Vest Osprey Dyna Review 6L

Osprey, marca americana e famosa em mochilas cargueiras agora redefiniu sua linha de mochila para trailrunning com seus novos modelos de mochilas Duro (masculino) e Dyna (feminino) já disponíveis no mercado brasileiro. Em 3 tamanhos cada, tanto para homens como para mulheres, as mochilas vem em modelos de capacidade de 1,5 litros (reservatório 1,5L), 6 litros (reservatório 1,5L) e 15 litros (reservatório 2,5L). Algo para cada necessidade, desde corridas rápidas com apenas um pouco de água e um casaco de chuva, como para provas mais longas, ou de autossuficiência.

Em forma de colete “vest” se adapta perfeitamente ao corpo, em tamanhos variados P/M e M/L com cortes tanto masculino como feminino nos modelos indicados.

 

Testei a Dyna 6L cor cinza – modelo feminino.


No geral, a impressão é muito boa, na verdade, Osprey fez algo que nenhuma outra mochila fez, executou uma mochila que mantém tudo preso ao corpo sem balançar, sacudir, machucar os seios, ombros ou então esfaquear as costas.

Estes coletes não são ultralight, mas eles não devem ser. Eles oferecem recursos para pessoas que procuram conforto e estabilidade, juntamente com o conjunto usual de muitos bolsos da Osprey. Se você está atrás de mochilas super light, estas provavelmente não são para você. Por exemplo, a Dyna 6L, pesa 440 gramas. Em comparação ao líder de mercado que pesa 285 gramas. Na minha opinião, a mochila da Osprey é perfeita para corrida geral, conforto e durabilidade.

A Dyna 6 já me acompanhou em diversos treinos e foi a que utilizei na minha meia prova da Lavaredo onde executei apenas 48km. De qualquer maneira, ela agiu perfeitamente para mim. Acesso a inúmeros bolsos, onde guardei toda suplementação mais materiais obrigatórios, o bolso exterior mantinha minha jaqueta impermeável de fácil acesso sem abrir e fechar zíperes, somente preso no bolsão com fivelas. Nos bolsos frontais mantive gel, mariola e rapaduras. Nos dois flasks frontais mantive água e isotônico e mais 1,5L de água de coco no reservatório traseiro. Os materiais obrigatórios ficaram em um do bolso traseiro, no outro menor mantive lenços umedecidos mais outras comidas. Em dois bolsos diagonais das costas mantive os manguitos, luvas e bandana de fácil acesso (para certa elasticidade motora).

Adaptei meus trekking poles da maneira que mais gosto na mochila e ela aceitou perfeitamente. Não balançaram, não sacudiram, não incomodaram e não me machucaram.

Osprey têm qualidade personificada, excelente construção e longevidade. Eles oferecem uma “All Mighty Guarantee” e eles sempre preferem reparar produtos em vez de substituí-los.

 

Pontos Positivos

-Muito bem feito, estes coletes não se desmoronarão em breve. As vezes, acabamos investindo muito em materiais que começam a se desfazer em um ano ou dois….

-Bolsos extra grandes para soft flasks ou para celular/comidas.

-Sistema de fechos sólido e estável.

-Sistema de elásticos frontais seguros e adaptáveis onde desejar longitudinalmente. Eles simplesmente não saltam ou balançam graças à largura do projeto da tira do ombro e ao sistema de tensão. Eles abraçam o corpo.

-A opção de usar reservatório traseiro de água dentro da embalagem (sistema envelope) e/ou apenas transportando soft flasks frontais.

-Três tamanhos para três necessidades muito diferentes; colete de 1.5L para dias minimalistas, um modelo perfeito de 6L para “se você apenas vai comprar um”, e um forte 15L com uma adição de cinto muito apreciada para carregar cargas mais pesadas.

-As mochilas são todas de tamanho pequeno / médio ou médio / grande para ajustar o ajuste.

-Além do meu ponto favorito que é o imã na mangueira do reservatório.

-Reservatório da Hydrapak com mangueira superior à do concorrente.

-A opção de usar (comprando separadamente) os soft flasks (frascos frontais para água ou isotônico) da própria maca Osprey nas opções de 250ml e/ou 500ml.

Pontos Negativos

-Bolsos com zíper em material de malha. Eu aprendi que a malha permite que o suor se mova através dele deixando o sal atrás uma vez seco. Zippers podem aproveitar este sal, pelo que deve ser tomado cuidado para manter as zíperes limpas.

-Fivelas que precisam às vezes serem abertas para se acessar os bolsos traseiros da mochila.

 

Por fim, segundo os seguintes links a mochila foi indicada uma das melhores do mercado

 

http://www.irunfar.com/2016/11/best-trail-running-gear-of-summer-outdoor-retailer-2016.html

 

http://trailrunnermag.com/gear/hydration/womens-specific-running-vests.html

Ficou lindo né!?

Gostou?

Disponível no site da loja AltaMontanha com desconto especial com cupom de minha indicação 😀

https://lojaam.com.br/mochilas/mochilas-para-hidratacao.html?manufacturer=235

 

Confere lá, e me chama!

