seco. Zippers podem aproveitar este sal, pelo que deve ser tomado cuidado para manter as zíperes limpas.

-Fivelas que precisam às vezes serem abertas para se acessar os bolsos traseiros da mochila.

 

Por fim, segundo os seguintes links a mochila foi indicada uma das melhores do mercado

 

http://www.irunfar.com/2016/11/best-trail-running-gear-of-summer-outdoor-retailer-2016.html

 

http://trailrunnermag.com/gear/hydration/womens-specific-running-vests.html

Ficou lindo né!?

Gostou?

Disponível no site da loja AltaMontanha com desconto especial com cupom de minha indicação 😀

https://lojaam.com.br/mochilas/mochilas-para-hidratacao.html?manufacturer=235

 

Confere lá, e me chama!

A Trilha é de Todos

Sem título

Por acreditar no esporte,

Apaixonados pelo mountain bike, vimos o esporte crescer de uma forma monstruosa nos últimos anos, ao mesmo tempo em que esse esporte crescia notávamos que aos poucos ele perdia sua essência, perdia o propósito criado por James F. Scott, pioneiro do esporte nos anos 50.

Iniciamos nossa caminhada nos eventos de Mountain Bike, criando a Bike Time Eventos. Tentando passar aos participantes, o que realmente o esporte representa, abusamos das trilhas, subidas e descidas, mantendo a natureza intacta, pois somos apenas convidados perante sua grandiosidade.

Nossa parceria com Rxplorer – Raissa Zortea se deu por acreditar nos mesmos princípios, entender que #aTrilhaédeTodos, unimos forças e ideologias e criamos o 1º Pedal + Trailrunning região das hortênsias, evento pioneiro no estado, que vai se realizar no dia 24 de setembro de 2017, na Fazenda Sonho Meu na cidade de Canela – RS.

Da mesma forma que o MTB o TrailRunning está atualmente tomando espaço notável no cenário nacional. Pois vimos o corredor Kilian Jornet atingir o cume do Everest sem ajuda de equipamentos e oxigênio, duas vezes em uma única semana. Através disso queremos apresentar que as trilhas são para todas as modalidades!

O Evento contará com apoiadores de ambos esportes, e terá percursos de até 40km dentro da Floresta Nacional de Canela (Flona/IBAMA) percorrendo muitas trilhas dentro apenas de mata nativa.

Contará com:

  • Loja especializada
  • Apoio de motos
  • Pontos de hidratação
  • Seguro do evento
  • Local amplo para toda a família com almoço no local
  • Estacionamento
  • Local para banho
  • Fotos e vídeos com drone
  • Sorteio de brindes (Osprey é uma das apoiadoras)

image1 (5).JPG

Se interessou?

Site para inscrições:

https://www.sprinta.com.br/event/15438776tnHP3d

17657031.jpg

Base do evento:

http://fazendasonhomeu.com.br/

70263160

70263788

 

Não conhece Gramado? Pernoite na Pousada  Sonnenhof com preços promocionais aos atletas – 30% de desconto.

http://www.sonnenhof.com.br/

 

 

46k CÂNIONS

A previsão era de frio, mas o dia amanheceu fresquinho e logo o sol tomou conta.  A geada refletia sobre os campos, aquela imagem que a gente mais gosta de ver nos aparados. A temperatura não podia estar melhor para a região. Aquela brisa gelada num um sol que aquecia. Seriam 16 competidoras femininas e disseram que eu tinha chance de pódio. Mesmo assim fui tranquila, pois minha prova alvo está próxima. O treinador nem sabia, nem tinha autorizado, mas aproveitei a prova para fazer um maravilhoso treino que vingou na classificação geral.

image3 (1).JPG

Largamos dentro dos campos de charco, em 10 minutos os pés já estavam encharcados, lembrou-me muito as provas de aventura. Não existiam trilhas, eram apenas azimutes no meio de muitos campos. Muros de pedra coloniais que deveríamos pular algumas vezes, além de cercas de arame que me tiraram alguns nacos. Um trecho, que juro, assemelhava-se muito a Indomit Pedra do Baú, onde nesta última possuía vários avisos de cuidado com pontos de exclamação; porém nos cânions era apenas um tapinha no ombro e boa sorte. Um ponto negativo é que tive dificuldade em algumas marcações, elas eram um pouco espaçadas e eu míope me guiava por um colega que vestia laranja, usei o Antonio como meu marca trilha, acabei conhecendo ele ali na prova mesmo. Ponto positivo é que haviam staffs até a cavalo, primeira vez que vi isso, adorei!

Em um momento éramos 6 mulheres correndo juntas, mas ao chegar no cânion da Ronda eu continuei e acabei não tendo fotos espetaculares como das amigas que aproveitaram o momento e ficaram por lá. Segui e vinguei uma 3 colocação geral feminina, além de ter corrido com um certo estilo inusitado, no estilo do meu novo patrocinador La Sportiva, investi numa vestimenta a la Krupicka.

i-KFqx7Dz-XL.jpg

image2 (1)

Infelizmente por problemas com parque e comunidade, o Ronda foi o único cânion que passamos. Espero que tudo se ajuste para as próximas edições porque eu estou louca para voltar para ver o Funil e Laranjeiras.

