E vamos para Lavaredo 2018!

 

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Com muita gratificação, recebi o convite para retornar para a Lavaredo Ultra Trail (LUT) em 2018! Convite veio do Diretor Geral, que me cedeu a inscrição para talvez eu poder ter uma nova chance! As provas nem sempre são perfeitas, mas quantos de nós temos a chance de um convite desses? Então, a decisão foi aceitar, com certeza.

Aos que não sabem do histórico, parei em uma ambulância com forte dor no ventre no quilômetro 45 e fui retirada da prova por um errôneo diagnóstico, que talvez tenha sido, de certa forma, a melhor solução; sempre é! Importante é acreditar nas decisões do destino.

Tudo bem, temos que aceitar que às vezes o mal ocorre para o bem. Talvez não fosse o momento para aquela prova, uma vez que meu sonho primordial era outro, o qual consegui concluir até com certa dificuldade. Muita coisa se envolveu naquele tempo, e o psicológico exigiu muito treinamento. O que não te mata, te fortalece. Com certeza encerrei esse ciclo mais forte do que nunca!

Tenho uma amiga que retornará também para CCC, pois ficou com mesmo sentimento engasgado que eu fiquei da LUT. Às vezes não é a hora, mas acredite que quando ela chega, vem melhor do que antes! E nem sempre podemos abraçar o mundo…escolhas são primordiais.

Agora com essa nova oportunidade eu retorno às Dolomitas Italianas para ter o contato com parte da minha história, novamente.

(E talvez também role cobertura da prova, então fique ligado nos próximos capítulos que muita história virá para este 2018!)

 

Um breve resumo da Lavaredo Ultra Trail:

Prova de 120km pelas Dolomitas Italianas com desnível positivo de D+5800m e tempo limite de 30 horas para se concluir. É uma das mais famosas corridas do Circuito Mundial de Ultra Trail.

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Larga do centro de Cortina d’Ampezzo, localizada na província de Belluno na Itália. A mesma reúne grandes atletas concorrentes ao circuito. Uma cidade de beleza ímpar, localiza-se em meio a um vale encaixado, é muito parecida com Chamonix! A vantagem é que você cruza muito mais com os top elites por lá.

A prova passa por parques nacionais e pontos famosos das dolomitas como Cinque Torri, Cristallo, Tofane e a mais famosa Tre Cime de Lavaredo.

LUT também já destacou nossas duas bests atletas Manu Vilaseca e Fernandinha Maciel no pódio geral! ❤

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Gostou? As inscrições foram finalizadas para os 120km, mas ainda tem para os 48km! Confira o site oficial: https://www.ultratrail.it/en/

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LA SPORTIVA AKASHA REVIEW

Conforto, respirabilidade e proteção é o que este sapato oferece, facilmente um tênis que eu consigo utilizar em diversas corridas. Para aqueles que não tiveram sorte com a La Sportiva no passado, devido ao ajuste mais estreito e mais rígido, vale a pena testar o novo conceito.

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O Akasha está chegando no mercado brasileiro no próximo mês de agosto. E promete muito.

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A parte superior do Akasha é uma malha de ar respirável (airmesh) que se encaixa ao pé e elimina qualquer desconforto. Existem tiras de poliuretano finas que se sobrepõem à malha através do antepé proporcionando um pouco de estrutura e evitando o colapso da parte superior. Mantém o pé firmemente em cima da plataforma enquanto se corre e se realiza trail (inclusive sobre rochas!). O entalhe do calcanhar e do tornozelo são acolchoados na medida necessária, e possuem um loop de nylon para pendurá-los.

Na parte da frente, temos o Dynamic ProTechTion, que são estas são as tiras de PU (poliuretano) que foram soldadas no airmesh. Isso, de acordo com a La Sportiva, “oferece proteção e estrutura seguindo o pé de forma dinâmica e sem constrições”. Que significa que os dedos do pé ficam sem dor, não importa quantas vezes se chute pedras, em nenhum momento, para mim Raissa, criou-se feridas, bolhas, roxos ou eu perdi unhas. Este “rand” protege todos os dedos do pé de medial para lateral e se envolve para fornecer uma saliência ligeiramente protetora.

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Realizei Transgrancaria 82km com ele e meus pés terminaram intactos como começaram. Sem absolutamente nenhuma lesão, bolhas ou unhas perdidas; diferente de outros tênis na minha humilde experiência.

A língua é uma das línguas acolchoadas mais espessas que encontrei no mercado de sapato, mas o preenchimento é denso e firme. Não notei o excesso de absorção de água nesta área enquanto usava os tênis em terrenos úmidos e/ou enlameados. Mas depois de lavados demoraram um pouco mais para secarem que outros modelos do mercado.

No geral, esta parte superior é fantástica, simplesmente devido ao conforto e a respirabilidade que ela fornece, e ainda é durável.

No caso da entressola do Akasha, esta é um EVA injetado que permite que mantenha o amortecimento e elasticidade dentro do EVA ao longo do tempo inclusive sendo mais durável (versus o EVA moldado por compressão padrão). Juntamente com a plataforma de almofada La Sportiva, este sapato maximiza a absorção de choque, proteção contra rochas, ao mesmo tempo que elimina uma sensação de morbidez. O conforto e a proteção oferecidos pelo sapato são perfeitos para longas distâncias de até 160km. Tenho problemas de joelho e o retorno do tênis foi excelente em relação a isso.

A palmilha ergonômica Ortholite Mountain Running é antimicrobiana de 4mm sem retenção de umidade, mesmo através de lama e córregos.

Por fim, em relação à entressola, esses tênis desviaram todas as rochas pontudas, arredondadas e de ângulo estranho que eu poderia pisar diretamente sem problemas. Meu pé permaneceu estável até em ângulos estranhos. Excelente proteção e amortecimento em rocha, mantendo a flexibilidade e controle de torção.