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A Trilha é de Todos

Sem título

Por acreditar no esporte,

Apaixonados pelo mountain bike, vimos o esporte crescer de uma forma monstruosa nos últimos anos, ao mesmo tempo em que esse esporte crescia notávamos que aos poucos ele perdia sua essência, perdia o propósito criado por James F. Scott, pioneiro do esporte nos anos 50.

Iniciamos nossa caminhada nos eventos de Mountain Bike, criando a Bike Time Eventos. Tentando passar aos participantes, o que realmente o esporte representa, abusamos das trilhas, subidas e descidas, mantendo a natureza intacta, pois somos apenas convidados perante sua grandiosidade.

Nossa parceria com Rxplorer – Raissa Zortea se deu por acreditar nos mesmos princípios, entender que #aTrilhaédeTodos, unimos forças e ideologias e criamos o 1º Pedal + Trailrunning região das hortênsias, evento pioneiro no estado, que vai se realizar no dia 24 de setembro de 2017, na Fazenda Sonho Meu na cidade de Canela – RS.

Da mesma forma que o MTB o TrailRunning está atualmente tomando espaço notável no cenário nacional. Pois vimos o corredor Kilian Jornet atingir o cume do Everest sem ajuda de equipamentos e oxigênio, duas vezes em uma única semana. Através disso queremos apresentar que as trilhas são para todas as modalidades!

O Evento contará com apoiadores de ambos esportes, e terá percursos de até 40km dentro da Floresta Nacional de Canela (Flona/IBAMA) percorrendo muitas trilhas dentro apenas de mata nativa.

Contará com:

  • Loja especializada
  • Apoio de motos
  • Pontos de hidratação
  • Seguro do evento
  • Local amplo para toda a família com almoço no local
  • Estacionamento
  • Local para banho
  • Fotos e vídeos com drone
  • Sorteio de brindes (Osprey é uma das apoiadoras)

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Se interessou?

Site para inscrições:

https://www.sprinta.com.br/event/15438776tnHP3d

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Base do evento:

http://fazendasonhomeu.com.br/

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Não conhece Gramado? Pernoite na Pousada  Sonnenhof com preços promocionais aos atletas – 30% de desconto.

http://www.sonnenhof.com.br/

 

 

Travessia Complexo Marumbi


A travessia passou por 5 picos:

-No primeiro dia:

  • Rochedinho

-No segundo dia:

  • Abrolhos
  • Ponta do tigre
  • Gigante
  • Olimpo

Conjunto Marumbi 2

Percorreu-se a trilha azul (Rochedinho), vermelha (Noroeste) e branca (Frontal).

No primeiro dia, descemos no aeroporto Afonso Pena em Curitiba, fomos com o translado até a rodoferroviária no centro da mesma capital paranaense, para então tomarmos o trem Curitiba-Paranaguá até a estação “MARUMBI”. Previsão de chegada é algo em torno de 10h, porém sofremos atrasos chegando às 11h.

Desde a vila Marumbi fizemos uma caminhada pelos trilhos, algo em torno de 500m até o viaduto famoso do Carvalho, em frente ao túnel 5; e na sequência realizamos nossa primeira caminhada para o Rochedinho, trilha de nível fácil que pode ser realizada em 1 hora, marcação azul. No topo da mesma se vê a formação do “cachorro”, trechos da linha férrea, bem como todo maciço famoso junto da Serra.

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Ao término, descemos uma trilha colonial até Engenheiro Lange e após uma outra estrada até Porto de Cima, onde estaria nosso pouso.

No dia seguinte acordamos às 4h, para sairmos e iniciarmos a caminhada às 5h. Partimos de  Porto de Cima, o que nos tomaria umas 2h de caminhada até estação Marumbi, aproximadamente 9km em subida leve. Chegamos a base do complexo ao amanhecer, o que proporcionou fotos lindas. Para se chegar a base, ou em trem, ou de carro 4×4 até Estação Eng Lange com mais 1km de trilha colonial até a Estação Marumbi, no resto, somente a pé mesmo.

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Chegando na estação Marumbi, base do complexo, as alternativas de trilhas liberadas durante nossa visita eram apenas duas (para os picos mais altos); ou a trilha vermelha (noroeste), ou a trilha branca (frontal). Resolvemos subir uma e descer a outra.

Subimos a noroeste de nível “pesado” (que a meu ver, era mais simples que a branca de nível “médio-pesado”). Eu tive mais dificuldade com o fator ferratas, em excesso na trilha branca, exatamente por não alcançá-las, uma vez que meço 1,50m.

Iniciando a Trilha Noroeste de cor vermelha, a mesma possui um acesso primário ao pico de Abrolhos, opcional, com uma bifuração de acesso. Chegava-se nessa bifurcação com aproximadamente 1h30, após aguardamos os amigos decidimos ir ao ataque deste primeiro cume, que levou mais 30 minutos e o encontro com as primeiras vias ferratas. Em 2 horas de trilhas chegavamos a 1280m, pico dos Abrolhos.

Quando chegamos no primeiro livro de cume, a vista estava 100% aberta. Céu totalmente limpo e claro, e a visão compensou muito, era um extra de 1h no bate e volta, mas realmente inigualável. Fiquei uns 10 minutos sozinha gritando Eco naquela imensidão. A vista é completa da via férrea (túneis e viadutos) e do desfiladeiros com a Torre dos Sinos. Fora o maciço do complexo justaposto às costas de Abrolhos.

