Eu detesto correr


Sim, eu detesto correr, na realidade eu nem sei como comecei a correr. Mas o que eram 20 minutos em volta da praça, tornaram-se 5k, 10k, 21k, 42k, 50k, 80k, 100k! Serio?

Também não sei a razão de ter 10 pares de tênis. Todo dia, escolho um diferente, talvez o que cheire menos, e saio para correr, é aquele prazer como ter que arrumar a cama. Eu saio para correr e acho tudo um saco, odeio homens buzinando e gritando frases obscenas. Até alguns minutos de corrida, não entendo porque depois dos 30 minutos parece que algo mágico acontece. Começo até a brincar com os cachorros que me perseguem pelas ruas latindo como se fossem arrancar minha panturrilha fora.

A corrida é cansativa. Às vezes corremos 20 horas sem parar, e então ficamos cansados só depois. Nos dias seguintes você nem se move, tem dificuldades de se sentar ou se erguer, parece que envelheceu uns 40 anos. Talvez a coisa mais doente seja, você corre, sofre, se martiriza e depois de uma semana, quer tudo de novo. O pior é quando você se inscreve para uma corrida de 100 quilômetros e perde os últimos 6 meses da sua vida se preparando para aquilo. Você treina todos os dias, acaba com sua vida social, só para conseguir fazer a maior distância total em um único dia, então você cruza a linha de chegada…você escuta parabéns pelos 100km! E só consegue pensar num: foda-se! Eu treinei pelo menos uns 1000km! E a única coisa que você quer é comer e beber até a sua morte.

O que mais eu odeio em correr é aquela reviravolta digestiva que me gera. Meu deus, cadê os banheiros pelo caminho? A barriga começa a te dar os sinais de advertência, a probabilidade é de 50% em você encontrar um local privado. Mas você perde mais tempo durante o treino pensando em encontrar um local, e no fim, a vontade passa e seu treino acabou, era só para torturar mesmo.

De qualquer maneira, se alguém da minha família que acha tudo isso muito doentio, perguntar da razão de gostar tanto de correr, eu vou encontrar algum motivo muito plausível. O que é uma piada, uma vez que não existem motivos plausíveis para realizarmos essa coisa toda. Juro que minha vontade era de carregar um molho bolonhesa no meu reservatório. Mas devemos pensar no peso, e nos sobra aquelas gororobas de gel e balinhas que só de sentir o cheio você já gorfa.

Acho que correr é tipo aquela música da Anitta, que você conhece de cor por tocar tanto na rádio, e detesta sob todas as formas, mas dança enlouquecidamente em uma festa, divertindo-se inclusive.

Daí a gente conclui que tudo cheira mal mesmo, por mais que eu lave, continuando a procrastinar minha corrida até o último minuto possível e me culpando absurdamente caso eu não vá correr, e me questionando “por que continuo fazendo isso”!? E desejando que acabe antes mesmo de começar…definitivamente eu detesto correr, mas eu não consigo ficar sem.

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E vamos para Lavaredo 2018!

 

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Com muita gratificação, recebi o convite para retornar para a Lavaredo Ultra Trail (LUT) em 2018! Convite veio do Diretor Geral, que me cedeu a inscrição para talvez eu poder ter uma nova chance! As provas nem sempre são perfeitas, mas quantos de nós temos a chance de um convite desses? Então, a decisão foi aceitar, com certeza.

Aos que não sabem do histórico, parei em uma ambulância com forte dor no ventre no quilômetro 45 e fui retirada da prova por um errôneo diagnóstico, que talvez tenha sido, de certa forma, a melhor solução; sempre é! Importante é acreditar nas decisões do destino.

Tudo bem, temos que aceitar que às vezes o mal ocorre para o bem. Talvez não fosse o momento para aquela prova, uma vez que meu sonho primordial era outro, o qual consegui concluir até com certa dificuldade. Muita coisa se envolveu naquele tempo, e o psicológico exigiu muito treinamento. O que não te mata, te fortalece. Com certeza encerrei esse ciclo mais forte do que nunca!

