Relato Indomit Pedra do Baú

Pedra do Baú

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Recebi da organização Indomit a oportunidade de conhecer um pedaço da Serra Mantiqueira.  Neste último fim de semana do dia 1/04 estive conhecendo a cidade de São Bento e a Pedra do Baú. Minha segunda visita na Serra, que se assemelha muito com a Gaúcha.

Tenho a dizer que a organização foi excelente, uma vez que conseguem reunir sempre pessoas tops. Fui sozinha do RS e maravilhosamente recebida. Encontrei o amigo Valmir de MG e conheci a embaixadora Cissa, pessoas sensacionais que me acompanharam nessa empreitada. Fora os amigos de SP que me receberam (de coração): Marco Fabio, os fotógrafos Ney e Wladmir, e minha assessoria Upfit, mais a galera da Bronet/Osprey – todos não mediram esforços. Ah tenho uns fãs perdidos também; é tanta gente para admirarem, escolheram a mim, então poupo nomes rsrs.

Foi muito legal encontrar igualmente o grupo Sprint de Belém, imaginem dois extremos do Brasil em uma amizade já de longo prazo; fico muito feliz em contar.

Decidi em função de algumas provas longas, que ainda tenho pela frente, apenas enfrentar os 35K, que para mim seriam como um treino. Eu estava pela curtição, confesso. Acreditem que, mesmo assim, esses 35K me resultaram em um acúmulo positivo de 1900 metros (que treino hein), e arranhei ainda meu primeiro troféu dos 30 anos. Foi trabalhoso. Deu para acompanhar a 5 colocada geral Denize por bastante tempo e descobrir que ela é minha conterrânea. Essa é a parte que mais gosto das provas, as pessoas que a gente conhece e as amizades que nós criamos.

O pessoal da Osprey também me contatou para testar uma mochila Rev6, e tudo – esse acumulado -me proporciou uma experiência incrível! Alias, assistam lá na página do face: Osprey Brasil o nosso vídeo!

A prova iniciou com uma subida em asfalto, logo entramos em uma estrada de chão mais outra subida infinita de uns 7km (dos 900m aos 1600m). O que mais adorei é que aos invés de cabritos montanheses nós temos vacas Zebu escaladoras, sensacional! — Imagina os cogumelos dessas vacas (é uma piada irônica).

Eu me senti em casa, uma vez que ver as araucárias é como ter um pedaço de mim pelo trajeto. Não tem como negar que os staffs são sempre muito legais. E eu me divirto, pois mesmo indo sozinha as pessoas me conhecem! “Bora gaúcha, vamos Raïssa”. Lá pelo km20 o staff me fala: “passaram perguntando de você”, hehehehe que carinho gente! O povo local inclusive é demais!

O link do meu percurso Strava para quem quiser conferir está em https://www.strava.com/activities/923822251#kudos

Quando terminei a prova ainda tinha o pessoal da Bronet/Osprey aguardando para a avaliação da mochila. A verdinha Rev6.

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E o momento chave da minha prova: minha chegada. Eu fiz um vídeo que conta o ocorrido, claro que quem me conhece sabe; eu faço drama, adoro uma encenação. Gente eu brinco tá, e eu falo desse jeito mesmo, as pessoas se divertem com minha forma “bergamasca” de ser.

Enfim, o percurso é muito bonito de verdade. E eu pretendo voltar para fazer os 50k ano que vem (se me quiserem)  — Juannnn me chama! Daí a gente chega junto de novo: eu nos 50k e você nos 21k, que tal?? Desafio proposto!

Adorei tudo! Obrigada Mantiqueira,  São Bento, paulistas, Indomit!

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Transgrancanaria 2017 – 82k

Transgrancanaria

“Nossa”, eu inicio por um nossa, porque a prova é divina, é abençoada. Literalmente.

Decidi fazer a prova de 82k em razão dessa por si só já ser muito dura, a de 125km então…

Uma vantagem é que iniciei as 7h da manhã, eu prefiro a que iniciar na madrugada, escolha pessoal. Mas enfim, diante de todas as alternativas, ir até lá é para realizar ou a de 125 ou a de 82, pois são as únicas que passam pelo Roque Nublo, o monumento principal da ilha, uma formação geológica que encanta os nossos olhos a quilômetros.

Quando disse divina, a previsão seria que não se veria o Roque Nublo, pois ele estava encoberto, mas de repente, foi mágico, ele se abriu diante dos nossos olhos e foi maravilhoso!