Retornamos para a bifurcação e iniciamos o ataque a Ponta do Tigre, ali se inicia o Vale das Lágrimas ou Desfiladeiro das Lágrimas, vegetação bem verde que se assemelha a um escoamento pluvial (provável nas fortes chuvas). Com formação de um túnel rochoso, é um trecho bem técnico, íngreme com algumas descidas de água e novamente mais ferratas. Quando quase se chega ao topo, passamos por dentro de algumas pedras suspensas e paredões rochosos, que honestamente parecem ter sido desenhados a mão.

Cume da Ponta do Tigre (1400m), encontramos outros grupos também na travessia, até o 3G do celular funcionava,  e é o momento do primeiro êxtase e pausa lanche. Já conseguimos ver Paranaguá, Antonina, o Oceano e muita coisa indescritível.

O próximo ataque é Olimpo até lá se passa pelo Gigante com 1497m, entre algumas subidas e descidas, cordas e charco, a trilha se une a trilha branca/frontal atingindo nosso pico máximo “o Olimpo” com 1539m.

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Após o gozo do ponto máximo, estimamos entre 3h a 4h para a descida. Acabei realizando em 3h em um ritmo sem descanso. Porém com certa dificuldade para descer a trilha frontal, branca, em razão da minha estatura.

Conseguir alcançar as ferratas eram movimentos bem limitados no meu caso, dos quais necessitei de auxílio e orientação; algumas eram negativas, sem corda ou equipamento de segurança, o jeito era ter todo cuidado possível.

Quase no final da descida branca chegamos ao rio taquaral e cachoeira dos marumbistas com direito a um banho, antes do anoitecer. Com mais 45min finalizamos a trilha branca retornando a estação Marumbi. O desgaste era grande, mas não podíamos esquecer que haviam ainda os últimos 9km de descida em estrada até Porto de Cima.

Demoramos 15h em tempo bruto para realizar todo trajeto, com as pausas; tempo líquido ficou algo em torno de 12h saindo e retornando a Porto de cima. Conforme figura abaixo.

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E 8h de tempo líquido apenas de travessia Marumbi saindo e retornando a Eng Lange.

https://www.facebook.com/rzortea/videos/10210865797313864/
Fomos na páscoa, segunda semana de abril, e o tempo colaborou consideravelmente.

Marumbi vale muito! Aprovado e recomendado!

Agradeço especialmente ao Clunc e ao Sol de Indiada por nos ter proporcionado essa experiência incrível!

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P.s. Ainda deu para conhecer novos aventureiros amigos! Eu intrusa na foto da galera dos Sem Limites!


A mochila utilizada foi a REV6 da Osprey

46k CÂNIONS

A previsão era de frio, mas o dia amanheceu fresquinho e logo o sol tomou conta.  A geada refletia sobre os campos, aquela imagem que a gente mais gosta de ver nos aparados. A temperatura não podia estar melhor para a região. Aquela brisa gelada num um sol que aquecia. Seriam 16 competidoras femininas e disseram que eu tinha chance de pódio. Mesmo assim fui tranquila, pois minha prova alvo está próxima. O treinador nem sabia, nem tinha autorizado, mas aproveitei a prova para fazer um maravilhoso treino que vingou na classificação geral.

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Largamos dentro dos campos de charco, em 10 minutos os pés já estavam encharcados, lembrou-me muito as provas de aventura. Não existiam trilhas, eram apenas azimutes no meio de muitos campos. Muros de pedra coloniais que deveríamos pular algumas vezes, além de cercas de arame que me tiraram alguns nacos. Um trecho, que juro, assemelhava-se muito a Indomit Pedra do Baú, onde nesta última possuía vários avisos de cuidado com pontos de exclamação; porém nos cânions era apenas um tapinha no ombro e boa sorte. Um ponto negativo é que tive dificuldade em algumas marcações, elas eram um pouco espaçadas e eu míope me guiava por um colega que vestia laranja, usei o Antonio como meu marca trilha, acabei conhecendo ele ali na prova mesmo. Ponto positivo é que haviam staffs até a cavalo, primeira vez que vi isso, adorei!

Em um momento éramos 6 mulheres correndo juntas, mas ao chegar no cânion da Ronda eu continuei e acabei não tendo fotos espetaculares como das amigas que aproveitaram o momento e ficaram por lá. Segui e vinguei uma 3 colocação geral feminina, além de ter corrido com um certo estilo inusitado, no estilo do meu novo patrocinador La Sportiva, investi numa vestimenta a la Krupicka.

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Infelizmente por problemas com parque e comunidade, o Ronda foi o único cânion que passamos. Espero que tudo se ajuste para as próximas edições porque eu estou louca para voltar para ver o Funil e Laranjeiras.

No contexto geral, foi uma ótima prova para ritmar, não passamos por vales ou montanhas para subir, apenas o charco, campos, e o cenário dos aparados da serra; que me proporcionaram uma visão lindíssima da minha terra que raramente aproveito.