No contexto geral, foi uma ótima prova para ritmar, não passamos por vales ou montanhas para subir, apenas o charco, campos, e o cenário dos aparados da serra; que me proporcionaram uma visão lindíssima da minha terra que raramente aproveito.

image1 (2)

Passamos por produtores de maça que nos ofereceram as frutas durante o caminho (eu fiquei encantada com os coloninhos), passamos por nascentes de rios – gelados, mas de uma riqueza inigualável, atravessamos também esses mesmos rios. E passamos uma boa quilometragem dentro do parque eólico que igualmente é de uma beleza particular.

A prova num contexto geral foi muito boa, claro que precisa ser melhorada como toda primeira edição. É preciso um acerto entre o município que quer o evento, a associação que pediu uma comunicação mais direta, tudo para poder se tornar o que se deseja; nós também desejamos. A própria associação me citou que gostaria de tentar melhorar, vamos torcer. Vou sugerir para o organizador também se aproximar dos jeeps e guias locais.

Agradeço a organização por estar investindo em maiores quilometragem dentro da nossa região, sim precisamos, e sim só crescemos juntos.

Deu ainda para curtir a fauna local e se divertir um pouco também.

image4

Na prova utilizei o tênis Ultra Raptor – LaSportiva, que não deixou a desejar, drenando bem e não escorregando nos limos e pedras.

Agora foco para meu maior desafio que vem em breve.

Meu Eu intransponível 

Por quê? Você já se perguntou? Estou lendo um livro e ele me questiona muitas coisas e uma delas é: “why?”
Por que correr? Por que tanto? É difícil às vezes explicar a razão dessas escolhas. Mas é apenas o momento, a busca de mim mesma. O prazer da liberdade, da vontade de desligar do mundo; é apenas respirar um ar fresco escutando os animais. Você se desconecta e transborda energias boas. Você sente a beleza da vida, da natureza. Ok, mas então perguntam: não bastaria 20k ou 2 horas para já se ter isso? Para alguns talvez sim, mas para mim não; não bastam. É preciso o sacrifício, a dor, a recompensa. O sentimento de surperação. De que você venceu uma barreira talvez intangível. 

Como eu sei que não sou boa o bastante para ganhar uma corrida eu me exijo na superação de distâncias cada vez maiores. 

Desejos de cada um. Quando o 42k me satisfez, fui para o 50 e para o 80 e assim por diante. Estou chegando nos 120 e não pretendo parar por aí. Também não quero extrapolar. Talvez eu esteja, mas apenas quero encontrar a mim mesma. 

Este final de semana vi muita gente top competindo e arrasando, desta forma penso: o que resta para mim? Um ser ínfimo! Apenas a ser certeza de estar fazendo algo que me realize e que me torne feliz. Nada a mais, nada para ninguém. Apenas para eu me sentir uma pessoa mais capaz. Sentir que vou ao encontro de algo, e não simplesmente vivo. Esse é o meu porquê, tentar atingir o meu intransponível. 

E os comentários não bastam: “mas você reclama, tendo tudo!” Infelizmente existem pessoas que não se satisfazem com o necessário. Eu sou uma delas, e tenho certeza que a maioria dos corredores de longas distâncias são assim também. 

Eu na busca do meu eu intransponível.

Técnicas mentais para Ultramaratonistas

Correr uma ultramaratona é só se preparar fisicamente? Não mesmo, você também precisa se preparar mentalmente! Não importa o quão duro você possa treinar para a sua ultramaratona, treinamento mental é também importante. Se a sua mente não está preparada para o que está à frente, seu corpo também não vai estar.

Aqui, então, estão algumas técnicas mentais que me ajudam quando a competição começa a pesar. Eu acho que elas se aplicam a qualquer distância, seja no seu primeiro 50K ou a sua enésima 100 milhas. Talvez vocês já empregaram algum destes. Espero, no entanto, que pelo menos um de vocês possa sair com uma nova ideia para o também enfrentamento mental.

Você é sortudo

Começo com esta estratégia, acredito que produz os resultados potentes. Que maravilha é estar correndo no meio dessas montanhas! Não tem seu estimulo? Não é compensador? Quem mais teria aquela visão deslumbrante se não estivesse competindo dentro dessa prova?

Muitas pessoas nunca terão a oportunidade de explorar as remotas montanhas, prados, cumes, e lagos que vemos durante as ultras. Alguns são fisicamente impróprios, outros sobrecarregados com afazeres, trabalhos ou até mesmo sem condições financeiras de estar ali. Então simplesmente eu penso em não desperdiçar essa oportunidade.

Durante seus piores momentos de qualquer ultra, diga a si mesmo estas palavras: “Eu sou sortudo. Eu pago dinheiro para fazer isso. Estou em um dos mais belos lugares do mundo, e eu sou um dos poucos afortunados capaz de experimentar isso “.

Funciona para mim. Principalmente quando deixei de estar presente em outros eventos tão importantes quanto por optar estar ali.