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A corrida iniciou em Fontanales, logo na saída entramos em um trilha estreita e já peguei “tráfego”, o solo naquela região era úmido e muita lama escorregadia. Descemos até o km 7 na cidade de Vallesecco. Sempre quando entrávamos nas cidadezinhas era um encanto, toda população se mobilizava e gritava “Animo, Animo”; escutei umas 1000 vezes o animo durante a prova, mas nenhuma palavra seria tão bem colocada como essa. Eu sempre sorria ao escutar. Em seguida se desceu ate a cidade de Teror, do qual se iniciaria a primeira subida, seriam 1000m acumulados em menos de 10km. A subida era técnica com algumas escadarias que entrariam em um parque. Ainda fazia frio (largamos com 7 cº) eu não havia tirado meu corta vento e à medida que subíamos o tempo fechava mais e o frio persistia.

O engraçado é que a vegetação muda completamente da base para os topos. No nível do mar era muito desértico com dunas , cactus e pouca vegetação. No alto se via um solo mais úmido, pinheiros, algum tipo de floresta, era uma transformação.

Ao chegarmos em Tejeda o tempo então começou a abrir e ele lá o impetuoso apareceu. O Roque Nublo. Sim: “eu vim te ver”.

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Iniciamos a segunda subida, mais complicadinha – também em uma média de 10%. Ela ia piorando, você via as formações rochosas mas elas nunca chegavam.  Assim aproveitamos o visual com algumas cachoeiras e descidas de rios (que eram raros). O número de turistas aumentava relativamente o que de certa forma complicava um pouco. Claro que o povo é educado e dava a vez, mas não deixava de ser um “atrolho” de pessoas.

Quando cheguei no Roque Nublo, era uma festa só, muitas pessoas, muita animação, foi como um êxtase. Lá de cima se via inclusive a ilha de Tenerife. Realmente o povo conversava comigo, acho que treinei umas 7 línguas. Até francês eu arranhei; em um momento um sérvio tentava alguma comunicação comigo, uma britânica também ficou muito feliz quando viu e disse “uma mulher!”, um local me acompanhou muito tempo e me dava boas dicas, fiz amizade com um italiano que me convenceu de fazer a Lavaredo, e nossa perdi as contas, foram muitas pessoas que acompanhavam e incentivavam, e era sempre algo relacionado com “vamos pequena”… Essa troca de experiências é que faz ser a corrida o que é. Em 15 horas perdi as contas das amizades que fiz. Deu para curtir! Muito!

Depois do Roque Nublo se passou por uma primeira barragem (ao meu ver lindo), e o posto de Garañon onde o abastecimento era bem forte, ali eram entregues as bolsas e o pessoal realmente parava e tomava seu tempo. Eu continuei com destino ao ponto mais alto da ilha: Pico de las Nieves com quase 2000m, dali as más línguas diziam que seria somente descida (mentira). Porém as descidas realmente eram longas, pesadas e duras, meu quadríceps travou, pois além de muito técnico, com pedras soltas, trilhas coloniais, não te deixavam desenvolver muito. O jeito era ir travando. Ainda se encontrou mais algumas subidas, o dia escureceu e cheguei na segunda barragem (mais linda ainda). Dali teríamos só mais 18km. Sim o cansaço pesa, as pernas pesam, a noite complica. Mais uma última subida e caímos dentro um vale. Os últimos 10km acreditem foi dentro de um rio. Um rio seco. Eram só cascalhos, mas a noite era muito difícil correr. Vi muitos tropeçaram e beijarem o chão. Decidi caminhar. Não faltava muito, mas o vale continuava sempre fechado, e não terminava nunca. De repente você vê as luzes da cidade e uma placa: faltam 5km para a meta, é uma injeção de adrenalina. Voltei a correr e até o final a intenção era única. Cruzar a linha. Realmente é divino! Na chegada você acaba vendo todos que conversaram e correram contigo, e a emoção é imensa. Só devo agradecer. Foi uma das provas mais lindas que já fiz. Uma prova realmente TOP. Se eu aconselho? Eu mesma quero voltar para os 125k!

Fechei a prova com 15h45´, até abaixo das minhas expectativas.

Falando em 125k, o nosso colega brasileiro Chico Santos, que ficou entre os primeiros colocados sendo fotografado pelo ilustríssimo Ian Corless (um dia eu chego lá).