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Passamos por produtores de maça que nos ofereceram as frutas durante o caminho (eu fiquei encantada com os coloninhos), passamos por nascentes de rios – gelados, mas de uma riqueza inigualável, atravessamos também esses mesmos rios. E passamos uma boa quilometragem dentro do parque eólico que igualmente é de uma beleza particular.

A prova num contexto geral foi muito boa, claro que precisa ser melhorada como toda primeira edição. É preciso um acerto entre o município que quer o evento, a associação que pediu uma comunicação mais direta, tudo para poder se tornar o que se deseja; nós também desejamos. A própria associação me citou que gostaria de tentar melhorar, vamos torcer. Vou sugerir para o organizador também se aproximar dos jeeps e guias locais.

Agradeço a organização por estar investindo em maiores quilometragem dentro da nossa região, sim precisamos, e sim só crescemos juntos.

Deu ainda para curtir a fauna local e se divertir um pouco também.

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Na prova utilizei o tênis Ultra Raptor – LaSportiva, que não deixou a desejar, drenando bem e não escorregando nos limos e pedras.

Agora foco para meu maior desafio que vem em breve.

Meu Eu intransponível 

Por quê? Você já se perguntou? Estou lendo um livro e ele me questiona muitas coisas e uma delas é: “why?”
Por que correr? Por que tanto? É difícil às vezes explicar a razão dessas escolhas. Mas é apenas o momento, a busca de mim mesma. O prazer da liberdade, da vontade de desligar do mundo; é apenas respirar um ar fresco escutando os animais. Você se desconecta e transborda energias boas. Você sente a beleza da vida, da natureza. Ok, mas então perguntam: não bastaria 20k ou 2 horas para já se ter isso? Para alguns talvez sim, mas para mim não; não bastam. É preciso o sacrifício, a dor, a recompensa. O sentimento de surperação. De que você venceu uma barreira talvez intangível. 

Como eu sei que não sou boa o bastante para ganhar uma corrida eu me exijo na superação de distâncias cada vez maiores. 

Desejos de cada um. Quando o 42k me satisfez, fui para o 50 e para o 80 e assim por diante. Estou chegando nos 120 e não pretendo parar por aí. Também não quero extrapolar. Talvez eu esteja, mas apenas quero encontrar a mim mesma. 

Este final de semana vi muita gente top competindo e arrasando, desta forma penso: o que resta para mim? Um ser ínfimo! Apenas a ser certeza de estar fazendo algo que me realize e que me torne feliz. Nada a mais, nada para ninguém. Apenas para eu me sentir uma pessoa mais capaz. Sentir que vou ao encontro de algo, e não simplesmente vivo. Esse é o meu porquê, tentar atingir o meu intransponível. 

E os comentários não bastam: “mas você reclama, tendo tudo!” Infelizmente existem pessoas que não se satisfazem com o necessário. Eu sou uma delas, e tenho certeza que a maioria dos corredores de longas distâncias são assim também. 

Eu na busca do meu eu intransponível.

Relato Indomit Pedra do Baú

Pedra do Baú

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Recebi da organização Indomit a oportunidade de conhecer um pedaço da Serra Mantiqueira.  Neste último fim de semana do dia 1/04 estive conhecendo a cidade de São Bento e a Pedra do Baú. Minha segunda visita na Serra, que se assemelha muito com a Gaúcha.

Tenho a dizer que a organização foi excelente, uma vez que conseguem reunir sempre pessoas tops. Fui sozinha do RS e maravilhosamente recebida. Encontrei o amigo Valmir de MG e conheci a embaixadora Cissa, pessoas sensacionais que me acompanharam nessa empreitada. Fora os amigos de SP que me receberam (de coração): Marco Fabio, os fotógrafos Ney e Wladmir, e minha assessoria Upfit, mais a galera da Bronet/Osprey – todos não mediram esforços. Ah tenho uns fãs perdidos também; é tanta gente para admirarem, escolheram a mim, então poupo nomes rsrs.

Foi muito legal encontrar igualmente o grupo Sprint de Belém, imaginem dois extremos do Brasil em uma amizade já de longo prazo; fico muito feliz em contar.

Decidi em função de algumas provas longas, que ainda tenho pela frente, apenas enfrentar os 35K, que para mim seriam como um treino. Eu estava pela curtição, confesso. Acreditem que, mesmo assim, esses 35K me resultaram em um acúmulo positivo de 1900 metros (que treino hein), e arranhei ainda meu primeiro troféu dos 30 anos. Foi trabalhoso. Deu para acompanhar a 5 colocada geral Denize por bastante tempo e descobrir que ela é minha conterrânea. Essa é a parte que mais gosto das provas, as pessoas que a gente conhece e as amizades que nós criamos.

O pessoal da Osprey também me contatou para testar uma mochila Rev6, e tudo – esse acumulado -me proporciou uma experiência incrível! Alias, assistam lá na página do face: Osprey Brasil o nosso vídeo!

A prova iniciou com uma subida em asfalto, logo entramos em uma estrada de chão mais outra subida infinita de uns 7km (dos 900m aos 1600m). O que mais adorei é que aos invés de cabritos montanheses nós temos vacas Zebu escaladoras, sensacional! — Imagina os cogumelos dessas vacas (é uma piada irônica).

