LA SPORTIVA AKASHA REVIEW

Conforto, respirabilidade e proteção é o que este sapato oferece, facilmente um tênis que eu consigo utilizar em diversas corridas. Para aqueles que não tiveram sorte com a La Sportiva no passado, devido ao ajuste mais estreito e mais rígido, vale a pena testar o novo conceito.

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O Akasha está chegando no mercado brasileiro no próximo mês de agosto. E promete muito.

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A parte superior do Akasha é uma malha de ar respirável (airmesh) que se encaixa ao pé e elimina qualquer desconforto. Existem tiras de poliuretano finas que se sobrepõem à malha através do antepé proporcionando um pouco de estrutura e evitando o colapso da parte superior. Mantém o pé firmemente em cima da plataforma enquanto se corre e se realiza trail (inclusive sobre rochas!). O entalhe do calcanhar e do tornozelo são acolchoados na medida necessária, e possuem um loop de nylon para pendurá-los.

Na parte da frente, temos o Dynamic ProTechTion, que são estas são as tiras de PU (poliuretano) que foram soldadas no airmesh. Isso, de acordo com a La Sportiva, “oferece proteção e estrutura seguindo o pé de forma dinâmica e sem constrições”. Que significa que os dedos do pé ficam sem dor, não importa quantas vezes se chute pedras, em nenhum momento, para mim Raissa, criou-se feridas, bolhas, roxos ou eu perdi unhas. Este “rand” protege todos os dedos do pé de medial para lateral e se envolve para fornecer uma saliência ligeiramente protetora.

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Realizei Transgrancaria 82km com ele e meus pés terminaram intactos como começaram. Sem absolutamente nenhuma lesão, bolhas ou unhas perdidas; diferente de outros tênis na minha humilde experiência.

A língua é uma das línguas acolchoadas mais espessas que encontrei no mercado de sapato, mas o preenchimento é denso e firme. Não notei o excesso de absorção de água nesta área enquanto usava os tênis em terrenos úmidos e/ou enlameados. Mas depois de lavados demoraram um pouco mais para secarem que outros modelos do mercado.

No geral, esta parte superior é fantástica, simplesmente devido ao conforto e a respirabilidade que ela fornece, e ainda é durável.

No caso da entressola do Akasha, esta é um EVA injetado que permite que mantenha o amortecimento e elasticidade dentro do EVA ao longo do tempo inclusive sendo mais durável (versus o EVA moldado por compressão padrão). Juntamente com a plataforma de almofada La Sportiva, este sapato maximiza a absorção de choque, proteção contra rochas, ao mesmo tempo que elimina uma sensação de morbidez. O conforto e a proteção oferecidos pelo sapato são perfeitos para longas distâncias de até 160km. Tenho problemas de joelho e o retorno do tênis foi excelente em relação a isso.

A palmilha ergonômica Ortholite Mountain Running é antimicrobiana de 4mm sem retenção de umidade, mesmo através de lama e córregos.

Por fim, em relação à entressola, esses tênis desviaram todas as rochas pontudas, arredondadas e de ângulo estranho que eu poderia pisar diretamente sem problemas. Meu pé permaneceu estável até em ângulos estranhos. Excelente proteção e amortecimento em rocha, mantendo a flexibilidade e controle de torção.

O ponto mais alto do tênis é a sola exterior. O Akasha utiliza as solas de composto de borracha dupla densidade FriXion XT (XF + AT) que otimizam a resistência ao desgaste e a absorção de choque. Por mais molhado que esteja o solo ou rocha, ele se agarra da maneira mais perfeita. La Sportiva usa alças de direção reversa para ajudar a quebrar em downhills e também incorpora seu sistema “Trail Rocker” que ajuda com o rolamento natural do pé no nosso ciclo de marcha, toe transition.

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Impressões gerais

No geral, estou realmente impressionada com o La Sportiva Akasha. Bem satisfeita com o sapato de maior volume e suporte. Eu tenho cerca de 200 quilômetros já neles e não vejo sinais significativos de desgaste. Realizei três provas já com significativo resultado em todas.