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Outro ponto muito favorável é que com uma inscrição de 120 euros a gente ganha MUITA coisa e muita coisa boa.

Também como engenheira sanitária/hidráulica fiquei encantada com as obras de engenharia, pois como citado a região é desértica portanto o aproveitamento de água é máximo. Passamos por duas barragens com lagos enormes. Em uma a adutora atravessava o vale com algo em torno de DN1200 (diâmetro da tubulação).


Há também, muito aproveitamento para irrigação, se via tubulações o tempo inteiro, puxa daqui e leva para lá. Também bacias dissipadoras de chuva (pois dizem que as tormentas são poucas mas são fortes), fora que tivemos que correr os últimos 10km dentro do leito seco do rio em meio a cascalhos encaixado no vale. Isso para mim é além de corrida.

A geologia da região também é fora de sério!

Só uma coisa. É apaixonante. Obrigada Espanha, obrigada Canárias.

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Agradecimento especial ao meu treinador Sidney Togumi e equipe UPFIT

Ao funcional da Converge

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Report Desafio das Serras 2016

 

Desafio das serras. Uma prova dividida em dois dias, com dois perfis bastante diferentes. Inscrevi-me para o percurso longo que contava com duas provas de 40k em cada dia, totalizando 80k. No primeiro dia, prova bastante técnica onde enfrentamos trilhas fechadas e muitas subidas com acumulado positivo de 2.500m resultando em um percentual de 6,25%. No segundo dia, basicamente com decidas, em estradas na sua maioria, algumas trilhas mais abertas, porém ainda com acumulado positivo de 1.200m.

Ironicamente eu fui muito melhor no 2o dia mesmo com o desgaste de 9h do primeiro dia.

Bom o que relatar sobre a prova? Iniciamos os primeiros 9km subindo desde SFX até a Pedra da Onça divisa com MG. Nesses primeiros 9km nosso desnível foi em torno de 1.100m, numa tacada única. Entramos na trilha do Jorge já em Monte Verde – MG, em um bate e volta de em torno 8km, regressando até a Pedra da Onça, do qual aí sim subimos até seu mirante. Da mesma corremos mantendo o filo da montanha, em alguns sobes e desces fomos até a pedra partida onde havia uma corda para o seu pico. Dali eu consegui me perder! Encontrei uns meninos correndo no sentido contrário e por sorte eles me indicaram o lado correto. A pedra partida fechou o km20 do primeiro dia.

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Com mais 3km de descidas chegamos ao starbar, com direito a sessão de fotos (rsrsrsrs o fotógrafo fez eu voltar umas 3 vezes – a gosto e aprovação minha – para fazer uma sequência de fotos!). Dali então fizemos o ataque ao pico do selado! Naquele momento começou a esfriar e ventar muito, quando notei começou a trovejar! E uma chuva insana começou a cair, quanto mais eu subia mais piorava! Engraçado era a 2.000m de altitude em um frio danado, um bando de cavalos pastando na chuva no meio da trilha (!?!), eu retardada gritava “sai, sai” e o bicho nem bola! Continuando com o assunto da chuva, ao chegar na pedra selada, não satisfeita a chuva se tornou granizo! Eram umas pedras de 3 a 4cm batendo nas costas e naquele chão liso pedindo por um acidente! Ao atingir o pico era eu, o granizo e mais o Staff que estava escondido nas pedras! Ahahah super legal! Ele me convidou para me proteger, mas bem capaz, com apenas um goretex eu tinha de me movimentar para não passar frio. Então era momento de descer para uma trilha recém aberta com rios de granizo correndo peral abaixo! Tombos para que te quero! Eu fiz meu banho de lama terapêutico ali mesmo, e logo em seguida encontrei alguns amigos também empacados na trilha se perguntando como passar por um “túnel de pedras” o Staff só disse, deita e vai de escorregador! Mudou a concepção da prova rsrsrsrsrs! Bom demoramos não sei quanto tempo para descermos aqueles 5km. O mais agonizante é que escutávamos o locutor anunciar as chegadas da prova e nós nem perto! No fim, consegui chegar bem e concluir antes do anoitecer, mas realmente foi um dia bastante tenso! O pessoal dos 20km olhava e se questionava da onde tanta sujeira! Bom a trilha que eles desceram era uma trilha já demarcada diferente da nossa, eu também sou suspeita pois costumo me sujar além do normal. Ao final os meninos que me indicaram o lado correto gritaram: olha a perdida! Eram de uma equipe de reportagem da tv gazeta! Ironicamente a gente acaba fazendo sempre muitas amizades nessas provas! Ao meu ver é um dos maiores benefícios das corrida de montanha, é tanto tempo girando e acompanhando/sendo acompanhado que se torna uma consequência fazer amigos! Nisso também sou suspeita pois converso até com as árvores no meio da prova.