O ponto mais alto do tênis é a sola exterior. O Akasha utiliza as solas de composto de borracha dupla densidade FriXion XT (XF + AT) que otimizam a resistência ao desgaste e a absorção de choque. Por mais molhado que esteja o solo ou rocha, ele se agarra da maneira mais perfeita. La Sportiva usa alças de direção reversa para ajudar a quebrar em downhills e também incorpora seu sistema “Trail Rocker” que ajuda com o rolamento natural do pé no nosso ciclo de marcha, toe transition.

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Impressões gerais

No geral, estou realmente impressionada com o La Sportiva Akasha. Bem satisfeita com o sapato de maior volume e suporte. Eu tenho cerca de 200 quilômetros já neles e não vejo sinais significativos de desgaste. Realizei três provas já com significativo resultado em todas.

Em suma, acho que o Akasha é um sapato digno de ultra distâncias, e se comporta de maneira perfeita para o meu tipo de pé. Sua pisada é neutra e o amortecimento dele é ótimo para quem gosta desse tipo de característica em tênis de trilhas. Não são minimalistas, pelo contrário apresentam conteúdo de proteção, porém não deixam de ser rápidos e responsivos.

Pontos negativos: dizem que a versão masculina é um pouco pesada: 330g, já para mim no meu número 34 ela pesa apenas 260g.

P.S.

– Se você tiver alguma dúvida sobre o sapato, pergunte.

– Se você teve a chance de correr no sapato,conte a todos o que você pensa!

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Relato Indomit Pedra do Baú

Pedra do Baú

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Recebi da organização Indomit a oportunidade de conhecer um pedaço da Serra Mantiqueira.  Neste último fim de semana do dia 1/04 estive conhecendo a cidade de São Bento e a Pedra do Baú. Minha segunda visita na Serra, que se assemelha muito com a Gaúcha.

Tenho a dizer que a organização foi excelente, uma vez que conseguem reunir sempre pessoas tops. Fui sozinha do RS e maravilhosamente recebida. Encontrei o amigo Valmir de MG e conheci a embaixadora Cissa, pessoas sensacionais que me acompanharam nessa empreitada. Fora os amigos de SP que me receberam (de coração): Marco Fabio, os fotógrafos Ney e Wladmir, e minha assessoria Upfit, mais a galera da Bronet/Osprey – todos não mediram esforços. Ah tenho uns fãs perdidos também; é tanta gente para admirarem, escolheram a mim, então poupo nomes rsrs.

Foi muito legal encontrar igualmente o grupo Sprint de Belém, imaginem dois extremos do Brasil em uma amizade já de longo prazo; fico muito feliz em contar.

Decidi em função de algumas provas longas, que ainda tenho pela frente, apenas enfrentar os 35K, que para mim seriam como um treino. Eu estava pela curtição, confesso. Acreditem que, mesmo assim, esses 35K me resultaram em um acúmulo positivo de 1900 metros (que treino hein), e arranhei ainda meu primeiro troféu dos 30 anos. Foi trabalhoso. Deu para acompanhar a 5 colocada geral Denize por bastante tempo e descobrir que ela é minha conterrânea. Essa é a parte que mais gosto das provas, as pessoas que a gente conhece e as amizades que nós criamos.

O pessoal da Osprey também me contatou para testar uma mochila Rev6, e tudo – esse acumulado -me proporciou uma experiência incrível! Alias, assistam lá na página do face: Osprey Brasil o nosso vídeo!

A prova iniciou com uma subida em asfalto, logo entramos em uma estrada de chão mais outra subida infinita de uns 7km (dos 900m aos 1600m). O que mais adorei é que aos invés de cabritos montanheses nós temos vacas Zebu escaladoras, sensacional! — Imagina os cogumelos dessas vacas (é uma piada irônica).

Eu me senti em casa, uma vez que ver as araucárias é como ter um pedaço de mim pelo trajeto. Não tem como negar que os staffs são sempre muito legais. E eu me divirto, pois mesmo indo sozinha as pessoas me conhecem! “Bora gaúcha, vamos Raïssa”. Lá pelo km20 o staff me fala: “passaram perguntando de você”, hehehehe que carinho gente! O povo local inclusive é demais!

O link do meu percurso Strava para quem quiser conferir está em https://www.strava.com/activities/923822251#kudos

Quando terminei a prova ainda tinha o pessoal da Bronet/Osprey aguardando para a avaliação da mochila. A verdinha Rev6.

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E o momento chave da minha prova: minha chegada. Eu fiz um vídeo que conta o ocorrido, claro que quem me conhece sabe; eu faço drama, adoro uma encenação. Gente eu brinco tá, e eu falo desse jeito mesmo, as pessoas se divertem com minha forma “bergamasca” de ser.

Enfim, o percurso é muito bonito de verdade. E eu pretendo voltar para fazer os 50k ano que vem (se me quiserem)  — Juannnn me chama! Daí a gente chega junto de novo: eu nos 50k e você nos 21k, que tal?? Desafio proposto!

Adorei tudo! Obrigada Mantiqueira,  São Bento, paulistas, Indomit!

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Transgrancanaria 2017 – 82k

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“Nossa”, eu inicio por um nossa, porque a prova é divina, é abençoada. Literalmente.

Decidi fazer a prova de 82k em razão dessa por si só já ser muito dura, a de 125km então…

Uma vantagem é que iniciei as 7h da manhã, eu prefiro a que iniciar na madrugada, escolha pessoal. Mas enfim, diante de todas as alternativas, ir até lá é para realizar ou a de 125 ou a de 82, pois são as únicas que passam pelo Roque Nublo, o monumento principal da ilha, uma formação geológica que encanta os nossos olhos a quilômetros.

Quando disse divina, a previsão seria que não se veria o Roque Nublo, pois ele estava encoberto, mas de repente, foi mágico, ele se abriu diante dos nossos olhos e foi maravilhoso!