Break Down the Numbers

Olhando para os números durante uma ultra, isso pode fornecer um impulso súbito ou frustração instantânea. Para garantir a primeira opção, eu faço os números se tornarem algo positivo. Eu tento nunca, nunca olhar para um marcador de quilometragem e pensar: “Recém aqui?” É um processo mental que me faz sentir desanimado e cansado. Em vez disso, eu digo: “Só mais 10 quilômetros para o próximo PC!”, Ou “Eu já terminei um terço da corrida!”

Eu quebro a corrida em pedaços gerenciáveis, a fim de olhar para o meu progresso de uma forma positiva. Principalmente por decorar trechos, ou pontos de corte, então penso até o próximo posto.

Recompensa

O exercício físico é toda sobre a recompensa. Eu penso sobre a fatia de melancia esperando por mim no próximo PC ou na  tão sonhada coca-cola. “Apenas 10 mais até chegar para mudar as minhas meias”. Olhando para a frente para a próxima coisa pequena em um longo prazo ajuda a me manter em frente.

Distrair

Quando tudo mais falhar, eu tento esquecer que eu estou correndo. Eu faço muitas das minhas corridas pensando nos sonhos próximos. Se eu não sentir vontade de falar (sozinho), eu canto mentalmente.

Confiança e determinação irá levá-lo longe na vida, especialmente quando você está fora das trilhas. Quando seu corpo está à beira da desistência durante uma corrida desafiadora, sua mente é a única coisa que pode mantê-lo ir. Lembre-se porque você está onde você está, e o que você veio fazer. Lembre-se o quão duro você trabalhou para chegar lá. Agora lembre-se todos aqueles que acreditaram em você. Deixe essa positividade guiá-lo, enchê-lo com confiança, dizer a sua mente o que você pode realmente fazer.

Assim, em sua próxima corrida, quando você estiver sentindo que tudo está contra você, olhe para dentro de si mesmo. Encontre a sua motivação, o que impulsiona você, e deixe levá-lo o resto do caminho.

 

Call for Comments

Eu adoraria ouvir suas respostas deste artigo. Acho que podemos aprendermos uns com os outros. O que funciona para você?

 

Fontes:

http://www.irunfar.com/2010/07/mental-approaches-to-ultramarathons.html

https://www.runtastic.com/blog/en/guest-bloggers/ultra-marathon-mental-training/

Desabafo de uma corredora

Nao sou filha da montanha, nem nunca pertenci a ela, não treino “sem fingimento”, nem com brutalidade, pelo contrário, estou tentando sair de um processo de overtraining, não sou feia, nem diva, nasci em uma cidade situada ao nível do mar, cresci num apartamento e subia apenas algumas árvores do bairro, já era hiperativa e já enlouquecia meus pais querendo entrar mar a dentro a partir dos meus 3 anos. Treino conforme o meu corpo e minha experiência permitem, talvez eu tenha até ultrapassado algum limiar ultimamente. O ponto que quero chegar é que sou a pessoa mais normal desse mundo. 

Agora, há tantas futilidades que a rede social te faz acreditar. Ela expressa o ego e as desculpas de alguns, e não é porque aquela pessoa age daquela forma que você precise também agir. Siga seu coração, fuja de hashtags da modinha, de aplicativos ostentação. Você tem sua personalidade própria e é isso que te faz ser tão especial. Siga seu instinto! Não nos calemos para os nossos desejos! A vida é curta demais para tentar impressionar os outros. Já corri muito através dos olhos de uma câmera mas hoje em dia eu noto que vale muito mais a pena assistir a paisagem através dos meus olhos, porque essa memória ninguém apaga e não é necessário nenhum backup. 

Por fim, às vezes a cabeça é quem melhor devemos ter treinado para algumas competições, ela manda no corpo e é você quem manda nela!

Boa sorte e bons treinos! 

Segredos do STRAVA

O corredor viciado, hoje em dia, não abre mão nem do aplicativo para correr junto, e no meu caso esse aplicativo é o STRAVA.

O que eu gosto do STRAVA é que ele pode ser sincronizado automaticamente com seu relógio, independente da marca, poderá criar grupos de discussão, eventos, segmentos, recordes, planilhas de desempenho, cuidar quantos kms seu tênis já realizou, etc.

Sim vou ensinar como fazer tudo isso.

Iniciarei ensinando a sincronizar seu relógio ao STRAVA, assim toda vez que você colocar seus treinos no seu Garmin Connect, Movescount automaticamente o STRAVA puxará também seus treinos.

Primeiramente você entrará no site via computador www.strava.com, após login procurará no canto direito superior um símbolo de mais (+), clicando ali haverá “carregar atividade”, como mostrado na figura a seguir.

mais

Após entrar no device upload você verá os 8 diferentes dispositivos que poderão ser sincronizados, escolha o seu, entre com seu login e pronto, dali em diante tudo irá automaticamente.device

A coisa que mais adoro no STRAVA são os segmentos, através dele conseguimos ver o tempo decorrido durante o percurso e ser qualificado em uma espécie de ranking, também podemos acessar através de uma planilha como nos comportamos ao longo do tempo observando nosso progresso.

f3 f4 f5 f6

Bom e se você quiser criar o seu próprio segmento ou rota?!