Tenho uma amiga que retornará também para CCC, pois ficou com mesmo sentimento engasgado que eu fiquei da LUT. Às vezes não é a hora, mas acredite que quando ela chega, vem melhor do que antes! E nem sempre podemos abraçar o mundo…escolhas são primordiais.

Agora com essa nova oportunidade eu retorno às Dolomitas Italianas para ter o contato com parte da minha história, novamente.

(E talvez também role cobertura da prova, então fique ligado nos próximos capítulos que muita história virá para este 2018!)

 

Um breve resumo da Lavaredo Ultra Trail:

Prova de 120km pelas Dolomitas Italianas com desnível positivo de D+5800m e tempo limite de 30 horas para se concluir. É uma das mais famosas corridas do Circuito Mundial de Ultra Trail.

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Larga do centro de Cortina d’Ampezzo, localizada na província de Belluno na Itália. A mesma reúne grandes atletas concorrentes ao circuito. Uma cidade de beleza ímpar, localiza-se em meio a um vale encaixado, é muito parecida com Chamonix! A vantagem é que você cruza muito mais com os top elites por lá.

A prova passa por parques nacionais e pontos famosos das dolomitas como Cinque Torri, Cristallo, Tofane e a mais famosa Tre Cime de Lavaredo.

LUT também já destacou nossas duas bests atletas Manu Vilaseca e Fernandinha Maciel no pódio geral! ❤

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Gostou? As inscrições foram finalizadas para os 120km, mas ainda tem para os 48km! Confira o site oficial: https://www.ultratrail.it/en/

Relato CCC 2017 

Você quer, você pode. 

Sim, nem todos nasceram com a melhor genética da terra. Existem uns Kilian, outras Nuria. Mas existem pessoas como eu, normais, persistentes, teimosas. 

Há uns 6 anos eu vi meu irmão realizando uma prova que me encantou de todas formas. Ela se chamava La Mision. Eu estava morando fora e aprendendo o que era essa tal corrida, ultra trail eles chamavam. Sim, meu irmão sempre foi minha inspiração. Iniciando os treinamentos para o La Mision 80km, que realizei em 2015 conheci algumas pessoas que me explicaram o que seria a tal UTMB – Ultra Trail du Mont Blanc, e a partir dali em meados de 2014 eu decidi tentar atingir isso até onde meu corpo permitiria. Escolhi a CCC 101km, chamada Little Sister, que seria a meia volta final da UTMB. Em dezembro de 2016 fui sorteada, e decidi então realizá-la, que ocorreu em setembro de 2017. Se você notar até eu conseguir chegar nisso, passaram-se alguns anos. Eu não fui a melhor corredora, nem a melhor brasileira, nem a melhor gaúcha, talvez uma das mais jovens, mas isso não desmerece o trabalho envolvido.

Terminei quase semi-morta. Mas de alma lavada. Foi um trabalho árduo, exigiu dedicação, dinheiro, e acima de tudo muito esforço. No meio da prova a gente sempre pensa: “por quê?!.”

A largada da CCC ocorreu em pelotões, sai no 2o das 9h15, sozinha, logo encontrei duas brasileiras Manu Rios e Ana Osório que estavam também por lá. Ambas fizeram apoio importante em momento que nos cruzávamos, onde sempre nos incentivávamos.


Minha primeira metade da prova foi muito boa, fechei um dos meus melhores 50km com um acumulado positivo absurdo, mas logo viria a chuva e junto dela um frio bastante severo, e claro a noite. Quando cheguei na divisa da Itália e Suiça, chamada Col Ferret a neblina baixou muito. O corpo umideceu, e minha roupa, que não estava apropriada, encharcou. Decidi continuar para trocar mais tarde, mas cada vez era pior. Então a chuva iniciou. Mesmo com impermeável fiquei extremamente úmida e com muito frio. 