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A corrida iniciou em Fontanales, logo na saída entramos em um trilha estreita e já peguei “tráfego”, o solo naquela região era úmido e muita lama escorregadia. Descemos até o km 7 na cidade de Vallesecco. Sempre quando entrávamos nas cidadezinhas era um encanto, toda população se mobilizava e gritava “Animo, Animo”; escutei umas 1000 vezes o animo durante a prova, mas nenhuma palavra seria tão bem colocada como essa. Eu sempre sorria ao escutar. Em seguida se desceu ate a cidade de Teror, do qual se iniciaria a primeira subida, seriam 1000m acumulados em menos de 10km. A subida era técnica com algumas escadarias que entrariam em um parque. Ainda fazia frio (largamos com 7 cº) eu não havia tirado meu corta vento e à medida que subíamos o tempo fechava mais e o frio persistia.

O engraçado é que a vegetação muda completamente da base para os topos. No nível do mar era muito desértico com dunas , cactus e pouca vegetação. No alto se via um solo mais úmido, pinheiros, algum tipo de floresta, era uma transformação.

Ao chegarmos em Tejeda o tempo então começou a abrir e ele lá o impetuoso apareceu. O Roque Nublo. Sim: “eu vim te ver”.

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Iniciamos a segunda subida, mais complicadinha – também em uma média de 10%. Ela ia piorando, você via as formações rochosas mas elas nunca chegavam.  Assim aproveitamos o visual com algumas cachoeiras e descidas de rios (que eram raros). O número de turistas aumentava relativamente o que de certa forma complicava um pouco. Claro que o povo é educado e dava a vez, mas não deixava de ser um “atrolho” de pessoas.

Quando cheguei no Roque Nublo, era uma festa só, muitas pessoas, muita animação, foi como um êxtase. Lá de cima se via inclusive a ilha de Tenerife. Realmente o povo conversava comigo, acho que treinei umas 7 línguas. Até francês eu arranhei; em um momento um sérvio tentava alguma comunicação comigo, uma britânica também ficou muito feliz quando viu e disse “uma mulher!”, um local me acompanhou muito tempo e me dava boas dicas, fiz amizade com um italiano que me convenceu de fazer a Lavaredo, e nossa perdi as contas, foram muitas pessoas que acompanhavam e incentivavam, e era sempre algo relacionado com “vamos pequena”… Essa troca de experiências é que faz ser a corrida o que é. Em 15 horas perdi as contas das amizades que fiz. Deu para curtir! Muito!

Depois do Roque Nublo se passou por uma primeira barragem (ao meu ver lindo), e o posto de Garañon onde o abastecimento era bem forte, ali eram entregues as bolsas e o pessoal realmente parava e tomava seu tempo. Eu continuei com destino ao ponto mais alto da ilha: Pico de las Nieves com quase 2000m, dali as más línguas diziam que seria somente descida (mentira). Porém as descidas realmente eram longas, pesadas e duras, meu quadríceps travou, pois além de muito técnico, com pedras soltas, trilhas coloniais, não te deixavam desenvolver muito. O jeito era ir travando. Ainda se encontrou mais algumas subidas, o dia escureceu e cheguei na segunda barragem (mais linda ainda). Dali teríamos só mais 18km. Sim o cansaço pesa, as pernas pesam, a noite complica. Mais uma última subida e caímos dentro um vale. Os últimos 10km acreditem foi dentro de um rio. Um rio seco. Eram só cascalhos, mas a noite era muito difícil correr. Vi muitos tropeçaram e beijarem o chão. Decidi caminhar. Não faltava muito, mas o vale continuava sempre fechado, e não terminava nunca. De repente você vê as luzes da cidade e uma placa: faltam 5km para a meta, é uma injeção de adrenalina. Voltei a correr e até o final a intenção era única. Cruzar a linha. Realmente é divino! Na chegada você acaba vendo todos que conversaram e correram contigo, e a emoção é imensa. Só devo agradecer. Foi uma das provas mais lindas que já fiz. Uma prova realmente TOP. Se eu aconselho? Eu mesma quero voltar para os 125k!

Fechei a prova com 15h45´, até abaixo das minhas expectativas.

Falando em 125k, o nosso colega brasileiro Chico Santos, que ficou entre os primeiros colocados sendo fotografado pelo ilustríssimo Ian Corless (um dia eu chego lá).

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Outro ponto muito favorável é que com uma inscrição de 120 euros a gente ganha MUITA coisa e muita coisa boa.

Também como engenheira sanitária/hidráulica fiquei encantada com as obras de engenharia, pois como citado a região é desértica portanto o aproveitamento de água é máximo. Passamos por duas barragens com lagos enormes. Em uma a adutora atravessava o vale com algo em torno de DN1200 (diâmetro da tubulação).


Há também, muito aproveitamento para irrigação, se via tubulações o tempo inteiro, puxa daqui e leva para lá. Também bacias dissipadoras de chuva (pois dizem que as tormentas são poucas mas são fortes), fora que tivemos que correr os últimos 10km dentro do leito seco do rio em meio a cascalhos encaixado no vale. Isso para mim é além de corrida.

A geologia da região também é fora de sério!

Só uma coisa. É apaixonante. Obrigada Espanha, obrigada Canárias.

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Agradecimento especial ao meu treinador Sidney Togumi e equipe UPFIT

Ao funcional da Converge

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Report Desafio das Serras 2016

 

Desafio das serras. Uma prova dividida em dois dias, com dois perfis bastante diferentes. Inscrevi-me para o percurso longo que contava com duas provas de 40k em cada dia, totalizando 80k. No primeiro dia, prova bastante técnica onde enfrentamos trilhas fechadas e muitas subidas com acumulado positivo de 2.500m resultando em um percentual de 6,25%. No segundo dia, basicamente com decidas, em estradas na sua maioria, algumas trilhas mais abertas, porém ainda com acumulado positivo de 1.200m.

Ironicamente eu fui muito melhor no 2o dia mesmo com o desgaste de 9h do primeiro dia.