Eu me senti em casa, uma vez que ver as araucárias é como ter um pedaço de mim pelo trajeto. Não tem como negar que os staffs são sempre muito legais. E eu me divirto, pois mesmo indo sozinha as pessoas me conhecem! “Bora gaúcha, vamos Raïssa”. Lá pelo km20 o staff me fala: “passaram perguntando de você”, hehehehe que carinho gente! O povo local inclusive é demais!

O link do meu percurso Strava para quem quiser conferir está em https://www.strava.com/activities/923822251#kudos

Quando terminei a prova ainda tinha o pessoal da Bronet/Osprey aguardando para a avaliação da mochila. A verdinha Rev6.

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E o momento chave da minha prova: minha chegada. Eu fiz um vídeo que conta o ocorrido, claro que quem me conhece sabe; eu faço drama, adoro uma encenação. Gente eu brinco tá, e eu falo desse jeito mesmo, as pessoas se divertem com minha forma “bergamasca” de ser.

Enfim, o percurso é muito bonito de verdade. E eu pretendo voltar para fazer os 50k ano que vem (se me quiserem)  — Juannnn me chama! Daí a gente chega junto de novo: eu nos 50k e você nos 21k, que tal?? Desafio proposto!

Adorei tudo! Obrigada Mantiqueira,  São Bento, paulistas, Indomit!

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Transgrancanaria 2017 – 82k

Transgrancanaria

“Nossa”, eu inicio por um nossa, porque a prova é divina, é abençoada. Literalmente.

Decidi fazer a prova de 82k em razão dessa por si só já ser muito dura, a de 125km então…

Uma vantagem é que iniciei as 7h da manhã, eu prefiro a que iniciar na madrugada, escolha pessoal. Mas enfim, diante de todas as alternativas, ir até lá é para realizar ou a de 125 ou a de 82, pois são as únicas que passam pelo Roque Nublo, o monumento principal da ilha, uma formação geológica que encanta os nossos olhos a quilômetros.

Quando disse divina, a previsão seria que não se veria o Roque Nublo, pois ele estava encoberto, mas de repente, foi mágico, ele se abriu diante dos nossos olhos e foi maravilhoso!

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A corrida iniciou em Fontanales, logo na saída entramos em um trilha estreita e já peguei “tráfego”, o solo naquela região era úmido e muita lama escorregadia. Descemos até o km 7 na cidade de Vallesecco. Sempre quando entrávamos nas cidadezinhas era um encanto, toda população se mobilizava e gritava “Animo, Animo”; escutei umas 1000 vezes o animo durante a prova, mas nenhuma palavra seria tão bem colocada como essa. Eu sempre sorria ao escutar. Em seguida se desceu ate a cidade de Teror, do qual se iniciaria a primeira subida, seriam 1000m acumulados em menos de 10km. A subida era técnica com algumas escadarias que entrariam em um parque. Ainda fazia frio (largamos com 7 cº) eu não havia tirado meu corta vento e à medida que subíamos o tempo fechava mais e o frio persistia.

O engraçado é que a vegetação muda completamente da base para os topos. No nível do mar era muito desértico com dunas , cactus e pouca vegetação. No alto se via um solo mais úmido, pinheiros, algum tipo de floresta, era uma transformação.

Ao chegarmos em Tejeda o tempo então começou a abrir e ele lá o impetuoso apareceu. O Roque Nublo. Sim: “eu vim te ver”.

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Iniciamos a segunda subida, mais complicadinha – também em uma média de 10%. Ela ia piorando, você via as formações rochosas mas elas nunca chegavam.  Assim aproveitamos o visual com algumas cachoeiras e descidas de rios (que eram raros). O número de turistas aumentava relativamente o que de certa forma complicava um pouco. Claro que o povo é educado e dava a vez, mas não deixava de ser um “atrolho” de pessoas.

Quando cheguei no Roque Nublo, era uma festa só, muitas pessoas, muita animação, foi como um êxtase. Lá de cima se via inclusive a ilha de Tenerife. Realmente o povo conversava comigo, acho que treinei umas 7 línguas. Até francês eu arranhei; em um momento um sérvio tentava alguma comunicação comigo, uma britânica também ficou muito feliz quando viu e disse “uma mulher!”, um local me acompanhou muito tempo e me dava boas dicas, fiz amizade com um italiano que me convenceu de fazer a Lavaredo, e nossa perdi as contas, foram muitas pessoas que acompanhavam e incentivavam, e era sempre algo relacionado com “vamos pequena”… Essa troca de experiências é que faz ser a corrida o que é. Em 15 horas perdi as contas das amizades que fiz. Deu para curtir! Muito!