É interessante você correr o tal percurso e rota e a partir da atividade feita exportar a partir dali.

Dentro da sua atividade, você clicará na chave de fenda e então em “criar segmento” ou “criar rota”.

f7

Você entrará num modo de editar seu trecho

f8

Selecione e pronto, prossiga. É importante observar a caixa de “tornar o segmento privado” caso você queira apenas para você ou compartilhar com seu grupo de amigos, desmarque a caixa.

Por final, você pode ingressar em clubes e dentro deles também participar de um ranking de treinamento, onde indicará o quanto cada corredor fez durante a semana, o pace médio e a altimetria acumulada

f9

Por fim, você poderá controlar seu “produto”.  Adicione o produto como sua bicicleta ou tênis. Edite a atividade selecionando o produto que utilizaste para realizar a atividade conforme figura. Assim ele controlará a quilometragem realizada por cada produto para sabermos ao fim quando precisamos investir em um novo

f10

Boas corridas!

Visitando Bonito/MS

IMG_3620e

Bonito é um destino que agrada gregos e troianos, sua beleza da mais selvagem, aventureira e familiar tem doses para todas as idades. Tem passeio para todo mundo. Outra coisa que impressiona é a quantidade de estrangeiro, aliás mais estrangeiro do que brasileiro. Conversando com um local este me citou que muitos vêm por Corumbá após visita pelo Peru e Bolívia. Também me explicaram que o mapeamento da área foi feito por um francês e por isso a fama difundida na Europa e a quantidade absurda de franceses pelas ruas.

Bom eu voei até Campo Grande pela Gol, no retorno utilizei o único voo sem mudança de aeronave até Porto Alegre, “apenas” com duas escalas, uma em Maringá e outra em Curitiba, o que evitou transtorno com conexões, mas confesso que foi talvez mais cansativo que da ida onde fui com conexão por SP.
Se você tiver mais sorte há também voos pela Azul até Bonito quartas e domingos. O que evita um transfer de 4 horas entre as mesmas cidades. Digo sorte pois os preços não são tão camaradas então é bom ficar de olho para encontrar algo viável. O transfer via Campo Grande também tem um custo de R$ 100,00 por trecho, portanto compute esse valor. Ainda mais econômico que o transfer é um ônibus semi-direto de apenas 6h!

Chegando em bonito eu fiquei no Bonito HI Hostel, muito bom mas com um porém, a distância. Fica uns 25 min a pé do centro – 15 quadras, sendo que há ainda outros dois hostels e diversas pousadas bem mais centrais. Mas honestamente conheci muitas pessoas por lá, e não tive do que reclamar. Uma francesa que conhecemos ficou no Papaya, 4 quadras do centro, o elogiou também. Há ainda o Ecological hostel umas 7 quadras do centro. Importante isso pois tudo é a pé dentro da cidade.

As reservas eu fechei com a Bonitour, excelente empresa aparentemente a mais forte da cidade, super organizada e totalmente pontual, até demais! Nosso motorista Junior era uma pessoa excelente, brincalhão e dizíamos que estávamos no Safari ecológico pois qualquer animal que ele avistava nos mostrava da van: tatu, tamanduá, seriema, etc. Inclusive como eles, os locais, já até sabem onde os animais estarão, comentava que já tinha até respondido o WhatsApp para o tamanduá nos encontrar. Acostume-se os locais são muito brincalhões, tudo é piada, crie o filtro e não saia acreditando a toa, porém se divirta.
A escolha da empresa é talvez gosto, pois os preços dos passeios são todos tabelados, não haverá mudanças, o máximo para se negociar é no transporte. Através desse link você pode consultar os preços da baixa temporada que está terminando agora dia 9 de julho.

https://bonitour.com.br/

Vou dizer que não errei em ir em junho, talvez tenha sido sorte, mas apesar dos preços mais baixos, os hotéis mais acessíveis, peguei ótimos dias e qualquer problema que eu havia, para trocar de passeios era tranquilo em encontrar vagas em outros horários. Sim a Bonitour cansou de modificar a minha agenda, todo dia a Raissa tinha alguma ideia genial! Todos já me conheciam: Duracell.
Ocorreu pois eu desconhecia alguns passeios por exemplo da Lagoa Misteriosa, esta que é aberta para visitação somente no inverno, uma vez que algas crescem no período do verão. Uma colega de tour me comentou e disse: vá sem falta! E lá fui eu.

IMG_6247

O interessante é escolher um tour de cada tipo. Um de trilhas e cachoeiras, um de flutuação, um de boia ou arvorismo, etc. Caso goste repita, mas as opções são milhares!