Bom, segundo dia. Dada a largada me sentia muito bem, mais do que eu pudesse imaginar, imprimi um ritmo bom e logo quando começaram as descidas eu via que meu pace mesmo depois de já 50km rodados estava a 5’20! Acabei me encostando em alguns colegas dos quais me mantive por perto até o final da prova. Ganhei até guaraná de um! (Tomar um refrigerante no meio da prova é uma das maiores maravilhas que existem), pelo km20 eu estava com 2h10, excelente tempo. Dali começamos a subir o passo, e em seguida umas trilhas em meio a cachoeiras lindíssimas, o fotógrafo o qual perguntei até me disse: essa é uma das trilhas mais lindas de São Francisco Xavier, realmente impressionante, passado algum tempo eu continuei a desenvolver bem e já nos 10 quilômetros finais quando começaram as descidas finais eu literalmente soltei a banguela, o amigo até perguntou da onde eu tirava gás ainda? Eu estava bem cansada sim, mas sempre gostei de descidas, e sei que é nesse ponto que consigo abrir, tanto que foi assim que passei a menina que tinha chego na minha frente no dia anterior tirando o tempo de vantagem e subindo uma posição. Terminei o segundo dia em 4, e no somatórios dos tempos em 6. Confesso que me surpreendi, pois vinha de duas semanas extremamente gripada com tosse de cachorro a prova inteira. Vinha também de algumas baixas em provas o que vinha afetando meu psicológico. Mas graças a treino, dedicação, trabalho de cabeça e a proteção divina, dessa vez deu certo! Conclui a prova de 80k, 40k sábado com D+2500 e 40k domingo D+1200, em 14h19. E sim, eu cumpri minha meta: me divertir! A gente sofre sim! A gente pensa em atirar a mochila precipício abaixo! A gente pensa que nunca mais vai repetir prova! Mas no fim a gente ama tudo o que faz e quer mais e mais! Termina de lavar os tênis e já começa a projetar o próximo desafio! A vitória é pessoal e não há ninguém que tire esse gosto da gente. Aconselho sim essa prova, mas não adianta achar que não vai sofrer! Eu como gaúcha me surpreendi com a paisagem da região aliás. Nosso Brasil é lindo e merece ser explorado por cada um de nós! E em provas assim visitamos lugares que jamais iríamos! Enjoy it! Nós também temos potencial com serras, morros e montanhas.

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Uma boa semana a todos!

 

Perfis e Percursos:

Review Tênis SLab Speed Salomon

A indagação necessária para se fazer este review foi, entre amigos, discutirmos tênis adaptáveis ao solo encontrado no Brasil. Sim temos um clima úmido com solos férteis que acabam se tornando terrenos escorregadios com muita matéria orgânica, dos quais muitos tênis não se comportam da melhor maneira necessária.

As pessoas tendem a usar o tênis Speed Cross pelo Brasil, pois ele se tornou um padrão pelos seus grips serem adequados na média geral de terrenos, e serem tênis de fácil aquisição com um preço acessível.

Eu entro então para comentar o Salomon Slab Speed, com grips de tênis como SpeedCross que se comportam de maneira eficiente em terrenos macios (softground). O mesmo (SLab Speed) evolução do já Slab FellCross 3 existente.

A diferença essencial está na aderência que o mesmo dá a rochas molhadas e um redesenho no molde. Os tênis Slab são de maneira geral tênis mais minimalistas com drop baixo.