Depois do Roque Nublo se passou por uma primeira barragem (ao meu ver lindo), e o posto de Garañon onde o abastecimento era bem forte, ali eram entregues as bolsas e o pessoal realmente parava e tomava seu tempo. Eu continuei com destino ao ponto mais alto da ilha: Pico de las Nieves com quase 2000m, dali as más línguas diziam que seria somente descida (mentira). Porém as descidas realmente eram longas, pesadas e duras, meu quadríceps travou, pois além de muito técnico, com pedras soltas, trilhas coloniais, não te deixavam desenvolver muito. O jeito era ir travando. Ainda se encontrou mais algumas subidas, o dia escureceu e cheguei na segunda barragem (mais linda ainda). Dali teríamos só mais 18km. Sim o cansaço pesa, as pernas pesam, a noite complica. Mais uma última subida e caímos dentro um vale. Os últimos 10km acreditem foi dentro de um rio. Um rio seco. Eram só cascalhos, mas a noite era muito difícil correr. Vi muitos tropeçaram e beijarem o chão. Decidi caminhar. Não faltava muito, mas o vale continuava sempre fechado, e não terminava nunca. De repente você vê as luzes da cidade e uma placa: faltam 5km para a meta, é uma injeção de adrenalina. Voltei a correr e até o final a intenção era única. Cruzar a linha. Realmente é divino! Na chegada você acaba vendo todos que conversaram e correram contigo, e a emoção é imensa. Só devo agradecer. Foi uma das provas mais lindas que já fiz. Uma prova realmente TOP. Se eu aconselho? Eu mesma quero voltar para os 125k!

Fechei a prova com 15h45´, até abaixo das minhas expectativas.

Falando em 125k, o nosso colega brasileiro Chico Santos, que ficou entre os primeiros colocados sendo fotografado pelo ilustríssimo Ian Corless (um dia eu chego lá).

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Outro ponto muito favorável é que com uma inscrição de 120 euros a gente ganha MUITA coisa e muita coisa boa.

Também como engenheira sanitária/hidráulica fiquei encantada com as obras de engenharia, pois como citado a região é desértica portanto o aproveitamento de água é máximo. Passamos por duas barragens com lagos enormes. Em uma a adutora atravessava o vale com algo em torno de DN1200 (diâmetro da tubulação).


Há também, muito aproveitamento para irrigação, se via tubulações o tempo inteiro, puxa daqui e leva para lá. Também bacias dissipadoras de chuva (pois dizem que as tormentas são poucas mas são fortes), fora que tivemos que correr os últimos 10km dentro do leito seco do rio em meio a cascalhos encaixado no vale. Isso para mim é além de corrida.

A geologia da região também é fora de sério!

Só uma coisa. É apaixonante. Obrigada Espanha, obrigada Canárias.

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Agradecimento especial ao meu treinador Sidney Togumi e equipe UPFIT

Ao funcional da Converge

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Report Desafio das Serras 2016

 

Desafio das serras. Uma prova dividida em dois dias, com dois perfis bastante diferentes. Inscrevi-me para o percurso longo que contava com duas provas de 40k em cada dia, totalizando 80k. No primeiro dia, prova bastante técnica onde enfrentamos trilhas fechadas e muitas subidas com acumulado positivo de 2.500m resultando em um percentual de 6,25%. No segundo dia, basicamente com decidas, em estradas na sua maioria, algumas trilhas mais abertas, porém ainda com acumulado positivo de 1.200m.

Ironicamente eu fui muito melhor no 2o dia mesmo com o desgaste de 9h do primeiro dia.

Bom o que relatar sobre a prova? Iniciamos os primeiros 9km subindo desde SFX até a Pedra da Onça divisa com MG. Nesses primeiros 9km nosso desnível foi em torno de 1.100m, numa tacada única. Entramos na trilha do Jorge já em Monte Verde – MG, em um bate e volta de em torno 8km, regressando até a Pedra da Onça, do qual aí sim subimos até seu mirante. Da mesma corremos mantendo o filo da montanha, em alguns sobes e desces fomos até a pedra partida onde havia uma corda para o seu pico. Dali eu consegui me perder! Encontrei uns meninos correndo no sentido contrário e por sorte eles me indicaram o lado correto. A pedra partida fechou o km20 do primeiro dia.

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Com mais 3km de descidas chegamos ao starbar, com direito a sessão de fotos (rsrsrsrs o fotógrafo fez eu voltar umas 3 vezes – a gosto e aprovação minha – para fazer uma sequência de fotos!). Dali então fizemos o ataque ao pico do selado! Naquele momento começou a esfriar e ventar muito, quando notei começou a trovejar! E uma chuva insana começou a cair, quanto mais eu subia mais piorava! Engraçado era a 2.000m de altitude em um frio danado, um bando de cavalos pastando na chuva no meio da trilha (!?!), eu retardada gritava “sai, sai” e o bicho nem bola! Continuando com o assunto da chuva, ao chegar na pedra selada, não satisfeita a chuva se tornou granizo! Eram umas pedras de 3 a 4cm batendo nas costas e naquele chão liso pedindo por um acidente! Ao atingir o pico era eu, o granizo e mais o Staff que estava escondido nas pedras! Ahahah super legal! Ele me convidou para me proteger, mas bem capaz, com apenas um goretex eu tinha de me movimentar para não passar frio. Então era momento de descer para uma trilha recém aberta com rios de granizo correndo peral abaixo! Tombos para que te quero! Eu fiz meu banho de lama terapêutico ali mesmo, e logo em seguida encontrei alguns amigos também empacados na trilha se perguntando como passar por um “túnel de pedras” o Staff só disse, deita e vai de escorregador! Mudou a concepção da prova rsrsrsrsrs! Bom demoramos não sei quanto tempo para descermos aqueles 5km. O mais agonizante é que escutávamos o locutor anunciar as chegadas da prova e nós nem perto! No fim, consegui chegar bem e concluir antes do anoitecer, mas realmente foi um dia bastante tenso! O pessoal dos 20km olhava e se questionava da onde tanta sujeira! Bom a trilha que eles desceram era uma trilha já demarcada diferente da nossa, eu também sou suspeita pois costumo me sujar além do normal. Ao final os meninos que me indicaram o lado correto gritaram: olha a perdida! Eram de uma equipe de reportagem da tv gazeta! Ironicamente a gente acaba fazendo sempre muitas amizades nessas provas! Ao meu ver é um dos maiores benefícios das corrida de montanha, é tanto tempo girando e acompanhando/sendo acompanhado que se torna uma consequência fazer amigos! Nisso também sou suspeita pois converso até com as árvores no meio da prova.