A minha lista foi:

– Boca da onça trilhas e cachoeiras com rapel.
– Abismo anhumas, rapel e flutuação
– Rio da prata com flutuação
– Mergulho na lagoa misteriosa
– Pantanal – Fazenda San Francisco
– Observação da lagoa da gruta azul
– Passeio de bote

Consegui fazer um pouco de cada, e ver as diversas fazendas. Ainda muito elogiado é a flutuação no rio sucuri, trilha e cachoeiras da lagoa mimosa e o buraco das araras.
A maioria dos passeios são em propriedade privada, e algumas pertencem ao mesmo dono como rio da prata, lagoa misteriosa, buraco das araras e estância mimosa.
Alguns têm grau de dificuldade alto, como o abismo anhumas mas se você acha que consegue e por algum acaso algo lhe ocorra, não se preocupe, eles te rebocam rapel acima.
Então iniciei com a observação da gruta lago azul, uma das únicas áreas pertencentes ao município, lá você terá uma verdadeira aula de geologia, mas bastante interessante. A tarde fui no passeio de bote, bastante tranquilo, o interessante que como era inverno as sucuris estavam penduradas nos galhos das árvores, vimos 3. Uma filmei e está no vídeo a seguir.

No segundo dia fui até a boca da onça, tem esse nome pois na cachoeira, maior do estado do MS, está desenhada a face de uma onça, de boca aberta. Você pode fazer o rapel em conjunto, caso queira decidir na hora, pode se comprar lá mesmo. Senão, sem rapel, o custo do passeio se reduz consideravelmente.
Eu fiz, é legal, mas a desvantagem é que você precisa fazer em conjunto com alguém, se estas sozinho irá com um desconhecido, que talvez atrapalhe um pouco sua visão. O rapel pode ser observado no video a seguir.


Há diversas paradas para banho durante a trilha, primeiro na própria cachoeira da boca da onça, ponto de água mais gelada, depois em uma mini praia de cascalhos, seguindo outras diversas cascatas. Ponto alto para o buraco do macaco e poço da lontra. Ambas com passagens subterrâneas para cavernas. É uma surpresa, mergulhe.

GOPR2113e
Para o terceiro dia eu tive abismo anhumas, esse é um dos carros chefes de bonito, meu irmão que visitou há mais dez anos atrás já havia feito esse passeio, quando bonito ainda não era essa Bonito. Você desce inicialmente um rapel de 73m, em uns 5 minutos você estará lá embaixo. Uma caverna com muitas formações geológicas, novamente estalactites e estalagmites, as pirâmides, cortinas entre outras formações que serão explicadas em um breve passeio de bote. Não há vida animal lá embaixo, porém encontram-se ossadas de animais que caíram. Após o bote, prepara-se para o mergulho. Se você possui curso de mergulho pode fazer o cilindro, mas não vejo vantagem, é bastante caro, um ambiente escuro e novamente sem vida animal. Eu fiz a flutuação que já lhe dá visão completa da gruta. Bom após toda visita devemos subir o rapel de volta, na realidade para mim esse foi o ponto alto do passeio. Sim, o esforço físico será o maior que irá realizar em todos os passeios. A subida dos 73m dura em média de 20 a 30 minutos. É uma sequência de legpress continua o que exige bastante da força abdominal. Cansa. Mas parece que por ser mais lento você curte mais o visual, presta mais atenção em detalhes e inclusive no reflexo da coloração do lago.

IMG_3710
Para o quarto dia tivemos flutuação do Rio da Prata e mergulho com cilindro na Lagoa Misteriosa, ambos ficam dentro da mesma fazenda, bem como o Buraco das Araras, portanto é fácil combinar esses passeios no mesmo dia.
Sobre o Rio da Prata, bom: espetacular. Flutuação naquela água cristalina com temperatura de 25 graus. Vi dois cardumes sendo um de pacu e outro de curimba. Fora isso você verá muitas piraputangas, dourados, piau das três pintas, lambaris, etc.

GOPR2444eGOPR2517e
Pela tarde mergulhei na Lagoa Misteriosa, misteriosa pois até hoje se desconhece a profundidade dela. Um mergulhador entrou na gruta e chegou ao máximo de 220m de profundidade.
Bom e lá vamos nós naquele azul profundo, de novo sob o mesmo efeito do magnésio e cálcio que precipitam a matéria orgânica e mantém a água cristalina. Além o espectro azul ser a onda curta primeira a ser refletiva pelas moléculas de água. No fim, a sensação é que ao flutuar você esteja voado se observares de dentro da lagoa.
Por lá verás também o peixe muçum que parece ser uma cobra.

Confira no video.


Ao fim encerrei com um último passeio pelo pantanal sul-mato-grossense. Apesar de ser 2 horas longe de Bonito, as atividades fogem do padrão e são bastante divertidas. Pela manhã há um passeio para registro fotográfico dos animais. Gaviões (belo, fumaça, carijó), garças, tuiuiús, soco-boi, curicaca, tucanos, araras, sucuri, cervo do pantanal, capivaras, jacarés e ainda tivemos a sorte de ver uma ave rara a garça azul, coitada sendo perseguida por um gavião. Resumindo, um currículo enorme de animais. E sem cansar a tarde ainda vimos uma família de ariranhas. Pois bem, à tarde o passeio foi em uma chalana no rio Miranda. Lá realizamos a pesca de piranhas, acredite eu consegui pesca, com uma vara artesanal, e após perder uns vários peixes consegui fisgar a piranha. Essa com outras pescadas por nós, realizamos uma atividade para atrair outros animais, como o Gavião belo que comeu duas, uma garça é um jacaré. Realmente bastante interessante, uma vez que a garça nos circulava há horas já sabendo do seu prêmio.