Especificação

Composto sola Premium Wet Traction
4mm sola-drop
Aproximadamente 280g
Cadarço Speed laces
Interior sem costuras
Biqueira

 

Como seria de se esperar de um sapato Salomon S-Lab, é quase impossível encontrarmos falhas na qualidade de construção, sim é um investimento maior, porém um tênis de alta qualidade que vale para se utilizar em provas. Percebe-se o ajuste do tênis muito bom, com alto conforto, o que torna um tênis ideal para se correr rápido em terrenos íngremes e irregulares, o proprio fato do drop ser baixo auxilia na estabilidade destes terrenos o que proporciona segurança e confiança. Nota-se que a Salomon procurou reparar o erro que o grips tinham ao encontrar rochas molhadas, modificou o composto de borracha e agora houve significativa melhora no comportamento do mesmo ao corrermos em superfícies lisas molhadas, não se resbala mais. Do contrário, sente-se uma resistência em superfícies duras e secas, não o recomendando neste caso.

Já para superfícies macias é uma história completamente diferente e a aderência é muito boa. Nota-se que a autolimpeza de lamas presas no grip é surpreendentemente boa também; e mesmo quando presa a quantidade de lama, comparada a outros tênis, ainda é menor.

Sobre o assunto do amortecimento, ele novamente é perfeito para terreno macio, porém duro e desconfortável em trilhas hardpack ou asfalto. Bom, isso tem pouca importância, pois o Speed claramente não se destina a ser utilizado nestas circunstâncias de terrenos duros. Já que desde o princípio buscamos um tênis apropriado para a maioria dos terrenos que encontramos pelo Brasil, com solos moles e úmidos.

Portanto, quando utilizado em condiçoes de terreno macio, íngrime, com velocidade, o Slab Speed é um dos melhores tênis do atual mercado. Tem um melhor composto de borracha para trabalhar com rochas molhadas, e apesar do seu custo de lançamento ser mais elevado, a medida do tempo muitos tênis tendem a obter descontos. Atualmente é a opção escolhida por mim.

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Técnicas mentais para Ultramaratonistas

Correr uma ultramaratona é só se preparar fisicamente? Não mesmo, você também precisa se preparar mentalmente! Não importa o quão duro você possa treinar para a sua ultramaratona, treinamento mental é também importante. Se a sua mente não está preparada para o que está à frente, seu corpo também não vai estar.

Aqui, então, estão algumas técnicas mentais que me ajudam quando a competição começa a pesar. Eu acho que elas se aplicam a qualquer distância, seja no seu primeiro 50K ou a sua enésima 100 milhas. Talvez vocês já empregaram algum destes. Espero, no entanto, que pelo menos um de vocês possa sair com uma nova ideia para o também enfrentamento mental.

Você é sortudo

Começo com esta estratégia, acredito que produz os resultados potentes. Que maravilha é estar correndo no meio dessas montanhas! Não tem seu estimulo? Não é compensador? Quem mais teria aquela visão deslumbrante se não estivesse competindo dentro dessa prova?

Muitas pessoas nunca terão a oportunidade de explorar as remotas montanhas, prados, cumes, e lagos que vemos durante as ultras. Alguns são fisicamente impróprios, outros sobrecarregados com afazeres, trabalhos ou até mesmo sem condições financeiras de estar ali. Então simplesmente eu penso em não desperdiçar essa oportunidade.

Durante seus piores momentos de qualquer ultra, diga a si mesmo estas palavras: “Eu sou sortudo. Eu pago dinheiro para fazer isso. Estou em um dos mais belos lugares do mundo, e eu sou um dos poucos afortunados capaz de experimentar isso “.

Funciona para mim. Principalmente quando deixei de estar presente em outros eventos tão importantes quanto por optar estar ali.

Break Down the Numbers

Olhando para os números durante uma ultra, isso pode fornecer um impulso súbito ou frustração instantânea. Para garantir a primeira opção, eu faço os números se tornarem algo positivo. Eu tento nunca, nunca olhar para um marcador de quilometragem e pensar: “Recém aqui?” É um processo mental que me faz sentir desanimado e cansado. Em vez disso, eu digo: “Só mais 10 quilômetros para o próximo PC!”, Ou “Eu já terminei um terço da corrida!”

Eu quebro a corrida em pedaços gerenciáveis, a fim de olhar para o meu progresso de uma forma positiva. Principalmente por decorar trechos, ou pontos de corte, então penso até o próximo posto.

Recompensa

O exercício físico é toda sobre a recompensa. Eu penso sobre a fatia de melancia esperando por mim no próximo PC ou na  tão sonhada coca-cola. “Apenas 10 mais até chegar para mudar as minhas meias”. Olhando para a frente para a próxima coisa pequena em um longo prazo ajuda a me manter em frente.