Bom o que relatar sobre a prova? Iniciamos os primeiros 9km subindo desde SFX até a Pedra da Onça divisa com MG. Nesses primeiros 9km nosso desnível foi em torno de 1.100m, numa tacada única. Entramos na trilha do Jorge já em Monte Verde – MG, em um bate e volta de em torno 8km, regressando até a Pedra da Onça, do qual aí sim subimos até seu mirante. Da mesma corremos mantendo o filo da montanha, em alguns sobes e desces fomos até a pedra partida onde havia uma corda para o seu pico. Dali eu consegui me perder! Encontrei uns meninos correndo no sentido contrário e por sorte eles me indicaram o lado correto. A pedra partida fechou o km20 do primeiro dia.

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Com mais 3km de descidas chegamos ao starbar, com direito a sessão de fotos (rsrsrsrs o fotógrafo fez eu voltar umas 3 vezes – a gosto e aprovação minha – para fazer uma sequência de fotos!). Dali então fizemos o ataque ao pico do selado! Naquele momento começou a esfriar e ventar muito, quando notei começou a trovejar! E uma chuva insana começou a cair, quanto mais eu subia mais piorava! Engraçado era a 2.000m de altitude em um frio danado, um bando de cavalos pastando na chuva no meio da trilha (!?!), eu retardada gritava “sai, sai” e o bicho nem bola! Continuando com o assunto da chuva, ao chegar na pedra selada, não satisfeita a chuva se tornou granizo! Eram umas pedras de 3 a 4cm batendo nas costas e naquele chão liso pedindo por um acidente! Ao atingir o pico era eu, o granizo e mais o Staff que estava escondido nas pedras! Ahahah super legal! Ele me convidou para me proteger, mas bem capaz, com apenas um goretex eu tinha de me movimentar para não passar frio. Então era momento de descer para uma trilha recém aberta com rios de granizo correndo peral abaixo! Tombos para que te quero! Eu fiz meu banho de lama terapêutico ali mesmo, e logo em seguida encontrei alguns amigos também empacados na trilha se perguntando como passar por um “túnel de pedras” o Staff só disse, deita e vai de escorregador! Mudou a concepção da prova rsrsrsrsrs! Bom demoramos não sei quanto tempo para descermos aqueles 5km. O mais agonizante é que escutávamos o locutor anunciar as chegadas da prova e nós nem perto! No fim, consegui chegar bem e concluir antes do anoitecer, mas realmente foi um dia bastante tenso! O pessoal dos 20km olhava e se questionava da onde tanta sujeira! Bom a trilha que eles desceram era uma trilha já demarcada diferente da nossa, eu também sou suspeita pois costumo me sujar além do normal. Ao final os meninos que me indicaram o lado correto gritaram: olha a perdida! Eram de uma equipe de reportagem da tv gazeta! Ironicamente a gente acaba fazendo sempre muitas amizades nessas provas! Ao meu ver é um dos maiores benefícios das corrida de montanha, é tanto tempo girando e acompanhando/sendo acompanhado que se torna uma consequência fazer amigos! Nisso também sou suspeita pois converso até com as árvores no meio da prova.

Bom, segundo dia. Dada a largada me sentia muito bem, mais do que eu pudesse imaginar, imprimi um ritmo bom e logo quando começaram as descidas eu via que meu pace mesmo depois de já 50km rodados estava a 5’20! Acabei me encostando em alguns colegas dos quais me mantive por perto até o final da prova. Ganhei até guaraná de um! (Tomar um refrigerante no meio da prova é uma das maiores maravilhas que existem), pelo km20 eu estava com 2h10, excelente tempo. Dali começamos a subir o passo, e em seguida umas trilhas em meio a cachoeiras lindíssimas, o fotógrafo o qual perguntei até me disse: essa é uma das trilhas mais lindas de São Francisco Xavier, realmente impressionante, passado algum tempo eu continuei a desenvolver bem e já nos 10 quilômetros finais quando começaram as descidas finais eu literalmente soltei a banguela, o amigo até perguntou da onde eu tirava gás ainda? Eu estava bem cansada sim, mas sempre gostei de descidas, e sei que é nesse ponto que consigo abrir, tanto que foi assim que passei a menina que tinha chego na minha frente no dia anterior tirando o tempo de vantagem e subindo uma posição. Terminei o segundo dia em 4, e no somatórios dos tempos em 6. Confesso que me surpreendi, pois vinha de duas semanas extremamente gripada com tosse de cachorro a prova inteira. Vinha também de algumas baixas em provas o que vinha afetando meu psicológico. Mas graças a treino, dedicação, trabalho de cabeça e a proteção divina, dessa vez deu certo! Conclui a prova de 80k, 40k sábado com D+2500 e 40k domingo D+1200, em 14h19. E sim, eu cumpri minha meta: me divertir! A gente sofre sim! A gente pensa em atirar a mochila precipício abaixo! A gente pensa que nunca mais vai repetir prova! Mas no fim a gente ama tudo o que faz e quer mais e mais! Termina de lavar os tênis e já começa a projetar o próximo desafio! A vitória é pessoal e não há ninguém que tire esse gosto da gente. Aconselho sim essa prova, mas não adianta achar que não vai sofrer! Eu como gaúcha me surpreendi com a paisagem da região aliás. Nosso Brasil é lindo e merece ser explorado por cada um de nós! E em provas assim visitamos lugares que jamais iríamos! Enjoy it! Nós também temos potencial com serras, morros e montanhas.

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Uma boa semana a todos!

 

Perfis e Percursos:

Review Tênis SLab Speed Salomon

A indagação necessária para se fazer este review foi, entre amigos, discutirmos tênis adaptáveis ao solo encontrado no Brasil. Sim temos um clima úmido com solos férteis que acabam se tornando terrenos escorregadios com muita matéria orgânica, dos quais muitos tênis não se comportam da melhor maneira necessária.