Estava chegando em Champex km56, lá encontraria a Nivea, esposa de um colega que também estava correndo, Luiz Facioli de SP. A Nivea foi essencial para mim. Sem sua ajuda acredito que eu não tivesse continuado, sabe anjos que Deus coloca no nosso caminho?! Ela me aqueceu, e me deu um apoio muito forte em um momento que eu passava por um estresse extremo. A chuva e a sensação térmica de uns -7 graus na montanha tinham definitivamente acabado comigo. Não só comigo, com muitas outras pessoas. Meus ouvidos já haviam estourado diversas vezes, e eu tremia de uma forma que perdia muita energia. Quando estávamos na montanha o vento era cortante e era impossível caminhar ou permanecer parado, aquilo de certa forma acelera a gente. Soube de um problema de cegueira tanto na Manu Villaseca quanto na Fernanda Maciel, onde ambas deixaram a UTMB principal. Saúde é tudo né?! 

Fiquei parada em Champex quase 2h, liguei para algumas pessoas, conversei com meu amigo Xandao que havia já saído da prova, e com o Gustavo que a realizou no ano anterior, com a Leo que tinha concluído a TDS; todos me deram um apoio importante para continuar. Após 2h resolvi deixar Champex junto de uma italiana: Enrica, que também foi um apoio importante e esteve comigo toda madrugada. Alguns perguntaram do tempo parada e do pace ter diminuído tanto. Às vezes uma prova exige coisas diversas. Exige psicológico, exige companhia, e o FairPlay é super significativo, você deve mudar seu pace para poder ter alguém perto de você, e eu estava precisando bastante. O clima severo mexeu com nosso psicológico e eu só estava buscando concluir a prova, mesmo no tempo limite. A partir de Trient km72 eu apenas caminhei, escutei outra vez que sabendo administrar a sobra dos cortes, o resultado é apenas cruzar a linha de chegada. Enrica dizia: eu só quero o colete, e não vou mentir que eu também só queria ele, indiferente resultados. UTMB me ensinou muitas coisas. Muitas. Ensinou quem nos valoriza em momentos extremos. Xandao e sua família estiveram comigo, Leonice também. A energia do pessoal estava demais! Aquilo te coloca para cima, boas companhias! Agradeço Família Moschen, inclusive o treinador Togumi e os colegas UPFIT presentes. Foi espetacular e uma das experiências mais incríveis da minha ainda pequena vida. Eu não tive minha melhor performance e talvez isso me incentive a retornar daqui alguns anos. Eu sei que economizei muito, o tempo inteiro, exatamente por nunca ter feito tal distância, depois você pensa se teria sido melhor acelerar, mas ao fim você atinge a meta e é isso que vale. Ao longo do percurso muitas pessoas torcem, tocam os sinos, gritam “Ale, andiamo”. Criancas correm conosco. O povo vê a bandeira no numeral e grita: Brasilll. Então, tudo isso te move, bastante!!! É realmente uma experiência ímpar.


Eu sei que essa é uma das provas mais significativas da terra. A vida é feita para almejarmos sempre mais, claro com humildade e dentro da nossa possibilidade. Talvez eu volve, talvez  não. Como citei, depois de tudo isso fiquei satisfeita com a CCC e não desejo nesse momento a UTMB, mas às vezes a vida toma rumos engraçados e não podemos prever nada.  Aliás, encontrei novamente meu maior ídolo Marco Olmo que nos visitou inclusive. 


Então, se eu recomendo? É óbvio! Você já deve ter escutado isso de diversas pessoas, como eu escutei. Mas é necessário viver para ver. Chamonix é abençoada. Acendi velas para São Bernardo protetor das montanhas do Mont Blanc e certeza que eu pude ser abençoada com essa maravilhosa oportunidade. 

Eu gostaria de agradecer especialmente aos apoiadores Osprey Brasil, Julbo Brasil, La Sportiva Brasil, UPFIT e Converge.

Eu sou Finisher! 

LA SPORTIVA AKASHA REVIEW

Conforto, respirabilidade e proteção é o que este sapato oferece, facilmente um tênis que eu consigo utilizar em diversas corridas. Para aqueles que não tiveram sorte com a La Sportiva no passado, devido ao ajuste mais estreito e mais rígido, vale a pena testar o novo conceito.