Em suma, acho que o Akasha é um sapato digno de ultra distâncias, e se comporta de maneira perfeita para o meu tipo de pé. Sua pisada é neutra e o amortecimento dele é ótimo para quem gosta desse tipo de característica em tênis de trilhas. Não são minimalistas, pelo contrário apresentam conteúdo de proteção, porém não deixam de ser rápidos e responsivos.

Pontos negativos: dizem que a versão masculina é um pouco pesada: 330g, já para mim no meu número 34 ela pesa apenas 260g.

P.S.

– Se você tiver alguma dúvida sobre o sapato, pergunte.

– Se você teve a chance de correr no sapato,conte a todos o que você pensa!

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Relato Indomit Pedra do Baú

Pedra do Baú

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Recebi da organização Indomit a oportunidade de conhecer um pedaço da Serra Mantiqueira.  Neste último fim de semana do dia 1/04 estive conhecendo a cidade de São Bento e a Pedra do Baú. Minha segunda visita na Serra, que se assemelha muito com a Gaúcha.

Tenho a dizer que a organização foi excelente, uma vez que conseguem reunir sempre pessoas tops. Fui sozinha do RS e maravilhosamente recebida. Encontrei o amigo Valmir de MG e conheci a embaixadora Cissa, pessoas sensacionais que me acompanharam nessa empreitada. Fora os amigos de SP que me receberam (de coração): Marco Fabio, os fotógrafos Ney e Wladmir, e minha assessoria Upfit, mais a galera da Bronet/Osprey – todos não mediram esforços. Ah tenho uns fãs perdidos também; é tanta gente para admirarem, escolheram a mim, então poupo nomes rsrs.

Foi muito legal encontrar igualmente o grupo Sprint de Belém, imaginem dois extremos do Brasil em uma amizade já de longo prazo; fico muito feliz em contar.

Decidi em função de algumas provas longas, que ainda tenho pela frente, apenas enfrentar os 35K, que para mim seriam como um treino. Eu estava pela curtição, confesso. Acreditem que, mesmo assim, esses 35K me resultaram em um acúmulo positivo de 1900 metros (que treino hein), e arranhei ainda meu primeiro troféu dos 30 anos. Foi trabalhoso. Deu para acompanhar a 5 colocada geral Denize por bastante tempo e descobrir que ela é minha conterrânea. Essa é a parte que mais gosto das provas, as pessoas que a gente conhece e as amizades que nós criamos.

O pessoal da Osprey também me contatou para testar uma mochila Rev6, e tudo – esse acumulado -me proporciou uma experiência incrível! Alias, assistam lá na página do face: Osprey Brasil o nosso vídeo!

A prova iniciou com uma subida em asfalto, logo entramos em uma estrada de chão mais outra subida infinita de uns 7km (dos 900m aos 1600m). O que mais adorei é que aos invés de cabritos montanheses nós temos vacas Zebu escaladoras, sensacional! — Imagina os cogumelos dessas vacas (é uma piada irônica).

Eu me senti em casa, uma vez que ver as araucárias é como ter um pedaço de mim pelo trajeto. Não tem como negar que os staffs são sempre muito legais. E eu me divirto, pois mesmo indo sozinha as pessoas me conhecem! “Bora gaúcha, vamos Raïssa”. Lá pelo km20 o staff me fala: “passaram perguntando de você”, hehehehe que carinho gente! O povo local inclusive é demais!

O link do meu percurso Strava para quem quiser conferir está em https://www.strava.com/activities/923822251#kudos

Quando terminei a prova ainda tinha o pessoal da Bronet/Osprey aguardando para a avaliação da mochila. A verdinha Rev6.

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E o momento chave da minha prova: minha chegada. Eu fiz um vídeo que conta o ocorrido, claro que quem me conhece sabe; eu faço drama, adoro uma encenação. Gente eu brinco tá, e eu falo desse jeito mesmo, as pessoas se divertem com minha forma “bergamasca” de ser.

Enfim, o percurso é muito bonito de verdade. E eu pretendo voltar para fazer os 50k ano que vem (se me quiserem)  — Juannnn me chama! Daí a gente chega junto de novo: eu nos 50k e você nos 21k, que tal?? Desafio proposto!

Adorei tudo! Obrigada Mantiqueira,  São Bento, paulistas, Indomit!

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