As pessoas tendem a usar o tênis Speed Cross pelo Brasil, pois ele se tornou um padrão pelos seus grips serem adequados na média geral de terrenos, e serem tênis de fácil aquisição com um preço acessível.

Eu entro então para comentar o Salomon Slab Speed, com grips de tênis como SpeedCross que se comportam de maneira eficiente em terrenos macios (softground). O mesmo (SLab Speed) evolução do já Slab FellCross 3 existente.

A diferença essencial está na aderência que o mesmo dá a rochas molhadas e um redesenho no molde. Os tênis Slab são de maneira geral tênis mais minimalistas com drop baixo.

Especificação

Composto sola Premium Wet Traction
4mm sola-drop
Aproximadamente 280g
Cadarço Speed laces
Interior sem costuras
Biqueira

 

Como seria de se esperar de um sapato Salomon S-Lab, é quase impossível encontrarmos falhas na qualidade de construção, sim é um investimento maior, porém um tênis de alta qualidade que vale para se utilizar em provas. Percebe-se o ajuste do tênis muito bom, com alto conforto, o que torna um tênis ideal para se correr rápido em terrenos íngremes e irregulares, o proprio fato do drop ser baixo auxilia na estabilidade destes terrenos o que proporciona segurança e confiança. Nota-se que a Salomon procurou reparar o erro que o grips tinham ao encontrar rochas molhadas, modificou o composto de borracha e agora houve significativa melhora no comportamento do mesmo ao corrermos em superfícies lisas molhadas, não se resbala mais. Do contrário, sente-se uma resistência em superfícies duras e secas, não o recomendando neste caso.

Já para superfícies macias é uma história completamente diferente e a aderência é muito boa. Nota-se que a autolimpeza de lamas presas no grip é surpreendentemente boa também; e mesmo quando presa a quantidade de lama, comparada a outros tênis, ainda é menor.

Sobre o assunto do amortecimento, ele novamente é perfeito para terreno macio, porém duro e desconfortável em trilhas hardpack ou asfalto. Bom, isso tem pouca importância, pois o Speed claramente não se destina a ser utilizado nestas circunstâncias de terrenos duros. Já que desde o princípio buscamos um tênis apropriado para a maioria dos terrenos que encontramos pelo Brasil, com solos moles e úmidos.

Portanto, quando utilizado em condiçoes de terreno macio, íngrime, com velocidade, o Slab Speed é um dos melhores tênis do atual mercado. Tem um melhor composto de borracha para trabalhar com rochas molhadas, e apesar do seu custo de lançamento ser mais elevado, a medida do tempo muitos tênis tendem a obter descontos. Atualmente é a opção escolhida por mim.

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Pontos ITRA, UTMB, provas qualificatórias. Tire suas dúvidas.

Você houve falar em sorteios para Ultra Trail Mont Blanc, pontuação ITRA, pontuação UTMB e não entende como ocorre muito bem?

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Então vamos tirar algumas dúvidas. Atualmente provas com grande procura requisitam pontos para participar. No caso da prova UTMB, nesta necessários 9 pontos em 3 provas realizadas nos últimos dois anos correntes, ou seja, a partir de janeiro até dezembro, momento do sorteio. Sim, além dos pontos você também irá a sorteio.
Caso você não possua todos esses pontos poderá então escolher as provas secundárias TDS ou CCC com 3 pontos ou OCC com apenas 1. As próprias provas CCC e TDS lhe darão pontos para o ano seguinte caso queira arriscar a principal UTMB.

Como são as provas? Clique nesse link  http://www.ultratrailmb.com/en/page/104/The%205%20races.html
E dê uma olhada sobre cada uma, quilometragem, perfil e dificuldade.

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Number of points necessary for the 2016 registration

To register for the 2016 UTMB®, it is necessary to acquire a minimum of 9 points by having finished, between 01/01/2014 and 31/12/2015 exclusively (*), some of the races on this list. The 9 points must be acquired from a maximum of 3 races.

To register for the 2016 CCC®, it is necessary to acquire a minimum of 3 points by having finished, between 01/01/2014 and 31/12/2015 exclusively (*), 1 or 2 races from this list.

To register for the 2016 TDS®, it is necessary to acquire a minimum of 3 points by having finished, between 01/01/2014 and 31/12/2015 exclusively (*),1 or 2 races from this list.

To register for the 2016 OCC, it is necessary to acquire a minimum of 1 point by having finished, between 01/01/2014 and 31/12/2015 exclusively (*),1 race from this list.

(*) 2013 finishers of the UTMB®, CCC® and TDS®, may equally use these races as qualifying races.

 

Mas como funcionam esses pontos?

Bom segundo notas deles o controle é feito através de acesso direto nos resultados das provas, antes de dizermos qual prova que participamos deveremos saber se nosso nome aparece com ortografia correta nos resultados finais da mesma. Será de lá que sairá a verificação da execução e finalização da mesma.

Nota disposta nesse link: http://www.ultratrailmb.com/en/page/17/Qualifying_races.html

Controlling qualifying races

All the qualifying races used by runners to finalize their registration are verified, against the official race results.
The Organization takes in to account each individual’s result (relay or team event included).

The runner must be sure that they appear in the official results for the stated race, and that their first and surnames have the correct spelling.

In the case of an inexact declaration of qualifying races, not conforming to the regulations or untrue, the organization reserves the right to cancel the registration without refunding fees paid and to remove their advantage for the following year (co-efficient 2 or priority) in the case of a negative draw.

Our engagement as organizer is to apply this regulation in a rigorous and identical manner for, without exception, ALL runners and therefore we do not accept any requests for exceptions to this rule.

E como eu sei quais provas pontuam e quais os pontos de cada uma?

Bom, através deste site:

http://www.ultratrailmb.com/en/page/87/List%20of%20qualifying%20races.html

La estarão as já validadas dos anos anteriores, às vezes leva um tempo para ser cadastrada no atual ano, mas é possível verificar a pontuação.