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O Akasha está chegando no mercado brasileiro no próximo mês de agosto. E promete muito.

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A parte superior do Akasha é uma malha de ar respirável (airmesh) que se encaixa ao pé e elimina qualquer desconforto. Existem tiras de poliuretano finas que se sobrepõem à malha através do antepé proporcionando um pouco de estrutura e evitando o colapso da parte superior. Mantém o pé firmemente em cima da plataforma enquanto se corre e se realiza trail (inclusive sobre rochas!). O entalhe do calcanhar e do tornozelo são acolchoados na medida necessária, e possuem um loop de nylon para pendurá-los.

Na parte da frente, temos o Dynamic ProTechTion, que são estas são as tiras de PU (poliuretano) que foram soldadas no airmesh. Isso, de acordo com a La Sportiva, “oferece proteção e estrutura seguindo o pé de forma dinâmica e sem constrições”. Que significa que os dedos do pé ficam sem dor, não importa quantas vezes se chute pedras, em nenhum momento, para mim Raissa, criou-se feridas, bolhas, roxos ou eu perdi unhas. Este “rand” protege todos os dedos do pé de medial para lateral e se envolve para fornecer uma saliência ligeiramente protetora.

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Realizei Transgrancaria 82km com ele e meus pés terminaram intactos como começaram. Sem absolutamente nenhuma lesão, bolhas ou unhas perdidas; diferente de outros tênis na minha humilde experiência.

A língua é uma das línguas acolchoadas mais espessas que encontrei no mercado de sapato, mas o preenchimento é denso e firme. Não notei o excesso de absorção de água nesta área enquanto usava os tênis em terrenos úmidos e/ou enlameados. Mas depois de lavados demoraram um pouco mais para secarem que outros modelos do mercado.

No geral, esta parte superior é fantástica, simplesmente devido ao conforto e a respirabilidade que ela fornece, e ainda é durável.

No caso da entressola do Akasha, esta é um EVA injetado que permite que mantenha o amortecimento e elasticidade dentro do EVA ao longo do tempo inclusive sendo mais durável (versus o EVA moldado por compressão padrão). Juntamente com a plataforma de almofada La Sportiva, este sapato maximiza a absorção de choque, proteção contra rochas, ao mesmo tempo que elimina uma sensação de morbidez. O conforto e a proteção oferecidos pelo sapato são perfeitos para longas distâncias de até 160km. Tenho problemas de joelho e o retorno do tênis foi excelente em relação a isso.

A palmilha ergonômica Ortholite Mountain Running é antimicrobiana de 4mm sem retenção de umidade, mesmo através de lama e córregos.

Por fim, em relação à entressola, esses tênis desviaram todas as rochas pontudas, arredondadas e de ângulo estranho que eu poderia pisar diretamente sem problemas. Meu pé permaneceu estável até em ângulos estranhos. Excelente proteção e amortecimento em rocha, mantendo a flexibilidade e controle de torção.

O ponto mais alto do tênis é a sola exterior. O Akasha utiliza as solas de composto de borracha dupla densidade FriXion XT (XF + AT) que otimizam a resistência ao desgaste e a absorção de choque. Por mais molhado que esteja o solo ou rocha, ele se agarra da maneira mais perfeita. La Sportiva usa alças de direção reversa para ajudar a quebrar em downhills e também incorpora seu sistema “Trail Rocker” que ajuda com o rolamento natural do pé no nosso ciclo de marcha, toe transition.

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Impressões gerais

No geral, estou realmente impressionada com o La Sportiva Akasha. Bem satisfeita com o sapato de maior volume e suporte. Eu tenho cerca de 200 quilômetros já neles e não vejo sinais significativos de desgaste. Realizei três provas já com significativo resultado em todas.

Em suma, acho que o Akasha é um sapato digno de ultra distâncias, e se comporta de maneira perfeita para o meu tipo de pé. Sua pisada é neutra e o amortecimento dele é ótimo para quem gosta desse tipo de característica em tênis de trilhas. Não são minimalistas, pelo contrário apresentam conteúdo de proteção, porém não deixam de ser rápidos e responsivos.