Distrair

Quando tudo mais falhar, eu tento esquecer que eu estou correndo. Eu faço muitas das minhas corridas pensando nos sonhos próximos. Se eu não sentir vontade de falar (sozinho), eu canto mentalmente.

Confiança e determinação irá levá-lo longe na vida, especialmente quando você está fora das trilhas. Quando seu corpo está à beira da desistência durante uma corrida desafiadora, sua mente é a única coisa que pode mantê-lo ir. Lembre-se porque você está onde você está, e o que você veio fazer. Lembre-se o quão duro você trabalhou para chegar lá. Agora lembre-se todos aqueles que acreditaram em você. Deixe essa positividade guiá-lo, enchê-lo com confiança, dizer a sua mente o que você pode realmente fazer.

Assim, em sua próxima corrida, quando você estiver sentindo que tudo está contra você, olhe para dentro de si mesmo. Encontre a sua motivação, o que impulsiona você, e deixe levá-lo o resto do caminho.

 

Call for Comments

Eu adoraria ouvir suas respostas deste artigo. Acho que podemos aprendermos uns com os outros. O que funciona para você?

 

Fontes:

http://www.irunfar.com/2010/07/mental-approaches-to-ultramarathons.html

https://www.runtastic.com/blog/en/guest-bloggers/ultra-marathon-mental-training/

Desabafo de uma corredora

Nao sou filha da montanha, nem nunca pertenci a ela, não treino “sem fingimento”, nem com brutalidade, pelo contrário, estou tentando sair de um processo de overtraining, não sou feia, nem diva, nasci em uma cidade situada ao nível do mar, cresci num apartamento e subia apenas algumas árvores do bairro, já era hiperativa e já enlouquecia meus pais querendo entrar mar a dentro a partir dos meus 3 anos. Treino conforme o meu corpo e minha experiência permitem, talvez eu tenha até ultrapassado algum limiar ultimamente. O ponto que quero chegar é que sou a pessoa mais normal desse mundo. 

Agora, há tantas futilidades que a rede social te faz acreditar. Ela expressa o ego e as desculpas de alguns, e não é porque aquela pessoa age daquela forma que você precise também agir. Siga seu coração, fuja de hashtags da modinha, de aplicativos ostentação. Você tem sua personalidade própria e é isso que te faz ser tão especial. Siga seu instinto! Não nos calemos para os nossos desejos! A vida é curta demais para tentar impressionar os outros. Já corri muito através dos olhos de uma câmera mas hoje em dia eu noto que vale muito mais a pena assistir a paisagem através dos meus olhos, porque essa memória ninguém apaga e não é necessário nenhum backup. 

Por fim, às vezes a cabeça é quem melhor devemos ter treinado para algumas competições, ela manda no corpo e é você quem manda nela!

Boa sorte e bons treinos! 

Como regular seu relógio Suunto para modalidade de duração econômica de bateria.

A vantagem de alguns relógios para corredores de ultramaratonas é que existem modelos que podem ser regulados para uma duração de 20h, 30h e até 50h. Agora como fazer isso?

Bom, isso é ajustável no modo de intervalo em que os dados são salvos, ou seja, podem ser de 1s em 1s, de 10s em 10s, de 30s em 30s, ou de minuto a minuto.

Com o intervalo mais longo de um minuto a bateria chega a atingir 50h de duração para os modelos PEAK. Então, para se ajustar irei explicar passo a passo para os relógios da marca Suunto. O ajuste se passa através do app Movescount.

Após sincronizar o app com o relógio, deve-se entrar nos modos desportivos

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Dentro desse módulo, você pode configurar todos os esportes para o qual se utiliza seu relógio, por exemplo, nataçao, trailrunning, indoor. Sendo que cada um lhe proporciona telas de leitura diferente, pois em cada esporte verificamos diferentes fatores. No caso, do trail running, eu configurei a altimetria tanto ascendente como descendente, um gráfico de perfil do percorrido, etc.

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A partir daí você escolherá o esporte para configurar, sim a economia de bateria pode estar ativa em determinados esportes.

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Resolvi configurar o modo “corrida”.

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Primeiramente ele lhe apresentará as telas a serem configuradas. Adicionei 3 telas ao meu relógio e selecionei o que me agradaria ser apresentado.

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Clicando no “Preferências” localizado no canto superior direito então se editará fatores mais particulares, como o intervalo de gravação de dados (economia da bateria), poderá também se criar atividades novas como Corrida econômica para as provas, Corrida não econômica utilizando intervalo de 1s com a cinta de batimentos…ou quantos modos desportivos lhe convir.