FullSizeRender (1)

No video a seguir, a brincadeira do jacaré com a piranha.

Fora isso fomos também na fábrica de cachaça Taboa experimentar os 20 tipos de cachaça da marca. Mas, sem dúvida a melhor é o tradicional que pode ser encontrada também no bar na avenida principal, onde ao som de uma musica ao vivo ha janta e petiscos. O interessante da fábrica foi ver o artesanato por eles produzidos, mas a um custo de visita de R$ 35,00.

IMG_3745IMG_3738

Eles te darão um pedaço de argila para fazer sua própria arte e então pendurá-la na parede como marca da sua visita, no bar as pessoas assinam por tudo ao invés, na parede,  nas cadeiras inclusive, no chão.

Nossa marca:

FullSizeRender

Outro restaurante recomendável é a Casa do João, eleito o melhor do centro-oeste, com comidas típicas também oferece cerveja artesanal de mandioca.
O que dizer, sai de Bonito totalmente satisfeita.

O que faltou fazer? Bom, faltou eu tomar a tal de Tubaína que me prometeram no Abismo rsrs, fica para próxima visita ao Mato Grosso do Sul ou por onde existir…

Bom não poupe energia por lá, é compensador. Se abra para conhecer as pessoas, a oportunidade é fácil e fiz amizades maravilhosas.

Bonito é beleza, é Brasil.

Cascata Boca da Onça

Cascata Boca da Onça

Deseja ver mais fotos? Acesse esse link

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.434261566760495.1073741838.328355864017733&type=3

Relato Half Mision Brasil

O que dizer do Half Mision Brasil? Prova dura, duríssima. Corro há uns 10 anos e nunca tinha me emocionado ao completar uma prova. Nem quando realizei minha primeira maratona ou primeira ultra ou quando voltei da lesão do joelho. Nada fez eu me emocionar como nesse final de semana. Chorei por uma vitória do corpo e da alma, transcendi. Talvez seja exagero, mas vencer a si mesmo é uma das maiores felicidades que conseguimos assumir em vida. Infelizmente a prova pecou em alguns sentidos, mas mesmo assim nada abalou, não a mim.

edit6
Largamos com um percurso em mente e no fim por alguma distração dos staff realizamos outro, o que colocou meu planejamento de água literalmente na catástrofe. Isso ocorre pois é uma prova de semi-suficiência e temos que administrar tudo que necessitamos como a coleta de água nos córregos, alimentos, etc. Tudo deve ser bem planejado para poupar peso. E com a mudança brusca de trajeto, descoberta durante a corrida, não me duraria água a partir da bifurcação modificada. Poupei o máximo possível e por sorte do clima fresco consegui fazer durar o máximo possível.
Enfim, largamos sentindo Refúgio por uma estrada de chão por 12k até entrar no parque, a partir dali subimos o parque do refúgio Serra Fina em meio a um bosque e um digno lamaçal. Havia chovido muito nos dias anteriores então atrito definitivamente não teríamos pela frente. Já no bosque se iniciou as dificuldades, pois as trilhas começaram a trancar e a galera patinava ao subir. Presenciei alguns strikes. Desde ali notamos que os pés ficariam encharcados toda prova. Meus pés terminaram destruídos.

Mais em frente chegávamos ao capim amarelo com algumas cordas para “escalarmos”. Essa coisa de corda definitivamente não é a minha praia. Subir não era tanto o problemas mas mais pela frente eu saberia que teria que descer…
Então no pico do capim amarelo finalmente vimos o famoso capim amarelo, oh praga! Elevava todo lençol freático e transformava o solo num banhado. Era um banho de lama e obviamente depois de alguns tropeços eu virei marrom de sujeira, uma hora não vi um buraco e fui totalmente engolida. A trilha continuava em meio dele como um labirinto, era tão alto que eu ficava totalmente tapada, era uma caça às bruxas, e encontrar o trajeto manuseando o capim era corte das mãos na certa, portanto eu parecia uma cega tateando a trilha com os trekking poles. Baixei o ritmo e comecei a ter atenção na trilha, lama, capim, marcações…muita concentração. A partir da travessia da serra ainda se via gente, juntei-me a uma série de pessoas, conversávamos, trocávamos experiências, fotos, clima extremamente gostoso e que vista! Estou até agora tentando descobrir quem eram aliás. Notei que algumas pessoas retornavam naquele momento, eram do trajeto dos 40K que haviam entrado na nossa rota e errado caminho, que pecado!

