Travessia Complexo Marumbi


A travessia passou por 5 picos:

-No primeiro dia:

  • Rochedinho

-No segundo dia:

  • Abrolhos
  • Ponta do tigre
  • Gigante
  • Olimpo

Conjunto Marumbi 2

Percorreu-se a trilha azul (Rochedinho), vermelha (Noroeste) e branca (Frontal).

No primeiro dia, descemos no aeroporto Afonso Pena em Curitiba, fomos com o translado até a rodoferroviária no centro da mesma capital paranaense, para então tomarmos o trem Curitiba-Paranaguá até a estação “MARUMBI”. Previsão de chegada é algo em torno de 10h, porém sofremos atrasos chegando às 11h.

Desde a vila Marumbi fizemos uma caminhada pelos trilhos, algo em torno de 500m até o viaduto famoso do Carvalho, em frente ao túnel 5; e na sequência realizamos nossa primeira caminhada para o Rochedinho, trilha de nível fácil que pode ser realizada em 1 hora, marcação azul. No topo da mesma se vê a formação do “cachorro”, trechos da linha férrea, bem como todo maciço famoso junto da Serra.

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Ao término, descemos uma trilha colonial até Engenheiro Lange e após uma outra estrada até Porto de Cima, onde estaria nosso pouso.

No dia seguinte acordamos às 4h, para sairmos e iniciarmos a caminhada às 5h. Partimos de  Porto de Cima, o que nos tomaria umas 2h de caminhada até estação Marumbi, aproximadamente 9km em subida leve. Chegamos a base do complexo ao amanhecer, o que proporcionou fotos lindas. Para se chegar a base, ou em trem, ou de carro 4×4 até Estação Eng Lange com mais 1km de trilha colonial até a Estação Marumbi, no resto, somente a pé mesmo.

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Chegando na estação Marumbi, base do complexo, as alternativas de trilhas liberadas durante nossa visita eram apenas duas (para os picos mais altos); ou a trilha vermelha (noroeste), ou a trilha branca (frontal). Resolvemos subir uma e descer a outra.

Subimos a noroeste de nível “pesado” (que a meu ver, era mais simples que a branca de nível “médio-pesado”). Eu tive mais dificuldade com o fator ferratas, em excesso na trilha branca, exatamente por não alcançá-las, uma vez que meço 1,50m.

Iniciando a Trilha Noroeste de cor vermelha, a mesma possui um acesso primário ao pico de Abrolhos, opcional, com uma bifuração de acesso. Chegava-se nessa bifurcação com aproximadamente 1h30, após aguardamos os amigos decidimos ir ao ataque deste primeiro cume, que levou mais 30 minutos e o encontro com as primeiras vias ferratas. Em 2 horas de trilhas chegavamos a 1280m, pico dos Abrolhos.

Quando chegamos no primeiro livro de cume, a vista estava 100% aberta. Céu totalmente limpo e claro, e a visão compensou muito, era um extra de 1h no bate e volta, mas realmente inigualável. Fiquei uns 10 minutos sozinha gritando Eco naquela imensidão. A vista é completa da via férrea (túneis e viadutos) e do desfiladeiros com a Torre dos Sinos. Fora o maciço do complexo justaposto às costas de Abrolhos.

Retornamos para a bifurcação e iniciamos o ataque a Ponta do Tigre, ali se inicia o Vale das Lágrimas ou Desfiladeiro das Lágrimas, vegetação bem verde que se assemelha a um escoamento pluvial (provável nas fortes chuvas). Com formação de um túnel rochoso, é um trecho bem técnico, íngreme com algumas descidas de água e novamente mais ferratas. Quando quase se chega ao topo, passamos por dentro de algumas pedras suspensas e paredões rochosos, que honestamente parecem ter sido desenhados a mão.

Cume da Ponta do Tigre (1400m), encontramos outros grupos também na travessia, até o 3G do celular funcionava,  e é o momento do primeiro êxtase e pausa lanche. Já conseguimos ver Paranaguá, Antonina, o Oceano e muita coisa indescritível.

O próximo ataque é Olimpo até lá se passa pelo Gigante com 1497m, entre algumas subidas e descidas, cordas e charco, a trilha se une a trilha branca/frontal atingindo nosso pico máximo “o Olimpo” com 1539m.

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Após o gozo do ponto máximo, estimamos entre 3h a 4h para a descida. Acabei realizando em 3h em um ritmo sem descanso. Porém com certa dificuldade para descer a trilha frontal, branca, em razão da minha estatura.

Conseguir alcançar as ferratas eram movimentos bem limitados no meu caso, dos quais necessitei de auxílio e orientação; algumas eram negativas, sem corda ou equipamento de segurança, o jeito era ter todo cuidado possível.

Quase no final da descida branca chegamos ao rio taquaral e cachoeira dos marumbistas com direito a um banho, antes do anoitecer. Com mais 45min finalizamos a trilha branca retornando a estação Marumbi. O desgaste era grande, mas não podíamos esquecer que haviam ainda os últimos 9km de descida em estrada até Porto de Cima.

Demoramos 15h em tempo bruto para realizar todo trajeto, com as pausas; tempo líquido ficou algo em torno de 12h saindo e retornando a Porto de cima. Conforme figura abaixo.

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E 8h de tempo líquido apenas de travessia Marumbi saindo e retornando a Eng Lange.

https://www.facebook.com/rzortea/videos/10210865797313864/
Fomos na páscoa, segunda semana de abril, e o tempo colaborou consideravelmente.

Marumbi vale muito! Aprovado e recomendado!

Agradeço especialmente ao Clunc e ao Sol de Indiada por nos ter proporcionado essa experiência incrível!

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P.s. Ainda deu para conhecer novos aventureiros amigos! Eu intrusa na foto da galera dos Sem Limites!


A mochila utilizada foi a REV6 da Osprey

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