Pontos negativos: dizem que a versão masculina é um pouco pesada: 330g, já para mim no meu número 34 ela pesa apenas 260g.

P.S.

– Se você tiver alguma dúvida sobre o sapato, pergunte.

– Se você teve a chance de correr no sapato,conte a todos o que você pensa!

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Relato Indomit Pedra do Baú

Pedra do Baú

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Recebi da organização Indomit a oportunidade de conhecer um pedaço da Serra Mantiqueira.  Neste último fim de semana do dia 1/04 estive conhecendo a cidade de São Bento e a Pedra do Baú. Minha segunda visita na Serra, que se assemelha muito com a Gaúcha.

Tenho a dizer que a organização foi excelente, uma vez que conseguem reunir sempre pessoas tops. Fui sozinha do RS e maravilhosamente recebida. Encontrei o amigo Valmir de MG e conheci a embaixadora Cissa, pessoas sensacionais que me acompanharam nessa empreitada. Fora os amigos de SP que me receberam (de coração): Marco Fabio, os fotógrafos Ney e Wladmir, e minha assessoria Upfit, mais a galera da Bronet/Osprey – todos não mediram esforços. Ah tenho uns fãs perdidos também; é tanta gente para admirarem, escolheram a mim, então poupo nomes rsrs.

Foi muito legal encontrar igualmente o grupo Sprint de Belém, imaginem dois extremos do Brasil em uma amizade já de longo prazo; fico muito feliz em contar.

Decidi em função de algumas provas longas, que ainda tenho pela frente, apenas enfrentar os 35K, que para mim seriam como um treino. Eu estava pela curtição, confesso. Acreditem que, mesmo assim, esses 35K me resultaram em um acúmulo positivo de 1900 metros (que treino hein), e arranhei ainda meu primeiro troféu dos 30 anos. Foi trabalhoso. Deu para acompanhar a 5 colocada geral Denize por bastante tempo e descobrir que ela é minha conterrânea. Essa é a parte que mais gosto das provas, as pessoas que a gente conhece e as amizades que nós criamos.

O pessoal da Osprey também me contatou para testar uma mochila Rev6, e tudo – esse acumulado -me proporciou uma experiência incrível! Alias, assistam lá na página do face: Osprey Brasil o nosso vídeo!

A prova iniciou com uma subida em asfalto, logo entramos em uma estrada de chão mais outra subida infinita de uns 7km (dos 900m aos 1600m). O que mais adorei é que aos invés de cabritos montanheses nós temos vacas Zebu escaladoras, sensacional! — Imagina os cogumelos dessas vacas (é uma piada irônica).

Eu me senti em casa, uma vez que ver as araucárias é como ter um pedaço de mim pelo trajeto. Não tem como negar que os staffs são sempre muito legais. E eu me divirto, pois mesmo indo sozinha as pessoas me conhecem! “Bora gaúcha, vamos Raïssa”. Lá pelo km20 o staff me fala: “passaram perguntando de você”, hehehehe que carinho gente! O povo local inclusive é demais!

O link do meu percurso Strava para quem quiser conferir está em https://www.strava.com/activities/923822251#kudos

Quando terminei a prova ainda tinha o pessoal da Bronet/Osprey aguardando para a avaliação da mochila. A verdinha Rev6.

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E o momento chave da minha prova: minha chegada. Eu fiz um vídeo que conta o ocorrido, claro que quem me conhece sabe; eu faço drama, adoro uma encenação. Gente eu brinco tá, e eu falo desse jeito mesmo, as pessoas se divertem com minha forma “bergamasca” de ser.

Enfim, o percurso é muito bonito de verdade. E eu pretendo voltar para fazer os 50k ano que vem (se me quiserem)  — Juannnn me chama! Daí a gente chega junto de novo: eu nos 50k e você nos 21k, que tal?? Desafio proposto!

Adorei tudo! Obrigada Mantiqueira,  São Bento, paulistas, Indomit!

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