Bom, segundo dia. Dada a largada me sentia muito bem, mais do que eu pudesse imaginar, imprimi um ritmo bom e logo quando começaram as descidas eu via que meu pace mesmo depois de já 50km rodados estava a 5’20! Acabei me encostando em alguns colegas dos quais me mantive por perto até o final da prova. Ganhei até guaraná de um! (Tomar um refrigerante no meio da prova é uma das maiores maravilhas que existem), pelo km20 eu estava com 2h10, excelente tempo. Dali começamos a subir o passo, e em seguida umas trilhas em meio a cachoeiras lindíssimas, o fotógrafo o qual perguntei até me disse: essa é uma das trilhas mais lindas de São Francisco Xavier, realmente impressionante, passado algum tempo eu continuei a desenvolver bem e já nos 10 quilômetros finais quando começaram as descidas finais eu literalmente soltei a banguela, o amigo até perguntou da onde eu tirava gás ainda? Eu estava bem cansada sim, mas sempre gostei de descidas, e sei que é nesse ponto que consigo abrir, tanto que foi assim que passei a menina que tinha chego na minha frente no dia anterior tirando o tempo de vantagem e subindo uma posição. Terminei o segundo dia em 4, e no somatórios dos tempos em 6. Confesso que me surpreendi, pois vinha de duas semanas extremamente gripada com tosse de cachorro a prova inteira. Vinha também de algumas baixas em provas o que vinha afetando meu psicológico. Mas graças a treino, dedicação, trabalho de cabeça e a proteção divina, dessa vez deu certo! Conclui a prova de 80k, 40k sábado com D+2500 e 40k domingo D+1200, em 14h19. E sim, eu cumpri minha meta: me divertir! A gente sofre sim! A gente pensa em atirar a mochila precipício abaixo! A gente pensa que nunca mais vai repetir prova! Mas no fim a gente ama tudo o que faz e quer mais e mais! Termina de lavar os tênis e já começa a projetar o próximo desafio! A vitória é pessoal e não há ninguém que tire esse gosto da gente. Aconselho sim essa prova, mas não adianta achar que não vai sofrer! Eu como gaúcha me surpreendi com a paisagem da região aliás. Nosso Brasil é lindo e merece ser explorado por cada um de nós! E em provas assim visitamos lugares que jamais iríamos! Enjoy it! Nós também temos potencial com serras, morros e montanhas.

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Uma boa semana a todos!

 

Perfis e Percursos:

Review Tênis SLab Speed Salomon

A indagação necessária para se fazer este review foi, entre amigos, discutirmos tênis adaptáveis ao solo encontrado no Brasil. Sim temos um clima úmido com solos férteis que acabam se tornando terrenos escorregadios com muita matéria orgânica, dos quais muitos tênis não se comportam da melhor maneira necessária.

As pessoas tendem a usar o tênis Speed Cross pelo Brasil, pois ele se tornou um padrão pelos seus grips serem adequados na média geral de terrenos, e serem tênis de fácil aquisição com um preço acessível.

Eu entro então para comentar o Salomon Slab Speed, com grips de tênis como SpeedCross que se comportam de maneira eficiente em terrenos macios (softground). O mesmo (SLab Speed) evolução do já Slab FellCross 3 existente.

A diferença essencial está na aderência que o mesmo dá a rochas molhadas e um redesenho no molde. Os tênis Slab são de maneira geral tênis mais minimalistas com drop baixo.

Especificação

Composto sola Premium Wet Traction
4mm sola-drop
Aproximadamente 280g
Cadarço Speed laces
Interior sem costuras
Biqueira

 

Como seria de se esperar de um sapato Salomon S-Lab, é quase impossível encontrarmos falhas na qualidade de construção, sim é um investimento maior, porém um tênis de alta qualidade que vale para se utilizar em provas. Percebe-se o ajuste do tênis muito bom, com alto conforto, o que torna um tênis ideal para se correr rápido em terrenos íngremes e irregulares, o proprio fato do drop ser baixo auxilia na estabilidade destes terrenos o que proporciona segurança e confiança. Nota-se que a Salomon procurou reparar o erro que o grips tinham ao encontrar rochas molhadas, modificou o composto de borracha e agora houve significativa melhora no comportamento do mesmo ao corrermos em superfícies lisas molhadas, não se resbala mais. Do contrário, sente-se uma resistência em superfícies duras e secas, não o recomendando neste caso.