Perto das 17h percebi que estava próxima do pico da pedra da mina e iria conseguir realizar o desejo de ver o pôr do sol lá do alto aos 2.800m, 4a montanha mais alta do Brasil!
edit3

Alimentei-me, abasteci-me e segui ao ataque da montanha. Não podia ser mais perfeito, cheguei lá em cima bem no momento onde o sol coloria o céu!

edit5

Assinei o caderno do cume registrei mais alguns momentos.

edit

Continuei seguindo a descida brusca até o paiolinho, já partir dali sozinha, estava bem e extremamente empolgada, acelerei meu pace e ritmo caindo mais uns bons tombos. Encontrei muitas pedras soltas, grandes, inclinadas, beiral abaixo e imaginava se eu conseguiria subir aquilo no sentido inverso, mal imaginava o que viria pela frente.

Chegando ao paiolinho encontrei muitas pessoas, tomei alguns sustos com as fotos no escuro, socializei com alguns dogs, eram 11h de prova e 32k percorridos, deu para se abastecer, relaxar e seguir adiante.

1656213_497019500456316_1844028776539446593_n
No trajeto do paiolinho para o Ibama tínhamos outra estrada de terra agradável para corrermos, e segui forte.

Bom estávamos em Minas Gerais no mês de junho no fim de semana de São João. Adivinha? Avistei de longe uma festança! Cavalos estacionados, povo vestido de caipira, música, bebidas, fogos… Já era 23h e a vontade era de parar e ficar por ali mesmo, calibrando, mas me foquei e segui adiante. Passei pelo Ibama e subi a mata sozinha, já um cenário diferente, mata fechada algo um pouco sombrio. De repente vejo ao longe uma luz piscando forte me chamando. Era um grupo de jovens que acampava pela estrada e me auxiliaram indicando a rota. Aplaudiram, elogiaram e deram mais força para prosseguir! Só que me disseram que em 30 minutos encontraria o próximo PC (casa de pedra), encontraria de carro de certo, porque levei 1h30!

Na casa de pedra esperançosa por uma companhia encontrei um cara passando mal e vomitando, triste ilusão, aguardei um pouco e resolvi continuar sozinha seguindo as orientações do staff.
Então até a subida do tijuco preto eu ainda estava muito bem obrigada. As pessoas começaram a desistir em peso desde o paiolinho e Ibama (metade da prova), já que ali era a última saída, ou vai ou racha, e não se via mais uma viva alma por perto. Sim a desistência foi de 40% no geral, no feminino de 50% bem como no nosso grupo de amigos.
Iniciei minha subida, forever alone, realmente complicada mas até ali palpável. O staff da casa de pedra havia me dito, atenção lá em cima as pessoas estão se perdendo e me indicou o que fazer mas parecia uma prova de orientação. Em vista disso acabei perdendo muito tempo em um ponto pois faltavam indicações, eu não sabia para onde ir e o staff do tijuco não estava na sua barraca, eu urrava para as montanhas “alguemmm” e não recebia nem um assobio do vento de volta. Vi uma corda para descer no meio da lama toda embarrada e minhas pernas e mãos pequenas me indicavam suicídio ali, era umas 2h da manhã e pensei em parar e aguardar alguém, mas por sorte outro perdido apareceu do além, ele também não sabia se estava no local correto, sorte minha que já há horas estava aflita, mas teimosa em aguardar. Queria agradecer muito ao Gabriel que me aguentou por muito tempo inclusive quando comecei a pirar. Eu estava delirando tanto que insistia que não queria ir para São Paulo, que eu iria ficar por ali. Bom não tinha para onde voltar, para o meio da montanha novamente!? E sim o filo da montanha era a divisa entre estados, querendo ou não tinha que ir até SP. Ele insistia, vamos Raissa. Crucial, devo a ele também. Quando chegávamos nas pirambeiras, escarpas lisas de 4 metros no meio da lama lisa eu ficava muito agoniada pois era extremamente complicado de subir e descer, se ele alto esguio sofreu imagina o tanquinho aqui. Meus joelhos estão roxos porque minha alternativa era ínfima, eu acabava me agarrando em galhos arrastando o corpo pedra acima, e na maioria das vezes me apoiando nos joelhos. Ainda inseguros do caminho que estávamos seguindo, madrugada a dentro, eu e Gabriel víamos as luzes ao longe dos outros corredores seguindo nossa trilha. O jeito era continuar, se por acaso estivéssemos errados carregaríamos um povo conosco! Que maravilha hein. Sabíamos que deveríamos ir ao capim amarelo e este estava a 2.400m e nós nos encontrávamos a certa altura em 2.200m continuando a descer se iludindo que estávamos seguindo algum filo. Segundo o mapa deveríamos seguir uma mesma cota, mas não, era pirambeira abaixo e acima em várias sequências. Quando chegamos novamente ao capim amarelo, fechando o giro, e eu vi finalmente o staff dei um grito de felicidade, sabíamos que tínhamos ali concluído a prova, por outra benção divina presenciei o nascer do sol de lá.

edit2

A partir daquele momento eram “somente” mais 15k de decidas, com algumas surpresas, mas tudo superável. Até porque depois da conexão do tijuco preto ao capim amarelo no meio da madrugada depois de ter completado 60k com quase 6mil de desnível positivo, eu topava tudo, ou quase tudo. Vieram as cordas novamente mas estas estavam secas e já amanhecia, alivio! Disse ao Gabriel seguir, pois coitado na madrugada correndo com essa louca é demais para uma pessoa. Descida abaixo iniciei um choro de desabafo.
Que experiência!

edit4
Resumindo, ganhei na categoria mas conseguiram dar minha medalha para a pessoa errada, prometeram que iam me enviar por correio (vamos torcer), a foto fizemos com a medalha do master, encontro-me desmedalhada, fazendo a pregação para o santo dos pés e por fim indo lavar muita mas muita roupa! Acredite, é incrível eu sei, mas vale a pena.