Agora como é feita essa pontuação?

Devemos primeiramente nos remeter a alguns termos técnicos.

Em primeiro lugar, na França, eles se baseiam para qualquer prova em termos de desnível positivo acumulado (D+), ou seja, ao ler sobre uma prova nos Alpes você lerá nestes termos. Então, sobre o ganho de elevação, este corresponde ao somatório das diversas subidas. Há subidas e a uma recuperação em decidas, mas estas não são contabilizadas.

Há um cálculo e ele funciona dessa forma.

Digamos que você corra uma prova de 80km e ele possua 4000m de desnível positivo acumulado.

O cálculo será: 80 + 4000/100 = 120

Assim:

1 ponto para soma entre 65 – 89

2 pontos para soma entre 90 – 129

3 pontos para soma entre 130 – 179

4 pontos para maior soma

Portanto tal prova valerá 2 pontos.

A UTMB ainda mantém esse cálculo de pontuação pelo menos até o sorteio do final desse ano. Portanto sem stress por hora.

O ITRA já está usando uma nova pontuação que no caso é um adicional de 2 pontos ao antigo método. Ou seja, essa prova do nosso exemplo segundo UTMB vale 2 pontos e segundo ITRA já valerá 4.

Até agora só vi pedirem ITRA para um amigo que foi se inscrever nos 160K do Endurance Challenge Chile, e pediram também para ele 9 pontos, porém 9 pontos ITRA.

Os pontos ITRA podem ser vistos nesse link

http://www.i-tra.org/page/308/List_by_continent.html

Nesse link você poderá conferir quando ocorre cada prova é uma agenda internacional de provas validadas pelo ITRA.

http://www.i-tra.org/page/290/Agenda.html

Você ainda pode seguir o ITRA no Facebook e acompanhar as publicações deles. Toda semana eles divulgam as provas que ocorrerão no período.

Ta mas eu não entendi.. qual a diferença de pontuação ITRA e UTMB? Nenhuma, só são sistemas diferentes para a mesma coisa. O ITRA está impondo um sistema novo, porém tudo leva tempo para transformações, a UTMB ainda mantém o protocolo de pontuação antigo, como previamente explicado, apenas isso.

O detalhe é só não se confundir. Portanto, para a UTMB desse ano, ainda se mantém o sistema antigo. E vamos aguardar essa transformação que o ITRA está colocando diante do cenário.

Já tem os pontos? Agora é acompanhar a galera que entra “em campo” nas datas de 24 a 30 de agosto. A UTMB tem transmissão em tempo real online e pode se conferir tudo pelo site oficial.

Aqui do Sul os representantes para a UTMB 2015 serão: Eduardo Arruda, Gilson Oliveira e Sergei Nitzke, para TDS: Alexandre Cunha, Fernando Moleta e Fabio Tavares já para CCC: Edgar Cardozo. Estamos na torcida.

Após isso a inscrição para o próximo ano ocorrerão nas datas 16 de dezembro até 5 de janeiro. Necessário também para o apply um deposito bancário de 50€, que será devolvido caso não ocorra o sorteio para a prova.

Pre-registration dates

A pre-registration period will open from December, 16th 2015 to January, 5th 2016 during which time all candidates will be able complete their application form, including qualifying courses, for the event of their choice. This form will be validated by the payment of 50€ deposit payable by credit-card (secured on-line payment).

Quer conferir quais suas provas já foram validadas?

Entre no performance index do ITRA e verifique sua pontuação, baste escrever seu sobrenome neste link.

http://www.i-tra.org/page/278/Performance_index.html

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Ainda com dúvidas?

Na próxima data de 2 de agosto o anfitrião brasileiro Sidney Togumi irá realizar uma palestra sobre UTMB e suas experiências da prova.

Um rápido dicionário:

Desnível positivo acumulado; em inglês: cumulative/total elevation gain; em francês: dénivelé positif cumulé.

O ganho de elevação acumulada ou o desnível positivo acumulado representa toda a caminhada árdua necessária para chegar ao destino. Muitas trilhas têm altos e baixos, porem um ganho acumulado representa todos os uphills percorridos. Este valor é muitas vezes um valor estimado. Quando disponível, vai ser utilizado para o relatório do trail. Preste atenção neste número ele é bastante importante.

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5 TERRE – ENGLISH VERSION

5 TERRE

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Italia, Bella Italia. One of the countries most sightseeing in the world! Among the most quoted and desired, everyone want to know at least one Italian city throughout his life. Rome, Venice, Florence, Milan. Ranging from taste to taste … but what really should be included as a mandatory script in your backpack is 5terre .

5 Terre – World Heritage of Humanity

Located on the Riviera Ligure between Levanto and Portovenere, comprises the communes of Monterosso, Vernazza, Riomaggiore with the districts of Corniglia and Manarola. Are characterized by mountainous terrain near the sea. Typical of this area are the terraces due to the particular agricultural technique used to enjoy as much as possible the land with great inclination.

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Given the little endowed with road infrastructure location, the easiest access is by rail. All five locations are arranged on the railway line Genoa -La Spezia and have a station (buy one ticket and enjoy stopping in each city), or make the path by traditional Sentieri (trekkings) that connects them. The main one being via dell’amore or love road, which refers to history of being connected to the railroad and was used in the early 1900s to deposit the shooting powder used in the construction between Riomaggiore and Manarola. A stretch of approximately 1 km between the two cities reveals the charm and an air of eternal Italian romanticism.

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The best way to visit Cinque Terre is on foot walking through the so-called “sentiero azzurro (SVA) ” (about five hours).

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But for the more adventurous explorers and recommend the ” sentiero delle alta via delle Cinque Terre (AV5T)”.There are also proposals on rings, all routes can be checked by the next figure

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And also by the official link:

http://www.parconazionale5terre.it/sentieri_parco.asp

Detailing stretch time stretch , which are released , distance , etc.The entrance to the Parco , has a cost of 5 euros. The best way to reach the area is via train frim Genoa or from La Spezia. There are many hostels within the 5 Terre, but with a more expensive cost. If you stop or in Levanto or Portovenere may you pay a more affordable price. There are also many campsites in the region and you might not want to pay for one, so you can camp amid the high trails (discreetly).