Já para superfícies macias é uma história completamente diferente e a aderência é muito boa. Nota-se que a autolimpeza de lamas presas no grip é surpreendentemente boa também; e mesmo quando presa a quantidade de lama, comparada a outros tênis, ainda é menor.

Sobre o assunto do amortecimento, ele novamente é perfeito para terreno macio, porém duro e desconfortável em trilhas hardpack ou asfalto. Bom, isso tem pouca importância, pois o Speed claramente não se destina a ser utilizado nestas circunstâncias de terrenos duros. Já que desde o princípio buscamos um tênis apropriado para a maioria dos terrenos que encontramos pelo Brasil, com solos moles e úmidos.

Portanto, quando utilizado em condiçoes de terreno macio, íngrime, com velocidade, o Slab Speed é um dos melhores tênis do atual mercado. Tem um melhor composto de borracha para trabalhar com rochas molhadas, e apesar do seu custo de lançamento ser mais elevado, a medida do tempo muitos tênis tendem a obter descontos. Atualmente é a opção escolhida por mim.

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Técnicas mentais para Ultramaratonistas

Correr uma ultramaratona é só se preparar fisicamente? Não mesmo, você também precisa se preparar mentalmente! Não importa o quão duro você possa treinar para a sua ultramaratona, treinamento mental é também importante. Se a sua mente não está preparada para o que está à frente, seu corpo também não vai estar.

Aqui, então, estão algumas técnicas mentais que me ajudam quando a competição começa a pesar. Eu acho que elas se aplicam a qualquer distância, seja no seu primeiro 50K ou a sua enésima 100 milhas. Talvez vocês já empregaram algum destes. Espero, no entanto, que pelo menos um de vocês possa sair com uma nova ideia para o também enfrentamento mental.

Você é sortudo

Começo com esta estratégia, acredito que produz os resultados potentes. Que maravilha é estar correndo no meio dessas montanhas! Não tem seu estimulo? Não é compensador? Quem mais teria aquela visão deslumbrante se não estivesse competindo dentro dessa prova?

Muitas pessoas nunca terão a oportunidade de explorar as remotas montanhas, prados, cumes, e lagos que vemos durante as ultras. Alguns são fisicamente impróprios, outros sobrecarregados com afazeres, trabalhos ou até mesmo sem condições financeiras de estar ali. Então simplesmente eu penso em não desperdiçar essa oportunidade.

Durante seus piores momentos de qualquer ultra, diga a si mesmo estas palavras: “Eu sou sortudo. Eu pago dinheiro para fazer isso. Estou em um dos mais belos lugares do mundo, e eu sou um dos poucos afortunados capaz de experimentar isso “.

Funciona para mim. Principalmente quando deixei de estar presente em outros eventos tão importantes quanto por optar estar ali.

Break Down the Numbers

Olhando para os números durante uma ultra, isso pode fornecer um impulso súbito ou frustração instantânea. Para garantir a primeira opção, eu faço os números se tornarem algo positivo. Eu tento nunca, nunca olhar para um marcador de quilometragem e pensar: “Recém aqui?” É um processo mental que me faz sentir desanimado e cansado. Em vez disso, eu digo: “Só mais 10 quilômetros para o próximo PC!”, Ou “Eu já terminei um terço da corrida!”

Eu quebro a corrida em pedaços gerenciáveis, a fim de olhar para o meu progresso de uma forma positiva. Principalmente por decorar trechos, ou pontos de corte, então penso até o próximo posto.

Recompensa

O exercício físico é toda sobre a recompensa. Eu penso sobre a fatia de melancia esperando por mim no próximo PC ou na  tão sonhada coca-cola. “Apenas 10 mais até chegar para mudar as minhas meias”. Olhando para a frente para a próxima coisa pequena em um longo prazo ajuda a me manter em frente.

Distrair

Quando tudo mais falhar, eu tento esquecer que eu estou correndo. Eu faço muitas das minhas corridas pensando nos sonhos próximos. Se eu não sentir vontade de falar (sozinho), eu canto mentalmente.

Confiança e determinação irá levá-lo longe na vida, especialmente quando você está fora das trilhas. Quando seu corpo está à beira da desistência durante uma corrida desafiadora, sua mente é a única coisa que pode mantê-lo ir. Lembre-se porque você está onde você está, e o que você veio fazer. Lembre-se o quão duro você trabalhou para chegar lá. Agora lembre-se todos aqueles que acreditaram em você. Deixe essa positividade guiá-lo, enchê-lo com confiança, dizer a sua mente o que você pode realmente fazer.

Assim, em sua próxima corrida, quando você estiver sentindo que tudo está contra você, olhe para dentro de si mesmo. Encontre a sua motivação, o que impulsiona você, e deixe levá-lo o resto do caminho.

 

Call for Comments

Eu adoraria ouvir suas respostas deste artigo. Acho que podemos aprendermos uns com os outros. O que funciona para você?

 

Fontes:

http://www.irunfar.com/2010/07/mental-approaches-to-ultramarathons.html

https://www.runtastic.com/blog/en/guest-bloggers/ultra-marathon-mental-training/