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Você sabia que o desejo por viajar, explorar está no nosso genoma? Gene 7R

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Há algumas pessoas que nunca se sentem à vontade para sair de casa. Depois, há o resto de nós, que adoram desfrutar de experiências extraordinárias. Como chamado pela língua alemã Wanderlust: que se traduz como “Strong desire to travel” ou “Grande desejo por viajar”, relacionam-se a exploradores que costumam gravitar em torno da alta-tensão.

De fato, há uma mutação que aparece frequentemente em tais discussões: uma variante de um gene chamado DRD4, que ajuda no controle da dopamina. Os pesquisadores têm citado a variante DRD4-7R que é encontrada em pelo menos 20% dos seres humanos. O próprio gene, DRD4-7R, tem sido apelidado de “gene wanderlust,” por causa de sua correlação com o aumento dos níveis de curiosidade e inquietude, para a maior parte.

Dezenas de estudos em humanos descobriram que 7R torna as pessoas mais propensas a correr riscos; explorar novos lugares, ideias, alimentos, relacionamentos; e geralmente abraçar movimento, mudança e aventura. Estudos em animais que simulam as ações de 7R indicam que aumenta a seu gosto para tanto movimento e novidade. Tanto que o 7R é mais comumente encontrado em atuais culturas migratórias que em assentadas.

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Então o 7R é o gene da aventura ou do explorador como alguns chamam?

O Geneticista evolutivo da Universidade de Yale Kenneth Kidd acha que muitos dos estudos que associam 7R a traços exploratórios sofrem de métodos piegas ou matemática. “Você simplesmente não pode reduzir algo tão complexo como a exploração humana a um único gene”, diz ele, rindo. “A genética não funciona dessa maneira.”

Kidd sugere para se considerar como vários os grupos de genes que podem estabelecer uma base para tal comportamento. Por isso, ele e a maioria dos defensores 7R concordam: não é um gene ou conjunto de tais que podem nos conduzir para a exploração, mas provavelmente, diferentes grupos de genes que contribuem para as características múltiplas, algumas que nos permite explorar, e outras, no caso do 7R nos pressionando a fazê-lo. Ele ajuda, em suma, para pensar não apenas no desejo de explorar, mas na capacidade; não apenas na motivação, mas nos meios. Antes que você possa agir no impulso, você precisa das ferramentas ou traços que fazem a exploração possível.

Portanto, exploração é como um teste extremo que nos definem com um wanderlust gene aproveitado para a inovação, habilidade e desenvoltura.

Eu não tenho muita dúvida, mas se você quiser fazer o teste, a Land Rover lhe proporciona através desse link (não funciona via mobile e é um pouco pesado) para descobrir se você possui o gene 7R, o gene wanderlust.

https://adventuregenetest.landrover.com/?locale=en-int&_ga=1.243308620.853299413.1444753518

Fonte: http://ngm.nationalgeographic.com/2013/01/125-restless-genes/dobbs-text

Criando e Importando Rotas para o Relogio GPS

Inscrevi-me para uma prova que se realizará daqui umas semanas e entrando no site da prova reparei que eles estão disponibilizando o arquivo GPX com toda rota do percurso balizado.

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Aos que não sabem GPX é a extensão do GPS, importando para o relógio ele te guiara durante toda a corrida e se houver alguma dúvida de balizamento durante o percurso você saberá perfeitamente se está saindo ou não da rota.

Bom como ocorre, você baixa o GPX e importa a rota para o relógio, a maioria do relógios possuem essa função inclusive os modelos mais simples. No meu caso, o meu relógio é um Suunto, e o importei através do programa Movescount próprio da Suunto.

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Bom para não jogar no cego o que eu fiz… resolvi criar uma rota e testá-la! Como se faz!?

Primeiramente o melhor lugar para se criar rotas é o Google Earth. Hoje em dia o Google Earth Pro é free e possui mais recursos!

Inicie desenhando o seu percurso e salvando seu caminho no Google Earth. Após isso exporte ele! O Google Earth possui extensões como KML ou KMX assim você irá salvá-lo nessas extensões. Exporte e diante algum conversor transfira para a extensão GPX, será esta a ser importada pelo relógio. Apenas esta!