Eat in the villages is the best thing to do! We bought pizza and white wine (cold one), also a beer, in local businesses and went to the edge of the cliffs eat. Delish! There is nothing better, than food, that Italy can offer you !!!

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Enjoy and go in the summer, so you go to the beaches (wonderful) , but avoid the month of August, especially the week of the 15th. But if you want a lot of movement, mess, party, fireworks, full moon, this is the best date it.

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Try to speak a little Italian, their behavior changes, and become the most charismatic people of the earth. I confess that I am Italian (body and soul), I can´t deny, and since I learned the Italian language my relationship with the Italian people completely changed.

Allora, fai il bravo!

I lived two years in Italy and met almost all country, and we can answer the first question again. What are the best places to see in Italy? 5terre certainly is in the top 3, perhaps dividing position with the Amalfi Coast.

People who go to Florence generally go to Pisa too, I say and repeat, Pisa has nothing beyond the tower. If time is short  skip Pisa and go to 5terre!

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The only train that arrive there are regional, no high-speed trains! So search in http://www.trenitalia.it and don´t forget to “convalidare” your ticket .

Buonviaggio! Ci vediamo presto!

Portuguese version:

https://rxplorer.wordpress.com/2014/12/11/5-terre/

Inka Trail – English Version

Hi adventurers!

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Inca Trail was one of my best adventures and one of the nicest for sure !!

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The Inca trail is one of the parts of the Inca roads, which indicate all who came to Cusco during the Inca Empire. The most famous and searched by hikers made by me and then reported here, was the one who was heading the Lost City: Machu Picchu or so Old Mountain. It starts at km 82 (left bank of the Urubamba River) which runs 42km until the sun gate.

I decided to face this challenge more for a visual pleasure than any other. You are advised to arrive at least 2 days in advance to Cusco and stay there until get used to the altitude. Yes, this is normal, and it is given the name “Soroche” or mountain sickness. The trail cannot be held individually and hiring a local guide is required. It is also advisable to make your reservation with some anticipation, because as demand is high and jobs are limited, the vacancies are selling fast. Check the authorized guides and if your booking was successful in the official tourism site.

I ended up doing the trail of four days, the traditional. And on the 5th day I went up the Huayna Picchu mountain (that we always see in the background of traditional pictures). During the trail there are toilets and showers, but the water is cold (practically a thaw of the mountains), and as the night cools much, I advise taking bath before gets dark, or do as the Irish who have spent five days without bath. If you feel cold, drink coca tea, I was addicted on it because it took away my mountain sickness and helped a lot to heat up. It was served at any time. As we got up very early and we got quite tired, barely getting dark already and we were going to sleep. One evening I decided to go to the bathroom, and when I looked at the sky, completely starry, I had one of the most beautiful images of my life. Enjoy every moment, because there is enough time for that. There will be stops, moments for photos, social integration, etc. I was alone and I met a lot of friends, Peru in my point of view was super safe.

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The trail is really nice, there are porters who carry everything for you except your personal equipment (sleeping bag, insulation and clothing) , moreover: tents , food … everything with them . It is important to recognize the efforts of these people and know that the tip we left at the end is extremely relevant to their work, therefore: save a decent amount for the working group. If you miss something along the way, like water and snacks, in the first kms you’ll find some sales (at twice the price). So plan everything well. But also your guide will tell you all.

In the last track day we woke up 3 am to stay on line at the park entrance. Everyone wants to be the first to enter because the doors open 5pm only (for trackers), and around 6am is the time of sunrise. Yes, only those who make the trail are blessed for this moment. As a result there are so many people waiting the opening time, and after they run off desperately to early terminate the track and get to the peak to sight Machu Picchu – yes I was one . When you reach the Sun Gate, the dawn is then awaited a silence takes care of all the long-awaited moment when the sun perfectly illuminate the lost city (depending on the solstice). The light goes perfectly between the rock columns, famous sun gate, enlightening perfectly the curves of Machu Picchu. Amazing and perfect. After that time you will feel blessed and understand religiosity cultivated by the Incas gods.

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I advise to stay one night in the pueblo after the trail and enjoy the aguas calientes. So I left Huayna Picchu for climb on the 5th day, before returning to Cusco. If you are well trained, you can make the ascent in less than 30 minutes, despite being calculated 1h. So enjoy and make the full turn!

On the way back look VISTADOME train, it has panoramic windows and meals on board, the price difference is small, but it will leave you more close to Cusco, and is also more comfortable, since this trip is tiring too (trains go at 40 km/h), but you cannot deny that the look of the valley and the river Urubamba are amazing!And don’t worry if you don’t speak Spanish very well, Peruvians are so grateful for your presence.

Don’t worry Everyone is going to respect you and your pace, it is tourism, not competition. In Cusco there is the city historic tour, it takes you to protected neighboring communities. And when I was in Lima, I went to Paracas (round trip on the same day), amazing!

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The airport of Lima has many direct flights by Avianca. Look sites from Avianca and Taca, they sometimes have different prices but is the same service. Also there are multi-city pass that allows you to stay on your connection cities. I stopped in Lima and stayed there four days, the same fare. Look for a hostel in the Miraflores neighborhood. I stayed at the Dragonfly , they have the own beer! The BRT work very well there, and they call for metro, it takes you to the center with security, otherwise there is a mini- vans very strange but who works well in the neighborhood.

Try Inca Kola, I love it! And Pisco Sour too. Cuy are the guinea pigs and is a traditional dish there. Nice trip!