Estou procurando o Gabriel Kruschewsky pois devo um agradecimento mais são. Se alguém o conhece, por favor!

IMG_3503

No link, esta disponível o trajeto 3D criado pelo GPS do relógio. Infelizmente configurei errado os dados e ha apenas 60K salvos. Mas com todas montanhas! Confira.

Bom e se você está estudando os tempos, segundo as análises da engenheira aqui, que plotou e fez um cálculo de médias. De 2013 a 2014 os tempos aumentaram em média 3h. E de 2014 a 2015 eles também tiveram um ligeiro aumento em aproximadamente 1h. Ou seja, acredite sempre em murphy, tudo pode piorar.

Islas Ballestras – Peru

Olá aventureiros!

Esses dias estava conversando com um amigo que veio inusitado contar-me sobre um programa que ele havia assistido. Era sobre a colheita do Guano no litoral do Pacífico.

IMG_766308 SAM_0754

Aos que não sabem o Guano é o dejeto de aves que se acumulam na região pela falta de chuva e desertificação. Bom esse guano há anos é comercializado pois funciona como um excelente fertilizante, e graças a sua comercialização o Peru conseguiu pagar sua dívida externa. Antigamente essa extração era realizada em peso nas ilhas Ballestas, e exatamente por ser um grande habitat de colônias e enorme fauna, já que o animal costuma retornar ao seu ninho parar ocular seus futuros filhos, tal extração foi regulada pois estava extinguindo os animais. Atualmente as ilhas funcionam como um santuário marinho, protegido, e na minha opinião de visitação obrigatória pelo Peru.

08 SAM_071308 SAM_0746

Existem vários operadores locais, pesquise no TripAdvisor, estes lhe portam para os passeios chamados: Ilhas Balestras e a Reserva Nacional de Paracas. Um passeio você faz pela manhã e o outro pela tarde. É uma região bem desértica por isso aconselho fazer um bate e volta de Lima. Existem ônibus leitos superconfortáveis que fazem esse trecho. Eu tomei o ônibus chamado Cruz del Sur, saímos as 3h45 de Lima e chegamos as 07h45 em Paracas. Para a volta o mesmo, saímos as 18h e chegamos as 22h30. Os guias locais lhe buscam na rodoviária, e não se preocupem, da sim um medo ao chegar, a rodoviária parece uma cabana de palha no meio do nada. Bom você estará no meio do deserto.

No passeio das Ilhas Ballestas você vê o candelabro, com 170 metros de comprimento e 60 centímetros de profundidade no solo, é uma marca no solo parecido com as linhas de Nazca, segundo os guias locais serviam para orientar na navegação, uma vez que outras marcas parecidas foram reconhecidas já na região. Mantem-se ainda intacta graças a falta de chuva e desertificação.

08 SAM_0705

Mais um pouco de navegação se chega às ilhas. Área de proteção ambiental abriga 200 espécies de aves, essas as produtoras do Guano. Além de pinguins, lobos marinhos e muitos outros animais. Tive a sorte de ir na época do nascimento de novas espécies de lobos marinhos.

08 SAM_0714

As pontes de ligação entre as ilhas são os resquícios da época da extração.

08 SAM_0751

Ao retornar, você chega ao porto de Chako. La encontrei um pescador que parecia ter um Pelicano de Estimação, encantei-me.

08 SAM_0811 20140102_152414-1-1

20140102_152417-220140102_152326-2

Dali partimos para o segundo passeio, dentro do Parque que na realidade é a continuação do deserto de Atacama dentro do território Peruano.

08 SAM_0776

Paracas significa na língua indígena Chuva de Areia, em razão do vento agitar a areia. Há a presença de flamingos em época de migração e praias que contrastam a areia colorada com o azul do mar.

ad753f04_original photo-3

Proteja-se, pois o sol é bem quente e forte. Leve uma roupa de banho você terá a oportunidade de se banhar nas praias. Também haverá a oportunidade de almoçar por lá também, dentro do parque existem restaurantes de pescadores de 40 anos de tradição, uma vez que os mesmos se instalaram antes da reserva ser protegida. Aproveite e coma o famoso ceviche, os peixes são frescos e da própria baía.

08 SAM_0794

Se você quiser permanecer por lá, também existem hotéis, um pouco salgado. Próximo aos hotéis você verá a pratica de windsurfe. Portanto, há programa para tudo quanto é tipo de gosto.