Um modo que eu realizo é através do aplicativo Wikiloc. No Wikiloc você pode fazer Upload de todas as suas rotas e manter seu diário ali online. Portanto, carregue na extensão KML para o Wikiloc, e uma vez dentro do mesmo Wikiloc ela pode ser novamente salva em GPX entre outras extensões através do download da rota ali disponível (outro modo de se encontrar rotas já prontas).

Entre no aplicativo do seu relógio, para o Garmin o Connect e para o Suunto o Movescount. Lá procure o modo import/upload e no movescount em plan&create routes. E carregue este GPX.

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Você pode também desenhar diretamente pelo Movescount no item Create New Route.

Em regra geral, vim colocar que sim, foi ótimo, realmente auxilia principalmente se é a primeira vez que você percorre a rota. Não tem erro: a bússola vai apontar para o destino correto. Quando você sair da rota perceberá que estará se encaminhando para um vazio.

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O relógio cria várias telas como um mapa global, a direção que você esta indo, uma escala de 500m da tela, uma escala de 100m, para qual direção esta o ponto final da rota, a distância deste ponto final. E você seleciona e troca mudando no “next” de tela. Tudo é útil.

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Como eu gostei estou baixando o GPX disponibilizado pela prova e irei correr com ele! Pois quem nunca se perdeu em uma prova de montanha?! Principalmente à noite depois do cansaço de várias horas correndo sem repouso?

Nossos relógios possuem diversos recursos e é importante saber utilizá-los, gealmente você nem conhece metade deles! Ninguém nasce sabendo, portanto ler manuais e fuçar são alternativas válidas.

No fim, resolvemos concluir por um caminho diferente da rota, mas o relógio em nenhum momento deixou de indicar qualquer item, principalmente onde era o ponto final/chegada. A rota que concluímos ficou assim:

http://www.movescount.com/moves/move77890640

Se interessou pela rota? Sim você pode salva-lá por GPX! Alias você pode salvar até as rotas do Kilian se você o segue no Movescount!

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Gostou? Possui dúvidas? No que eu puder auxiliar é só perguntar!

Segredos do STRAVA

O corredor viciado, hoje em dia, não abre mão nem do aplicativo para correr junto, e no meu caso esse aplicativo é o STRAVA.

O que eu gosto do STRAVA é que ele pode ser sincronizado automaticamente com seu relógio, independente da marca, poderá criar grupos de discussão, eventos, segmentos, recordes, planilhas de desempenho, cuidar quantos kms seu tênis já realizou, etc.

Sim vou ensinar como fazer tudo isso.

Iniciarei ensinando a sincronizar seu relógio ao STRAVA, assim toda vez que você colocar seus treinos no seu Garmin Connect, Movescount automaticamente o STRAVA puxará também seus treinos.

Primeiramente você entrará no site via computador www.strava.com, após login procurará no canto direito superior um símbolo de mais (+), clicando ali haverá “carregar atividade”, como mostrado na figura a seguir.

mais

Após entrar no device upload você verá os 8 diferentes dispositivos que poderão ser sincronizados, escolha o seu, entre com seu login e pronto, dali em diante tudo irá automaticamente.device

A coisa que mais adoro no STRAVA são os segmentos, através dele conseguimos ver o tempo decorrido durante o percurso e ser qualificado em uma espécie de ranking, também podemos acessar através de uma planilha como nos comportamos ao longo do tempo observando nosso progresso.

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Bom e se você quiser criar o seu próprio segmento ou rota?!

É interessante você correr o tal percurso e rota e a partir da atividade feita exportar a partir dali.

Dentro da sua atividade, você clicará na chave de fenda e então em “criar segmento” ou “criar rota”.

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Você entrará num modo de editar seu trecho

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Selecione e pronto, prossiga. É importante observar a caixa de “tornar o segmento privado” caso você queira apenas para você ou compartilhar com seu grupo de amigos, desmarque a caixa.

Por final, você pode ingressar em clubes e dentro deles também participar de um ranking de treinamento, onde indicará o quanto cada corredor fez durante a semana, o pace médio e a altimetria acumulada

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Por fim, você poderá controlar seu “produto”.  Adicione o produto como sua bicicleta ou tênis. Edite a atividade selecionando o produto que utilizaste para realizar a atividade conforme figura. Assim ele controlará a quilometragem realizada por cada produto para sabermos ao fim quando precisamos investir em um novo

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Boas corridas!