If you want to see more pictures:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.337178603135459.1073741832.328355864017733&type=3&uploaded=74

Portuguese version:

https://rxplorer.wordpress.com/2014/11/10/trilha-inca-inka-trail/

Mount Roraima – Tepuy Roraima

Mount Roraima

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Tepuy Roraima in Spanish is the highest of the Pakaraima chain of tepuy plateau in South America.

Tepuy is a table-top mountain or mesa found in the Guiana Highlands of South America, especially in Venezuela and western Guyana. The word tepui means “house of the gods” in the native tongue of the Pemon, the indigenous people who inhabit the Gran Sabana. They are typically composed of sheer blocks of Precambrian quartz arenite sandstone that rise abruptly from the jungle, giving rise to spectacular natural scenery.

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The tabletop mountains of the park are considered some of the oldest geological formations on Earth, dating back to some two billion years ago. The high rainfall promoted the formation of pseudocarstes and numerous caves, besides the soil leaching process . Many of the species found on Roraima are unique to the plateau. The flora adapted to climate and geological conditions with a high degree of endemism, where there are several species of carnivorous plants, which take from the insects the nutrients missing in the soil. The fauna is also marked by a sharp endemism, especially among reptiles and amphibians. This environment is protected in Venezuelan territory by the Canaima National Park and in Brazil by the Mount Roraima National Park.

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Your name “RORAIMA” consists of the words of the Pemon language “RORO” meaning green-blue e “IMA” meaning large, this would translate ” Great green-blue ” although most pemones Roraima refers to as ” The mother of all waters “probably due to the dramatic decline in multiple cascades down the walls when passing rain.  Access is practically unique and became from Venezuelan territory, which has 85% of the Roraima tepuy surface. Although you find tourist companies in the three territories, the most famous are the Venezuelan one, who has as guides the pemon natives. You find difference between Venezuelan and Brazilian tour in the number of days. Venezuelan has 6D, and Brazilian 8D that take you until Brazilian border. The surface area of the mount is huge, and to get to places like the line bord and the Proa, it takes more days upon tepuy.

I went with a Venezuelan company and I had the opportunity to be in the middle of a wonderful adventurous group. I also went by Venezuelan territory. I stopped in Caracas, Puerto Ordaz and from there I made a land transfer of 10 hours going through the gran sabana. The transfer was very beautiful but quite tiring (including return), however necessary for this way. If you want to go to Angel Falls and canaima park this is the best access. But if you going just to the roraima mount, perhaps access by Brazilian territory is less tiring having a nearest airport, only 3 hours (Boa Vista).

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Starting trekking – Day 1: We left early Santa Elena and made a stop at a duty free by recommendation of our guide for buying liqueurs and distillates to help on cold nights (yes! help a lot!). After this we took the road, about one hour, until the town of Paraitepuy (indigenous community) passing of San Francisco de Yuruaní. Upon reaching Paraitepuy, we still had time to brunch and do the final adjustments before start. In this first day of walking, we began descending from an altitude of 1200 m to 1000 m in Tok River , the tour took about five hours with the crossing of some rivers. At night we have dinner and overnight for the first time under the starry sky of La Gran Sabana.

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Second day was perfect to enjoying a walk through the Gran Savana which offers endless opportunities to appreciate nature and for lovers of photography. We climb up to the base camp at 1870 meters, where we will had time to freshen up in a nearby stream while our guides prepared a hot meal.  Again amazing views, including at night.

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Day 3: It is probably the hardest day, but surely that gives more satisfaction. We start to climb through numerous waterfalls. Very important is to have a good breakfast for some energy for trekking and start the attack to the summit of Roraima.

You will pass under a waterfall called “Passo de las Lacrimas” especially if there has been recent rainfall, the scenary is amazing!

See Waterfall video on the link:

LA RUTA HACIA EL RORAIMA

We enter into a dense jungle vegetation, overwhelming beauty and habitat of various species of birds that can hopefully spot . Upon reaching the summit, we can see extraordinary rock formations as “The Flying Turtle”. Finally the guide takes us up to our “hotel” as it is commonly called the caves used to establish camps at the summit. Actually, the Roraima is a compilation of amazing and unexpected views (difficult to describe), many refer to it as being in “another planet “, I quote as an “alien scenario”.In addition there are many extraordinary and unique locations, the best to visit are “The Maverick ” or ” the Chariot ” the highest point of Roraima, “the Crystal Valley”, the Jacuzzi , “La Cueva Guácharo “, the Window (La Ventana),”La Catedral” or even further afield as the “Triple point ” border between Guyana , Brazil and Venezuela. At 5nd day, we descend for about seven hours from the summit to the Tök or Kuken rivers. We can always look back to enjoy the views of the majestic Roraima and Kukenan. Walk is dividing into two parts, the descent down the ramp to the base camp, with a break and a fast lunch, then the second untill the rivers.

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A native told me that kuken river (not kukenan, wrong transcription) means dirty due to the strong flow mixing the sediment at the mouth of river, and kukenan who inspired the animation film Up, is referred to the place as Mount Matawi-Kukenán (that means “want to die” or “suicide spot”), a sacred place, because the mount guard the spirits of the Pemon warriors, who were thrown off after the loss to the Indians Macuxis in secular battles for possession of the land. These spirits, to be harassed, unleash their wrath and are responsible for the disappearance of tourists who dare to face it.

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Arriving to the end you can finally drink a good and cold beer at the bodegas!

You can find more pics at:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.333201356866517.1073741831.328355864017733&type=1

And also the portuguese version:

https://rxplorer.wordpress.com/2014/12/03/monte-roraima-versao-portugues/

1. For those who wish , I went with the Araguato Expeditions operator http://www.araguato.org/ indicated by Lonely Planet and Rough Guides they use the tour Backpackers services.

2. My aunt asked me about the mini frogs … yes they do exist! And they are very small and are camouflaged in black rock, since they may be black too, all care to not step on them, and they are not poisonous lol

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3. The hostel that I stayed in Santa Elena were Los Pinos, the owner is a German guy , so you can imagine, really good!